Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Volkswagen ressuscita o Bora no exterior com porte de Passat, base do Jetta, motor 1.5 TSI de 160 cv, DSG de 7 marchas, 9 airbags e cabine muito mais luxuosa

Volkswagen ressuscita o Bora no exterior com porte de Passat, base do Jetta, motor 1.5 TSI de 160 cv, DSG de 7 marchas, 9 airbags e cabine muito mais luxuosa

Faça um comentário

8 min de leitura

Volkswagen ressuscita o Bora no exterior com porte de Passat, base do Jetta, motor 1.5 TSI de 160 cv, DSG de 7 marchas, 9 airbags e cabine muito mais luxuosa

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 01/10/2026 às 08:51

Atualizado em 01/10/2026 às 08:55

Automotivo

Canal

Assista o vídeo
Volkswagen Bora/Divulgação

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Volkswagen Bora volta ao Cazaquistão com 4,81 metros, motor 1.5 TSI de 160 cv, DSG de 7 marchas, até 9 airbags e cabine digital.

O nome Bora voltou a aparecer em uma concessionária Volkswagen carregando uma carroceria muito diferente daquela que ficou conhecida pelos brasileiros. Segundo a Quatro Rodas, a Volkswagen retomou sua operação no Cazaquistão com um sedã de 4,81 metros produzido na China pela parceria FAW-Volkswagen. O carro usa como base o Sagitar, modelo da linhagem do Jetta desenvolvido para o mercado chinês, e chega com dimensões próximas às de sedãs maiores da marca.

Debaixo do capô está um 1.5 TSI turbo de 160 cv e 250 Nm, ou cerca de 25,5 kgfm, ligado ao câmbio DSG de dupla embreagem e sete marchas.

A lista ainda inclui painel digital, central multimídia de 12,9 polegadas, teto panorâmico e, na versão Comfortline, nove airbags e um conjunto de assistentes eletrônicos. O novo Bora é vendido em duas configurações no Cazaquistão e não teve lançamento anunciado pela Volkswagen do Brasil.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Bora reaparece muito maior do que o sedã lembrado no Brasil

Quem viu um Bora circulando pelas ruas brasileiras na década de 2000 encontra agora um carro de proporções bem diferentes. O novo sedã comercializado no Cazaquistão mede 4.812 mm de comprimento, 1.813 mm de largura e 1.472 mm de altura.

Volkswagen Bora 2026/Divulgação

A distância entre os eixos chega a 2.731 mm. O comprimento de 4,81 metros coloca o modelo em uma faixa que lembra sedãs maiores, razão pela qual ele vem sendo comparado ao Passat em porte, embora não seja simplesmente um Passat com outro emblema.

Base vem do Sagitar, parente chinês do Volkswagen Jetta

A origem do carro ajuda a explicar tanto o tamanho quanto a aparência. O Bora vendido no Cazaquistão deriva do Volkswagen Sagitar, sedã produzido pela FAW-Volkswagen e ligado historicamente à família do Jetta.

Assista o vídeo

O Sagitar cresceu para atender o gosto do consumidor chinês por espaço traseiro maior. Essa fórmula resultou em uma distância entre os eixos superior à de vários sedãs médios tradicionais e permitiu que a Volkswagen criasse uma cabine mais ampla sem transformar o carro em um modelo totalmente diferente.

O nome Bora, portanto, não significa que a Volkswagen tenha retomado exatamente o antigo projeto vendido no Brasil. A marca reutilizou um nome conhecido em outro mercado e o colocou sobre uma base muito mais recente.

Motor 1.5 TSI entrega 160 cv e 25,5 kgfm

O sedã utiliza um motor 1.5 TSI de quatro cilindros e 1.498 cm³. A potência máxima é de 160 cv, enquanto o torque chega a 250 Nm, equivalentes a aproximadamente 25,5 kgfm.

É uma mecânica muito mais moderna que aquela associada ao Bora conhecido por aqui. A alimentação turbo permite concentrar força em uma cilindrada relativamente pequena, seguindo a estratégia atual da Volkswagen para motores a combustão mais eficientes.

Na especificação divulgada para o Cazaquistão, o conjunto leva o Bora de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos. A velocidade máxima divulgada para a configuração equivalente do Sagitar L chega a 200 km/h.

DSG de sete marchas substitui o antigo automático convencional

O motor trabalha com uma transmissão DSG automatizada de dupla embreagem e sete velocidades. Em vez de utilizar um conversor de torque tradicional, o sistema trabalha com duas embreagens para preparar a marcha seguinte enquanto outra relação ainda está engatada.

Na prática, a solução permite trocas rápidas e ajuda a manter o motor dentro de uma faixa eficiente de funcionamento. É uma arquitetura bastante conhecida em produtos modernos do Grupo Volkswagen.

O Sagitar L que serve de referência mecânica ao modelo utiliza uma DSG de sete marchas associada ao 1.5 turbo de 118 kW, equivalentes a aproximadamente 160 cv.

Consumo declarado chega a 17,5 km/l, mas usa ciclo NEDC

A Volkswagen informa consumo combinado de 5,7 litros para cada 100 quilômetros. Convertendo essa medida, o resultado equivale a aproximadamente 17,5 km/l.

Existe um detalhe essencial. O número foi divulgado no ciclo NEDC, metodologia de homologação que não deve ser comparada diretamente com os resultados do Inmetro utilizados no Brasil.

Trânsito, velocidade, combustível, temperatura e estilo de condução também alteram o consumo encontrado na rua. Os 17,5 km/l servem, portanto, como referência da homologação usada naquele mercado.

Cabine deixa para trás a aparência do antigo Bora

É dentro do carro que a distância entre gerações fica mais evidente. O sedã agora combina um quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas com uma grande central multimídia posicionada no centro do painel.

interior do Volkswagen Bora/Divulgação

No Bora comercializado no Cazaquistão, essa tela central tem 12,9 polegadas. A cabine também recebe chave presencial, partida por botão, carregamento de celular por indução e freio de estacionamento eletrônico.

O ar-condicionado é automático e possui saídas para quem viaja atrás. Retrovisor interno antiofuscante, sensores dianteiros e traseiros e câmera de ré completam a lista divulgada para o modelo.

Teto panorâmico aparece até na versão de entrada

A versão Trendline já foge do conceito de sedã básico. Ela recebe teto panorâmico, faróis de LED, rodas de liga leve de 17 polegadas e acesso ao veículo sem necessidade de retirar a chave do bolso.

Volante e bancos dianteiros também contam com aquecimento, item especialmente útil em mercados onde as temperaturas de inverno ficam muito abaixo das registradas na maior parte do Brasil. A central de 12,9 polegadas também faz parte do pacote.

Essa dotação ajuda a entender por que a cabine é muito mais equipada do que a associada ao antigo Bora brasileiro. A mudança não se limita às telas, mas alcança conforto, conectividade e conveniência.

Comfortline sobe de seis para nove airbags

A quantidade de airbags depende da versão. A Trendline possui seis bolsas, enquanto a Comfortline eleva o total para nove.

Na configuração superior aparecem airbags laterais destinados também aos passageiros traseiros e uma bolsa central. Esse último dispositivo fica entre os ocupantes dianteiros e ajuda a reduzir o contato entre motorista e passageiro em determinados impactos laterais.

Por isso, os nove airbags destacados no título correspondem à versão Comfortline. A presença de seis bolsas na configuração mais barata também coloca a segurança passiva em posição importante na lista de equipamentos.

ACC e frenagem autônoma entram na versão mais equipada

A Comfortline acrescenta um pacote de assistência ao motorista inexistente no antigo Bora. Entre os recursos está o controle de cruzeiro adaptativo, conhecido pela sigla ACC.

O sistema consegue ajustar a velocidade de acordo com o veículo que segue à frente. Há ainda Front Assist, tecnologia que monitora o risco de colisão dianteira e pode atuar sobre os freios quando identifica uma situação crítica.

Volkswagen Bora/Divulgação

O pacote também inclui Side Assist, voltado ao monitoramento das regiões laterais, e sistema Pre-Crash. Alerta de abertura de portas e monitoramento do tráfego traseiro ampliam a proteção durante manobras e desembarque.

Visual adota maçanetas embutidas e lanternas interligadas

Por fora, pouco lembra o sedã conhecido no Brasil. Os faróis ficaram estreitos e a grade dianteira foi reduzida, deixando boa parte do trabalho visual para a grande abertura inferior do para-choque.

Nas laterais aparecem maçanetas integradas à carroceria. A solução deixa a superfície mais limpa e aproxima o modelo da linguagem adotada em veículos elétricos e sedãs chineses recentes.

Atrás, as lanternas passam de um lado ao outro da tampa. O logotipo ocupa o centro e o escapamento fica escondido, deixando a traseira com aparência mais limpa.

Suspensão traseira independente reforça a proposta de sedã médio

A arquitetura não aposta apenas em telas e acabamento. O conjunto dianteiro utiliza suspensão independente do tipo McPherson, enquanto atrás há sistema multilink independente.

Essa solução traseira utiliza vários braços para controlar o movimento das rodas. Em comparação com um eixo de torção mais simples, ela oferece mais liberdade para os engenheiros trabalharem conforto e comportamento em curvas.

O conjunto do Sagitar L utiliza ainda tração dianteira. O novo Bora mantém, portanto, a fórmula clássica de um sedã médio com motor transversal na frente e transmissão da força para as rodas dianteiras.

Bora começa em 12,9 milhões de tenges no Cazaquistão

A Volkswagen posicionou o Bora como o sedã de entrada de sua nova operação no mercado cazaque. A versão Trendline parte de aproximadamente 12,9 milhões de tenges.

A Comfortline fica acima e foi anunciada por cerca de 14,1 milhões de tenges. O Passat também faz parte da gama local, mas começa em 19 milhões de tenges, deixando claro que Bora e Passat ocupam posições comerciais diferentes apesar da proximidade no tamanho.

Volkswagen Bora traseira/Divulgação

Além dos sedãs, a nova operação inclui SUVs e modelos da marca Jetta. Parte importante dessa estratégia só se tornou possível porque a joint venture FAW-Volkswagen passou a utilizar sua produção chinesa para abastecer mercados externos.

Novo Bora não está confirmado para o Brasil

O nome desperta curiosidade porque o Bora teve presença conhecida no mercado brasileiro. Mas o modelo mostrado no Cazaquistão faz parte de uma estratégia voltada à Ásia Central, com carros produzidos pela FAW-Volkswagen na China.

Até agora, não há anúncio da Volkswagen do Brasil confirmando a venda dessa configuração por aqui. O sedã deve ser tratado como um lançamento estrangeiro, e não como um futuro produto brasileiro já definido.

Ainda assim, sua mecânica chama atenção porque a família 1.5 TSI faz parte da evolução global dos motores da Volkswagen. O próprio Grupo vem ampliando o uso dessa motorização em diferentes produtos e mercados.

O Bora voltou com pouco além do nome em comum com o passado

O emblema pode trazer de volta a lembrança de um sedã conhecido há mais de uma década, mas o carro estacionado hoje nas concessionárias do Cazaquistão pertence a outra época. São 4,81 metros de comprimento, motor 1.5 TSI de 160 cv, DSG de sete marchas e uma cabine dominada por telas.

Na Comfortline entram nove airbags, ACC, frenagem automática e monitoramento de ponto cego. Mesmo a Trendline já oferece teto panorâmico, faróis de LED, bancos aquecidos, chave presencial e multimídia de 12,9 polegadas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

Sair da versão mobile