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WEG, de Jaraguá do Sul, certifica o maior aerogerador terrestre já produzido no Brasil, de 7 MW e nascido de parceria com a Petrobras, e prepara a máquina para vender fora do país
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 27/10/2026 às 15:21
Energia Renovável
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A WEG concluiu a certificação de tipo do AGW172/7.0, de 7 MW, que ela mesma chamou em 2023 de maior aerogerador terrestre produzido no Brasil, e o anúncio não cita cliente nem preço.
A WEG anunciou nesta segunda-feira (26) a conclusão da certificação de tipo do aerogerador AGW172/7.0, um equipamento de energia eólica com 7 MW de potência nominal e rotor de 172 metros de diâmetro. A empresa, sediada em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, diz que a etapa prepara a máquina para o mercado global.
O que a certificação de tipo quer dizer na prática?
A certificação de tipo é uma avaliação técnica que verifica se o aerogerador atende aos requisitos e critérios do seu projeto. Ela não quer dizer que a turbina já esteja girando em algum parque. Quer dizer que o modelo inteiro passou por essa avaliação. Segundo a WEG, o passo serve para disponibilizar a plataforma em projetos internacionais.
Quanto é esse rotor, na prática?
Um campo de futebol tem cerca de 105 metros de comprimento. O rotor de 172 metros passa disso com folga: dividindo 172 por 105, o resultado é pouco mais de 1,6. A conta mostra o tamanho da pá e do círculo que ela varre, e é isso que faz essa turbina fugir da escala comum da energia eólica.
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Os 7 MW são o que ela gera de fato?
Os 7 MW são a capacidade de geração da máquina em condições adequadas de operação, e não a energia que ela entrega todo dia. Na energia eólica, o número do catálogo funciona como teto. A energia real depende de quanto e com que regularidade o vento sopra no local, por isso a mesma turbina rende de forma diferente de um parque para outro.
Por dentro, o aerogerador combina uma caixa multiplicadora de média rotação, um gerador síncrono de ímãs permanentes e um conversor de potência total. A WEG diz que o projeto prioriza confiabilidade, eficiência operacional e manutenção simplificada.
Onde esse aerogerador deve aparecer?
A história não começa agora. Em dezembro de 2023, a WEG e a Statkraft assinaram uma parceria para instalar o AGW172/7.X no Complexo Eólico Brotas de Macaúbas, na Bahia, um parque de energia eólica. A previsão naquela época era de operação no fim do primeiro semestre de 2024. O mesmo comunicado diz que a máquina é resultado de uma parceria com a Petrobras para desenvolver o primeiro aerogerador onshore desse porte fabricado no Brasil.
O que muda com o anúncio?
No setor de energia eólica, o que muda é o selo técnico. O anúncio fala em preparar a turbina para o mercado global, mas não cita cliente, contrato nem preço. No papel, a máquina tem 7 MW e 172 metros de rotor. O que ela entrega num parque de verdade só aparece com vento e operação.
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WEG, aerogerador, turbina eólica, energia eólica, rotor, AGW172, Statkraft, Petrobras, Jaraguá do Sul, Brotas de Macaúbas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

