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Yamaha R7 finalmente chega ao Brasil com 4 anos de garantia, 73,4 cv, IMU de 6 eixos, quickshifter bidirecional, controle de largada e produção nacional em Manaus

Yamaha R7 finalmente chega ao Brasil com 4 anos de garantia, 73,4 cv, IMU de 6 eixos, quickshifter bidirecional, controle de largada e produção nacional em Manaus

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Yamaha R7 finalmente chega ao Brasil com 4 anos de garantia, 73,4 cv, IMU de 6 eixos, quickshifter bidirecional, controle de largada e produção nacional em Manaus

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 30/09/2026 às 23:25

Atualizado em 30/09/2026 às 23:40

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yamaha r7 2026/Divulgação

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Yamaha R7 chega ao Brasil com 73,4 cv, eletrônica derivada da R1, quickshifter, 189 kg e produção nacional em Manaus.

A Yamaha apertou o acelerador da família R no Brasil e colocou uma esportiva inédita entre a R3 e as máquinas de alta performance da marca. Segundo a Yamaha Motor do Brasil, a nova R7 começará a ser produzida em Manaus em outubro de 2026 e chegará às concessionárias em novembro, equipada com motor CP2 de 690 cc, 73,4 cv e uma eletrônica que inclui tecnologias derivadas da R1. O preço ainda não foi divulgado e será anunciado quando a produção nacional começar.

A esportiva pesa 189 kg em ordem de marcha e combina câmbio de seis velocidades com quickshifter bidirecional, acelerador eletrônico, IMU de seis eixos, controle de tração, controle de empinamento, gerenciamento do freio-motor e controle de largada. A estreia terá ainda uma edição R7 70th Anniversary limitada a apenas 70 unidades, enquanto as versões regulares serão oferecidas nas cores Racing Blue e Midnight Black.

Yamaha R7 começa a ser produzida no Brasil em outubro

A confirmação encerra uma longa espera de quem acompanhava a R7 em outros mercados. A Yamaha decidiu nacionalizar a esportiva e produzir o modelo em Manaus, no Amazonas, onde já mantém uma estrutura industrial importante para sua linha brasileira.

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A fabricação começa em outubro de 2026. As primeiras unidades devem chegar às concessionárias em novembro, e a própria fabricante informou que revelará os preços mais perto do início da produção.

Isso significa que qualquer valor atribuído hoje à R7 brasileira ainda seria especulação. O modelo já aparece oficialmente no catálogo nacional como ano 2026/2027, mas sem preço de venda publicado.

Motor CP2 de 690 cc entrega 73,4 cv

Debaixo da carenagem está o conhecido motor CP2 da Yamaha. É um bicilíndrico de 690 cc que também aparece em outros produtos da família intermediária da fabricante, mas aqui trabalha dentro de uma moto voltada claramente à pilotagem esportiva.

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A potência máxima é de 73,4 cv a 8.750 rpm. O torque chega a 6,9 kgfm a 6.500 rpm, com uma entrega que a Yamaha busca manter linear desde rotações mais baixas.

O conjunto também utiliza tecnologia DiASil, empregada pela fabricante nos cilindros para ajudar na dissipação de calor e no controle de peso. A refrigeração líquida completa a arquitetura do motor.

Acelerador eletrônico abre espaço para uma nova eletrônica

A grande transformação da R7 não está apenas na potência. O acelerador passa a ser eletrônico, usando o sistema YCC-T, sigla para Yamaha Chip Controlled Throttle.

Em vez de o cabo comandar diretamente a abertura do acelerador, sensores interpretam o movimento feito pelo piloto. A central eletrônica calcula a abertura necessária e passa a controlar o motor com muito mais precisão.

yamaha r7 2026/Divulgação

Essa arquitetura permite integrar diferentes assistentes eletrônicos. Controle de tração, controle de largada e gerenciamento do freio-motor dependem justamente dessa comunicação entre sensores, central e acelerador.

IMU de seis eixos vem da experiência da Yamaha R1

A peça central desse pacote é uma IMU de seis eixos derivada da tecnologia usada na Yamaha R1. IMU significa Unidade de Medição Inercial, um conjunto de sensores capaz de acompanhar os movimentos da motocicleta em diferentes direções.

Ela identifica inclinação, aceleração, frenagem e mudanças de movimento em tempo real. Essas informações alimentam os sistemas eletrônicos para que a intervenção aconteça de acordo com a posição da moto, não apenas pela velocidade das rodas.

O resultado é uma R7 muito mais sofisticada que as primeiras versões dessa geração. A potência continua acessível dentro do universo das superesportivas, mas a eletrônica se aproxima de motos maiores.

Controle de tração tem três níveis e pode ser desligado

O controle de tração pode trabalhar em três níveis de intervenção. Também existe a possibilidade de desligá-lo completamente para situações específicas, principalmente durante uso em circuito.

No nível mais baixo, a eletrônica permite maior liberdade à roda traseira. Nos ajustes seguintes, a intervenção aumenta até chegar à configuração criada para superfícies de menor aderência.

A R7 recebe ainda controle de deslizamento lateral e sistema de controle de elevação da roda dianteira. Este último atua para administrar a tendência de empinar durante acelerações mais fortes.

Controle de largada coloca tecnologia de pista na R7

Quando o modo Track é utilizado, entra em cena o controle de largada. O sistema administra a entrega de força durante uma saída forte para ajudar o piloto a acelerar de maneira mais consistente.

Há ainda gerenciamento eletrônico do freio-motor. O piloto consegue alterar a intensidade com que a desaceleração do motor interfere no comportamento da motocicleta quando o acelerador é fechado.

Outro recurso monitora o risco de travamento da roda traseira causado por reduções agressivas. A eletrônica trabalha ao lado da embreagem assistida e deslizante para manter a moto mais estável nessa situação.

Quickshifter funciona para subir e reduzir marchas

O câmbio continua com seis marchas, mas a maneira de comandá-lo muda bastante. A R7 brasileira terá quickshifter bidirecional de série.

Foto: Divulgação/Yamaha

Na prática, o piloto pode aumentar ou reduzir as marchas sem apertar a embreagem em boa parte das situações. Sensores e eletrônica fazem pequenos ajustes no motor durante a troca para reduzir a carga sobre a transmissão.

O sistema possui dois modos de funcionamento. Um deles segue a lógica tradicional, enquanto o segundo amplia as situações em que as trocas sem embreagem podem ser realizadas.

Suspensão dianteira é totalmente ajustável

A R7 usa garfo dianteiro invertido de 41 mm e 120 mm de curso. O piloto pode ajustar pré-carga, retorno e compressão, algo importante para adaptar o comportamento da moto ao peso, estilo de condução ou uso em circuito.

Atrás há suspensão Monocross com instalação horizontal e 121 mm de curso. Também existem regulagens para modificar a resposta do conjunto.

Essa ciclística combina com uma posição de pilotagem claramente esportiva. Os semiguidões são baixos, enquanto as pedaleiras deixam as pernas mais recolhidas do que em uma naked como a MT-07.

Freios usam dois discos de 298 mm na dianteira

Na hora de parar os 189 kg da motocicleta, a Yamaha usa dois discos dianteiros de 298 mm. Atrás existe um disco de 245 mm.

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O ABS trabalha nas duas rodas durante o uso normal. Para pista, porém, a Yamaha permite desligar o ABS traseiro, deixando o piloto com maior controle direto sobre o comportamento da roda.

As rodas de 17 polegadas usam construção SpinForged. Segundo a fabricante, a tecnologia reduz em cerca de 5% o peso em relação a rodas convencionais, diminuindo a massa que precisa mudar de direção durante as curvas.

Pneus Bridgestone S23 chegam de fábrica

A R7 brasileira sairá da fábrica com pneus Bridgestone Battlax Hypersport S23. Na frente, a medida é 120/70 ZR17, enquanto atrás aparece um pneu bem mais largo, 180/55 ZR17.

O S23 foi desenvolvido com foco em motos esportivas e alta aderência no asfalto. A combinação também mantém medidas bastante comuns entre motocicletas de desempenho intermediário e alto.

Somadas às rodas mais leves e à suspensão ajustável, essas escolhas deixam claro que a R7 não é simplesmente uma MT-07 escondida por carenagens.

São 189 kg para 73,4 cv

A Yamaha informa peso de 189 kg em ordem de marcha. Esse número já considera os fluidos necessários para uso e coloca a relação peso-potência em aproximadamente 2,57 kg para cada cavalo.

A moto mede 2.070 mm de comprimento, 725 mm de largura e 1.160 mm de altura. A distância entre os eixos é de 1.395 mm, enquanto o banco fica a 830 mm do chão.

O tanque recebe 14 litros de gasolina. A distância mínima para o solo é de apenas 135 mm, reforçando que seu terreno natural é o asfalto.

Painel TFT de 5 polegadas conversa com o celular

A antiga ideia de uma esportiva intermediária quase sem recursos digitais também ficou para trás. O painel agora é uma tela TFT colorida de cinco polegadas com diferentes temas de exibição e funcionamento automático para dia e noite.

Por meio do Y-Connect, a motocicleta pode se comunicar com o smartphone. A navegação pode ser exibida usando integração com o Garmin StreetCross, tanto com mapa quanto com instruções de direção.

Em pista, o painel recebe informações específicas. O modo Track apresenta tempos de volta e outros dados ligados à condução esportiva.

Aplicativo Y-TRAC registra dados de pilotagem

A Yamaha também criou uma ligação direta entre a R7 e análise de desempenho. O aplicativo Y-TRAC permite registrar informações coletadas durante a pilotagem e consultá-las posteriormente.

O objetivo é aproximar o proprietário de ferramentas normalmente associadas a treinos de circuito. Tempos de volta e comportamento da motocicleta passam a fazer parte de uma experiência que não termina quando a moto entra nos boxes.

A R7 também possui controle de velocidade de cruzeiro. O sistema pode funcionar entre 40 e 180 km/h, da terceira à sexta marcha, além de um limitador eletrônico de velocidade selecionada.

Edição de 70 anos terá somente 70 unidades

Além das cores Racing Blue e Midnight Black, a estreia brasileira terá uma R7 70th Anniversary. A produção será limitada a apenas 70 motocicletas para o mercado nacional.

A pintura mistura branco e vermelho e recupera cores ligadas à história esportiva da Yamaha. O tanque recebe ainda identificação comemorativa dos 70 anos da fabricante.

Mecanicamente, a proposta permanece centrada no mesmo CP2 de 690 cc e 73,4 cv. A exclusividade está principalmente na apresentação visual e no número reduzido de unidades.

Quatro anos de garantia acompanham a nova esportiva

A Yamaha informa quatro anos de garantia para a R7 comercializada no Brasil. A cobertura acompanha ainda o programa de revisão com preço fixo oferecido pela fabricante.

Esse prazo passa a fazer parte de um conjunto que mistura desempenho e uso cotidiano. Apesar da postura de superesportiva, recursos como cruise control, navegação e conectividade mostram que a moto não foi pensada exclusivamente para circuitos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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