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Vallourec inicia no Espírito Santo primeira linha industrial do mundo para nova tecnologia de dutos submarinos usada em águas profundas

Vallourec inicia no Espírito Santo primeira linha industrial do mundo para nova tecnologia de dutos submarinos usada em águas profundas

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Vallourec inicia no Espírito Santo primeira linha industrial do mundo para nova tecnologia de dutos submarinos usada em águas profundas

Escrito por Ana Alice

Publicado em 12/10/2026 às 22:33

Atualizado em 12/10/2026 às 22:35

Setor Offshore

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Vallourec inicia no Espírito Santo linha industrial pioneira para isolamento térmico de dutos submarinos usados em águas profundas. – Imagem: Ilustrativa via I.A

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Nova capacidade instalada em Serra vai aplicar tecnologia avançada de isolamento térmico em dutos submarinos, com produção voltada a projetos offshore de águas profundas no Brasil e no exterior.

A Vallourec iniciou em Serra, no Espírito Santo, a implantação de uma nova linha industrial para aplicação de isolamento térmico em dutos submarinos. Segundo a companhia, a unidade capixaba será a primeira planta industrial do mundo qualificada para aplicar comercialmente, em escala, sistemas de resina Proxxima combinados à tecnologia GDLX.

A solução foi desenvolvida pela ExxonMobil nos Estados Unidos e chega ao Brasil por meio de um acordo de licenciamento. A Vallourec tornou-se a primeira empresa autorizada a industrializar e aplicar comercialmente essa combinação tecnológica.

O sistema não representa um novo tipo de tubo. A inovação está no revestimento térmico aplicado externamente às linhas de aço, com foco em projetos submetidos às condições severas encontradas em águas profundas.

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A implantação também amplia o papel do Espírito Santo na cadeia offshore. A unidade de Serra já participa de projetos associados ao pré-sal brasileiro e passa a incorporar uma tecnologia que terá aplicação inicial em grandes empreendimentos marítimos no exterior.

Nova tecnologia será aplicada diretamente sobre os dutos de aço

A solução combina sistemas de resina Proxxima com a tecnologia de isolamento submarino GDLX. O material é aplicado sobre os tubos para reduzir a perda de temperatura dos fluidos durante o transporte entre os equipamentos instalados no fundo do mar e as unidades de produção.

Segundo a Vallourec, a configuração permite uma aplicação moldada em camada única diretamente sobre o aço, além de oferecer desempenho térmico superior ao de soluções convencionais utilizadas em determinadas aplicações offshore.

Tubos revestidos pela Vallourec e operação de lançamento de dutos submarinos ilustram etapas da cadeia offshore em águas profundas. Crédito: Montagem / Vallourec.

O isolamento é especialmente importante em águas profundas, onde a temperatura do ambiente marinho pode ser muito inferior à do petróleo e do gás que deixam o reservatório. À medida que os fluidos percorrem os dutos, a perda de calor pode alterar suas condições de escoamento.

A nova tecnologia busca ampliar o chamado cool-down time, período durante o qual o fluido permanece em condições adequadas após uma interrupção da produção. Uma janela maior pode facilitar a retomada das operações e reduzir a necessidade de algumas medidas adicionais durante paradas prolongadas.

Primeira grande aplicação será em projeto offshore na Guiana

A primeira aplicação comercial de grande porte prevista para a nova capacidade instalada no Espírito Santo será o projeto Longtail, desenvolvido pela ExxonMobil Guyana Limited no Bloco Stabroek, em águas profundas da Guiana.

A Vallourec também recebeu encomendas relacionadas ao projeto Hammerhead. Juntos, os dois contratos envolvem mais de 145 quilômetros de dutos e cerca de 40 mil toneladas métricas de tubos.

Desse total, aproximadamente 90 quilômetros, equivalentes a 22 mil toneladas, deverão receber sistemas de resina Proxxima com isolamento GDLX. Os contratos incluem ainda revestimentos anticorrosivos e soluções destinadas a proteger os tubos nas condições encontradas durante a operação submarina.

A escolha da unidade de Serra coloca o Espírito Santo dentro de uma cadeia de fornecimento que atende projetos offshore além do mercado brasileiro. A localização também favorece a logística para movimentação dos tubos antes de seu envio aos campos onde serão instalados.

A Vallourec não informou o valor investido especificamente na nova linha nem divulgou quantos postos permanentes de trabalho serão criados com sua implantação.

Unidade de Serra já atende projetos ligados ao pré-sal

Embora a primeira aplicação comercial da tecnologia GDLX esteja associada à Guiana, a operação da Vallourec em Serra já participa diretamente de projetos do pré-sal brasileiro.

A companhia cita Atapu 2 e Búzios 10 entre os empreendimentos que utilizam sua estrutura de revestimento no Espírito Santo. A unidade também está envolvida no fornecimento destinado a Sepia 2.

Em Atapu 2, por exemplo, a Vallourec fornecerá 143 quilômetros de risers rígidos e flowlines, equivalentes a aproximadamente 19 mil toneladas de tubos de aço carbono. Os tubos serão fabricados em Jeceaba, Minas Gerais, enquanto o isolamento térmico será aplicado na planta capixaba.

Isso não significa, porém, que Atapu 2 ou Búzios 10 utilizarão necessariamente a nova tecnologia GDLX. Até o momento, a companhia identifica Longtail como a primeira grande aplicação comercial anunciada para essa solução.

A presença desses projetos mostra, ainda assim, que Serra já faz parte de uma cadeia industrial especializada em equipamentos destinados a campos operados em grandes profundidades.

Aquisição da Thermotite ampliou capacidade industrial no Espírito Santo

A implantação da nova linha ocorre após a Vallourec ampliar sua atuação em revestimentos submarinos por meio da aquisição da Thermotite do Brasil, especializada em isolamento térmico de tubos utilizados pela indústria de petróleo e gás offshore.

A operação foi anunciada em 2024 por US$ 17,5 milhões, sujeita aos ajustes previstos no acordo. As instalações da Thermotite já estavam localizadas dentro da estrutura industrial da Vallourec em Serra.

Com a incorporação da empresa, a planta passou a reunir diferentes tecnologias de revestimento anticorrosivo e isolamento térmico. A chegada da GDLX adiciona uma solução ainda em fase inicial de industrialização global a essa estrutura.

A implementação também envolve treinamento de mão de obra e desenvolvimento de conhecimento técnico local. Segundo a Vallourec, fornecedores e prestadores de serviços do Espírito Santo deverão participar das atividades associadas à nova capacidade.

Com projetos destinados à Guiana e contratos ligados ao pré-sal passando pela mesma unidade, Serra amplia sua posição na cadeia de fornecimento de dutos submarinos para operações em águas profundas, concentrando etapas de revestimento e isolamento antes do envio dos equipamentos para instalação offshore.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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