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Usina solar de Indiana instalou 20 mil painéis por dia com 1.800 operários em 18 meses e está prestes a operar
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 11/10/2026 às 14:24
Atualizado em 11/10/2026 às 14:25
Energia Renovável
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A Doral Renewables celebrou em 7 de outubro, em Winamac, as três fases finais da usina solar Mammoth Solar. A matéria mostra a conta do financiamento em reais e compara prazo e emprego da obra com o Assú Sol, no Rio Grande do Norte.
A usina solar Mammoth Solar, em Winamac, no estado americano de Indiana, está prestes a entrar em operação comercial nas três últimas fases. A informação é da Doral Renewables, em comunicado de 7 de outubro de 2026. A obra levou 18 meses e teve cerca de 1.800 operários por dia no pico. Em certo momento, 20 mil painéis foram instalados num único dia.
As três fases da Mammoth Solar se chamam Mammoth South, Mammoth Central I e Mammoth Central II e somam 900 MW em corrente alternada. A Doral Renewables diz que elas completam o complexo de 1,3 GW. A empresa o descreve como um dos maiores projetos solares em operação nos Estados Unidos.
O comunicado fala em operação comercial iminente, sem dar a data de cada fase. Em maio de 2025, o PV Tech informava que a entrada em operação estava prevista para o quarto trimestre de 2026.
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Quanto custou a usina solar de Indiana, em reais?
Os números da imprensa sobre a usina solar são de financiamento, e não de custo final de obra. Segundo o PV Tech, a Doral Renewables fechou em maio de 2025 um pacote de US$ 1,3 bilhão em dívida de construção para as três fases, de 300 MW cada. Elas fazem parte de um complexo de US$ 1,5 bilhão, e o pacote foi liderado pelo KeyBanc Capital Markets.
Pela cotação de venda do dólar de 9 de outubro de 2026 (R$ 4,9892, taxa PTAX do Banco Central), a conta fica assim:
A soma das três linhas dá US$ 1,285 bilhão, que o PV Tech arredonda para 1,3 bilhão. Nem o comunicado nem o PV Tech dizem quanto da obra foi paga com esse dinheiro.
Como a obra da usina solar chegou a 20 mil painéis por dia?
O comunicado dá três números da obra da usina solar. Foram 18 meses de construção e cerca de 1.800 trabalhadores no canteiro todo dia no auge. Em um dia, 20 mil painéis foram instalados. A empresa chama o feito de maravilha de logística de engenharia.
Dividindo os dois picos, dá 11 painéis por operário no dia recorde. A conta é só ilustrativa. Nada garante que os dois picos caíram no mesmo dia, e há quem trabalhe em cabos, estacas e subestação em vez de painel.
A Bechtel, parceira da Doral Renewables na obra, atribuiu o resultado aos sindicatos que mandaram gente ao canteiro com calor, neve, gelo e chuva, segundo o comunicado. A Nextpower, outra parceira, lembrou que o aço usado veio de Indiana.
Como a usina solar de Indiana se compara ao Assú Sol, no RN?
O Brasil tem um caso recente para olhar. O Assú Sol, da Engie, no Rio Grande do Norte, atingiu a operação plena em 13 de fevereiro. Foram 30 meses de obra, segundo o Movimento Econômico.
A comparação entre as duas usinas solares tem limites. MW de pico (MWp) é o que os painéis entregam no melhor cenário. MW em corrente alternada é o que sai do inversor, quase sempre menor. Por isso, 900 MW em corrente alternada correspondem a mais de 900 MWp, e a Mammoth Solar é maior do que o número sugere ao lado do Assú Sol. A Doral Renewables não informou a potência de pico.
Dinheiro da usina solar também não se compara direto. De um lado há financiamento, de outro o investimento total declarado pela Engie. Por isso, não divido nenhum dos dois pela capacidade.
O que a comparação permite dizer é o prazo. Em obra de tamanho diferente, a usina solar de Indiana levou 12 meses a menos, ou 40% menos tempo.
O Assú Sol, segundo a mesma reportagem, reúne 16 usinas em 2.344 hectares e mais de 1,5 milhão de módulos. Está entre os três maiores complexos solares do país, atrás do Janaúba, em Minas Gerais, de 1.617 MWp. O ranking vem do levantamento da consultoria Greener de fevereiro de 2024.
O que a Doral Renewables ainda não informou sobre a usina solar?
O comunicado não nomeia os compradores da energia nem diz quantas casas ela atende. O PV Tech informa apenas que as três fases têm contratos de longo prazo de compra de energia com grandes concessionárias.
A secretária de Energia de Indiana, Suzanne Jaworowski, esteve na cerimônia. Segundo o comunicado, ela disse que, com a demanda por eletricidade disparando, todo projeto de desenvolvimento econômico hoje procura rapidez para chegar à rede.
A empresa também diz que, na operação, vai estudar o uso da área para agricultura, com culturas especiais e pastejo de ovelhas e gado. Seria numa parceria com a Universidade Purdue, ainda sem data.
A Doral Renewables mantém, no canal oficial do YouTube, um vídeo sobre a fase Norte do complexo, que não está entre as três de agora:
Assista o vídeo
O que falta confirmar na usina solar de Indiana?
Falta a data em que cada fase liga de fato, o nome de quem compra a energia e a geração anual esperada. Até lá, 20 mil painéis num dia e 1.800 operários são números de obra, e não de energia entregue.
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Energia Solar
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

