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Yamaha põe nas ruas brasileiras a nova Tracer 7 2027 por R$ 59.990 com motor de 690 cc e 73,4 cv, acelerador eletrônico, revisão a cada 16 mil km + garantia de quatro anos
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 08/10/2026 às 13:29
Atualizado em 08/10/2026 às 13:40
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Yamaha Tracer 7 2027 custa R$ 59.990, tem motor CP2 de 73,4 cv, cruise control, TFT de 5”, tanque de 18 litros e garantia de 4 anos.
A Yamaha colocou nas concessionárias brasileiras uma motocicleta que tenta ocupar exatamente o espaço entre uma naked de média cilindrada e uma grande touring pesada. Segundo a própria Yamaha Motor do Brasil, a Tracer 7 2027 parte de R$ 59.990 e utiliza o conhecido motor CP2 bicilíndrico, anunciado comercialmente como 690 cc, capaz de entregar 73,4 cv a 8.750 rpm. A grande diferença está no que foi construído ao redor dessa mecânica: proteção aerodinâmica, tanque de 18 litros, controle de cruzeiro, banco regulável, suspensões ajustáveis e painel conectado foram combinados para transformar o conjunto em uma verdadeira sport-touring.
A novidade também marca uma expansão importante da família CP2 no Brasil. Enquanto a MT-07 aposta em uma experiência mais urbana e esportiva e a Ténéré 700 segue para o lado aventureiro, a Tracer 7 foi criada para quem pretende colocar centenas de quilômetros no hodômetro em uma única viagem sem abrir mão de uma moto relativamente compacta.
O modelo pesa 203 kg em ordem de marcha, traz tanque de 18 litros, assento ajustável entre 830 e 850 mm e controle de velocidade capaz de trabalhar entre 40 e 180 km/h.
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Tracer 7 chega ao Brasil por R$ 59.990
O preço público sugerido da Yamaha coloca a Tracer 7 em R$ 59.990, sem considerar frete e eventuais despesas cobradas conforme a região.
O valor cria um posicionamento interessante dentro da própria marca. A MT-07 Connected aparece atualmente por R$ 54.790, enquanto a Ténéré 700 parte de R$ 67.590.
Isso significa que a Tracer fica apenas R$ 5.200 acima da naked que compartilha a mesma família de motor e R$ 7.600 abaixo da aventureira voltada ao uso mais intenso fora do asfalto.
A proposta, portanto, não é ser simplesmente uma MT-07 com carenagem. A Yamaha modificou ergonomia, capacidade de combustível, eletrônica, suspensões e proteção contra o vento para criar uma motocicleta voltada às viagens.
Motor CP2 tem 689 cm³ e entrega 73,4 cv
A Yamaha divulga comercialmente o propulsor como um CP2 de 690 cc, mas a cilindrada técnica é de 689 cm³.
São dois cilindros em linha, refrigeração líquida, duplo comando no cabeçote e quatro válvulas por cilindro. A potência máxima chega a 73,4 cv a 8.750 rpm.
O torque é de 6,9 kgfm a 6.500 rpm, equivalente a aproximadamente 68 Nm.
O virabrequim segue a filosofia Crossplane da Yamaha, com intervalo de ignição desenvolvido para produzir uma entrega característica de força e resposta progressiva.
É o mesmo conceito de motor que fez o CP2 ganhar espaço em diferentes modelos da marca, justamente por conseguir equilibrar desempenho, dimensões compactas e utilização cotidiana.
Acelerador eletrônico muda a relação entre punho e motor
Uma das novidades importantes da Tracer 7 é o YCC-T, sistema eletrônico de aceleração da Yamaha.
Não existe apenas um cabo abrindo mecanicamente as borboletas conforme o piloto gira o punho. A solicitação passa pela eletrônica, que administra a resposta do motor.
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Isso permite integrar melhor recursos como controle de tração, controle de cruzeiro e limitador eletrônico de velocidade.
Para uma motocicleta desenvolvida para viagens longas, essa mudança faz diferença porque abre espaço para recursos que simplesmente não funcionariam da mesma maneira com um acelerador totalmente mecânico.
Controle de cruzeiro trabalha entre 40 e 180 km/h
É na estrada que uma das principais vantagens do acelerador eletrônico fica evidente. A Tracer 7 possui Cruise Control, ou controle de velocidade de cruzeiro, capaz de funcionar entre 40 e 180 km/h, da terceira à sexta marcha.
O sistema mantém a velocidade programada sem exigir que o piloto permaneça constantemente segurando o acelerador na mesma posição.
Em uma viagem curta, isso pode parecer apenas conforto. Depois de várias horas de rodovia, porém, reduzir o esforço da mão direita ajuda a diminuir fadiga.
A Yamaha também adicionou um limitador eletrônico de velocidade, recurso útil principalmente em vias com fiscalização constante.
Câmbio continua manual de seis marchas
Apesar do aumento de eletrônica, a Tracer 7 brasileira mantém um câmbio convencional de seis velocidades. A transmissão final é feita por corrente e a embreagem utiliza sistema assistido e deslizante.
A assistência reduz o esforço necessário no acionamento da alavanca, enquanto a função deslizante ajuda a controlar reações da roda traseira durante reduções mais agressivas.
É uma solução especialmente útil em uma sport-touring. Em uma descida de serra ou aproximação de curva, o piloto pode reduzir marchas com mais segurança sem transferir de forma tão brusca o freio-motor para o pneu traseiro.
Tanque de 18 litros amplia o alcance em viagens
A Tracer 7 carrega 18 litros de gasolina, capacidade superior à encontrada em uma naked de proposta estritamente urbana.
O dado é importante porque autonomia não depende apenas de eficiência do motor. Para quem pretende cruzar longas distâncias, ter mais combustível disponível reduz a frequência de paradas.
Na homologação europeia da atual geração, o CP2 trabalha com consumo declarado próximo de 4,2 litros a cada 100 km. Esse valor equivale matematicamente a cerca de 23,8 km/l.
Ainda assim, tanque de 18 litros e eficiência característica do bicilíndrico ajudam a explicar por que a Yamaha posiciona a Tracer como uma moto feita para longas distâncias.
Peso de 203 kg evita o gigantismo das grandes touring
Com tanque abastecido e fluidos, a Yamaha declara 203 kg em ordem de marcha. Não é uma moto leve no sentido absoluto, mas o número fica distante de grandes modelos de turismo que facilmente ultrapassam 250 kg e, em alguns casos, se aproximam dos 300 kg.
A diferença aparece principalmente em manobras de garagem, trânsito urbano e curvas de baixa velocidade.
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A distância entre os eixos é de 1.495 mm. O comprimento total chega a 2.135 mm e a largura a 875 mm.
O vão livre do solo é de aproximadamente 140 mm, confirmando que sua prioridade é o asfalto. Apesar do visual aventureiro em alguns ângulos, a Tracer 7 não tem a mesma missão da Ténéré.
Banco pode ficar a 830 ou 850 mm do chão
Outra solução pensada para viagens está no assento. A altura padrão é de 830 mm, mas o piloto pode elevar o banco em 20 mm, chegando aos 850 mm.
Isso permite adaptar melhor a posição conforme estatura e preferência de pilotagem.
Uma pessoa mais baixa pode priorizar facilidade para apoiar os pés no chão. Já um motociclista mais alto pode encontrar maior conforto para as pernas na configuração elevada.
O banco é bipartido e trabalha em conjunto com um guidão alto e posição relativamente ereta, criando uma ergonomia menos agressiva que a encontrada em uma esportiva tradicional.
Para-brisa ajustável tenta reduzir o cansaço causado pelo vento
Acima do painel existe um para-brisa regulável. A função parece simples, mas o vento constante é uma das principais fontes de fadiga em viagens de motocicleta.
Em velocidade rodoviária, aliviar a pressão sobre peito, pescoço e capacete permite percorrer maiores distâncias com menor desgaste físico.
A Yamaha redesenhou também a dianteira, utilizando dois projetores de LED e luzes de posição com acendimento gradual.
Os piscas dianteiros ficam integrados aos protetores de mão, enquanto a iluminação traseira também utiliza LED.
Suspensão dianteira invertida tem 18 níveis de ajuste
O conjunto ciclístico também recebeu atenção específica. Na frente existe uma suspensão invertida KYB de 41 mm, com 130 mm de curso. A Yamaha informa ajuste em 18 níveis.
Atrás, o sistema Monocross oferece cerca de 139 mm de curso da roda e permite 21 posições de ajuste de pré-carga.
Essa regulagem é particularmente importante em uma motocicleta de turismo.
A configuração necessária para um piloto sozinho pode não ser ideal quando entram garupa, malas laterais e bagagem. Poder aumentar a pré-carga traseira ajuda a compensar parte dessa mudança de peso e manter a geometria mais próxima do planejado.
Freios usam dois discos de 298 mm na dianteira
A Tracer utiliza dois discos dianteiros de 298 mm, acompanhados por sistema ABS. Atrás existe um disco de 245 mm, também monitorado pelo ABS.
As rodas são de liga leve e têm 17 polegadas nos dois eixos, outra indicação clara de que a moto foi criada prioritariamente para asfalto.
Na frente, o pneu mede 120/70 ZR17. Atrás aparece um largo 180/55 R17.
A especificação encontrada na rede Yamaha utiliza pneus Michelin Road 6 GT, produto voltado justamente ao uso esportivo e rodoviário em diferentes condições.
Controle de tração acrescenta segurança no piso escorregadio
A eletrônica também monitora a aderência da roda traseira. O sistema de controle de tração oferece diferentes níveis de intervenção e pode limitar a entrega do motor quando detecta perda excessiva de aderência.
Isso se torna especialmente útil em chuva, asfalto frio ou pavimento contaminado.
Em uma motocicleta com quase 7 kgfm de torque e uso planejado para longas viagens, encontrar mudanças bruscas de condição do asfalto é praticamente inevitável.
A assistência eletrônica não substitui a atenção do piloto, mas oferece uma camada adicional de controle quando o pneu começa a perder aderência.
TFT de 5 polegadas mostra mapas completos
O painel é uma tela TFT colorida de 5 polegadas. Ela possui ajuste automático entre visualização diurna e noturna e permite escolher quatro temas gráficos.
A conectividade passa pelo aplicativo Yamaha Y-Connect. O celular pode enviar informações para o painel e ampliar as funções disponíveis durante a viagem.
Para navegação, a Tracer 7 trabalha com o Garmin StreetCross, permitindo exibir mapa completo ou instruções passo a passo diretamente na tela da motocicleta.
Isso reduz a dependência de instalar um suporte externo para celular apenas para visualizar rotas. Há também uma porta USB-C para manter dispositivos carregados.
Quatro anos de garantia acompanham a Tracer 7
A Yamaha oferece quatro anos de garantia para a nova sport-touring no Brasil. A fabricante também mantém o programa de revisões com preço fixo, permitindo ao proprietário consultar previamente os valores das manutenções programadas dentro das condições estabelecidas pela marca.
Em uma motocicleta desenvolvida para acumular quilometragem, garantia longa tem peso maior do que em um modelo utilizado apenas ocasionalmente.
Quem pretende viajar com frequência pode adicionar dezenas de milhares de quilômetros ao hodômetro em poucos anos.
A combinação entre produção nacional, rede Yamaha e garantia de quatro anos se torna, portanto, parte importante da estratégia comercial da Tracer.
Produção em Manaus coloca a sport-touring dentro da operação brasileira
A Tracer 7 não chega simplesmente como uma importada de baixo volume.
O lançamento apresentado durante o Festival Interlagos 2026 marcou o início da produção nacional do modelo na fábrica da Yamaha em Manaus, Amazonas.
A produção começou em agosto, e a chegada às concessionárias foi programada para setembro.
A estratégia segue a expansão da família de aproximadamente 700 cc no Brasil, que passou a reunir MT-07, Ténéré 700, Tracer 7 e R7, todas explorando variações do conhecido CP2 conforme a proposta de cada motocicleta.
Tracer 7 tenta ser a moto para quem não quer escolher entre estrada e cotidiano
A lógica do produto fica clara quando seus números são colocados juntos. São 73,4 cv e 6,9 kgfm em um conjunto de 203 kg, com seis marchas, controle de tração, acelerador eletrônico e freios ABS.
Ao mesmo tempo, aparecem tanque de 18 litros, para-brisa regulável, banco ajustável, controle de cruzeiro, TFT conectado e suspensão com ampla possibilidade de acerto.
Ela não tem rodas grandes, altura livre ou suspensão de uma trail radical. Também não coloca o piloto na posição inclinada de uma supersportiva.
O que a Yamaha criou foi uma máquina para quem quer sair de casa durante a semana, enfrentar trânsito e, quando chegar o fim de semana, colocar malas na moto e continuar rodando por centenas ou milhares de quilômetros.
Por R$ 59.990, a nova Tracer 7 entra justamente nesse espaço, usando um dos motores mais conhecidos da Yamaha como ponto de partida e cercando o CP2 de equipamentos que transformam a experiência de viagem.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

