O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) dá continuidade nesta quinta-feira,1,à operação de transporte das urnas eletrônicas, equipamentos e equipes aos locais de difícil acesso do Vale do Juruá. A três dias do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, barqueiros percorrem rios e igarapés para garantir que o material eleitoral chegue às comunidades mais distantes dos cinco municípios atendidos pela 4ª Zona Eleitoral, que tem sede em Cruzeiro do Sul e abrange também Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.
Nesta quinta-feira,1, equipes foram deslocadas para sete locais classificados como de difícil acesso. Em Cruzeiro do Sul, o transporte segue para a Escola Artur Lebre II, na comunidade da Prainha, no rio Juruá-Mirim, e para a Escola Padre Egon Angel, em Terra Firme de Cima, no rio Valparaíso.
Em Mâncio Lima, a operação atende a Escola José Sena, na comunidade Bom Sossego, no rio Azul, e a Escola Josefa de Queiroz, na Boca do Anil, no rio Moa. Em Porto Walter, o destino é a Escola Castelo Branco, na comunidade Formigueiro, no Igarapé Comprido.
Também nesta quinta-feira, equipes seguem para duas localidades de Rodrigues Alves: a Escola Maria Lizete de Oliveira Moura, no Seringal Paraná dos Mouras, Igarapé Apuí, comunidade Cícero, e a Escola Raimundo Alves da Costa I, na comunidade 3 Bocas, também no Seringal Paraná dos Mouras.
A operação é necessária porque a região possui dezenas de pontos de votação que dependem de transporte fluvial ou aéreo. Conforme o levantamento da Justiça Eleitoral utilizado no planejamento da operação, os cinco municípios somam 142 locais de votação e 449 seções eleitorais, além de uma Mesa Receptora de Justificativa (MRJ). Desse total, 42 locais são classificados como de difícil acesso, reunindo 78 seções.
Cruzeiro do Sul concentra a maior estrutura, com 70 locais de votação: 43 urbanos, 19 rurais e oito de difícil acesso, totalizando 256 seções, além de uma MRJ. Entre as comunidades remotas estão pontos localizados nos rios Juruá, Juruá-Mirim, Liberdade e Valparaíso.
Marechal Thaumaturgo concentra o maior número de locais de difícil acesso, com 12 pontos. O município possui 16 locais de votação e 47 seções, incluindo comunidades e aldeias situadas nos rios Breu, Juruá, Tejo, Bajé e Amônia.
Em Porto Walter, são quatro locais urbanos e nove de difícil acesso, com 34 seções. A relação inclui a Escola Arara Indígena, na Aldeia Foz do Nilo, além das comunidades Formigueiro, Estirão Azul, Reforma, Iracema, Mororó e Vitória.
Mâncio Lima possui 19 locais de votação, sendo dez urbanos, quatro rurais e cinco de difícil acesso, com 57 seções. Entre os pontos mais distantes estão comunidades dos rios Azul e Moa.
Já Rodrigues Alves terá 24 locais de votação, sendo seis urbanos, dez rurais e oito de difícil acesso, com 55 seções eleitorais.
Ao todo, a estrutura reúne 296 seções urbanas, 75 rurais e 78 instaladas em locais de difícil acesso. O planejamento busca garantir que urnas, equipes e demais equipamentos estejam nos pontos de votação dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Avião, barco e helicóptero
A logística começou a ser intensificada nos últimos dias. Na quarta-feira,30, equipes foram deslocadas de avião para Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Nesta quinta-feira, a operação continua por via fluvial.
Na sexta-feira, 2, está prevista uma nova etapa com o uso de helicópteros para alcançar localidades onde o deslocamento por estrada ou barco é mais difícil.
A operação aérea para localidades de difícil acesso envolve o transporte de equipes, mesários, urnas e materiais eleitorais, considerando rotas, pontos de pouso e as condições de cada comunidade. O planejamento também prevê o recolhimento do material após a votação. A operação segue até sábado, 3, véspera da votação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

