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103,16 metros e 6.804 toneladas: navio polar construído no Espírito Santo terá autonomia de 70 dias, mas seu diferencial aparece na missão científica que levará pesquisadores à Antártica em missões logísticas brasileiras

103,16 metros e 6.804 toneladas: navio polar construído no Espírito Santo terá autonomia de 70 dias, mas seu diferencial aparece na missão científica que levará pesquisadores à Antártica em missões logísticas brasileiras

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103,16 metros e 6.804 toneladas: navio polar construído no Espírito Santo terá autonomia de 70 dias, mas seu diferencial aparece na missão científica que levará pesquisadores à Antártica em missões logísticas brasileiras

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 04/11/2026 às 23:27

Indústria Naval

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Previsto para substituir o Ary Rongel, o Almirante Saldanha terá capacidade para 95 pessoas, incluindo 26 pesquisadores, e combinará abastecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz com suporte a atividades científicas realizadas fora das instalações brasileiras em terra.

O Navio Polar Almirante Saldanha, em construção no Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, foi projetado para reunir duas funções centrais do Programa Antártico Brasileiro: abastecer a estrutura mantida pelo país no continente e transportar equipes envolvidas em pesquisas científicas.

A Agência Marinha de Notícias informa que a embarcação terá 103,16 metros de comprimento, 18,5 metros de largura, calado de 6,3 metros e deslocamento de 6.804 toneladas. A propulsão será diesel-elétrica, e a capacidade prevista é de 95 pessoas a bordo, incluindo 26 pesquisadores.

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A autonomia poderá chegar a 70 dias, condição que permite planejar missões prolongadas sem retorno frequente a porto. O navio foi concebido para substituir o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel e assumir parte das operações de abastecimento e apoio científico realizadas na Antártica.

O Almirante Saldanha deverá apoiar a Estação Antártica Comandante Ferraz, instalada na Ilha Rei George, mas sua função não se limita ao transporte entre porto e base. A embarcação também foi configurada para receber pesquisadores durante missões em que o trabalho científico depende de deslocamento marítimo e permanência no mar.

Logística e pesquisa na mesma plataforma

As operações antárticas exigem transporte de combustível, alimentos, equipamentos, peças e materiais de manutenção necessários ao funcionamento da estação brasileira. O navio também precisa acomodar tripulação, cientistas e cargas destinadas a atividades desenvolvidas fora das instalações fixas em terra.

A reserva de espaço para 26 pesquisadores torna a função científica parte da própria configuração do navio. Em vez de atuar apenas como meio de abastecimento, o Almirante Saldanha deverá apoiar equipes que precisam alcançar diferentes áreas de trabalho durante as operações brasileiras no continente e em suas águas.

Esse arranjo permite que a atividade científica seja atendida ao mesmo tempo em que o navio cumpre tarefas de suporte à estação. Pesquisadores podem ser levados a pontos de trabalho que não se restringem às instalações em terra, mantendo a missão logística integrada ao deslocamento das equipes.

A autonomia de até 70 dias se soma a essa capacidade de transporte e permanência. Em uma missão polar, o tempo disponível entre escalas precisa ser compatível com o volume de suprimentos levado a bordo, com os deslocamentos previstos e com as necessidades das equipes que participam da operação.

O projeto também prevê recursos para movimentação de cargas e apoio às operações de desembarque. Na prática, essa estrutura reúne em uma mesma embarcação o transporte de materiais para a Estação Antártica Comandante Ferraz, o deslocamento de pessoal e o suporte necessário às atividades científicas vinculadas ao programa.

O porte da embarcação, porém, não permite concluir sozinho qual será sua capacidade de operar em gelo. O material técnico usado como base não informa uma espessura operacional específica para o Almirante Saldanha, por isso comprimento, deslocamento e propulsão não podem ser convertidos em uma capacidade de quebra de gelo não divulgada pela Marinha.

A mesma cautela vale para comparações com outros navios polares. Características de operação em regiões cobertas por gelo dependem de fatores como projeto do casco, reforços estruturais, sistemas de propulsão, classificação da embarcação e condições previstas para cada missão, e não apenas do tamanho ou do deslocamento.

Construção no Espírito Santo e substituição do Ary Rongel

O Almirante Saldanha está sendo construído no Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo. A Marinha apresenta a embarcação como o primeiro navio polar construído no Brasil, dentro da renovação dos meios empregados nas operações antárticas e no apoio à pesquisa científica nacional.

O novo navio foi planejado para substituir o Ary Rongel, embarcação utilizada nas Operações Antárticas brasileiras. A troca mantém a combinação de tarefas logísticas e científicas, agora em uma plataforma com capacidade para 95 pessoas e autonomia prevista de até 70 dias.

A Comissão Interministerial para os Recursos do Mar descreveu o Almirante Saldanha como estando em fase avançada de construção e informou que sua incorporação ampliará as possibilidades de apoio logístico e científico do Programa Antártico Brasileiro. A atualização citada não apresenta uma nova data de entrega.

Sem uma nova data oficial nesse documento, cronogramas anteriores não devem ser apresentados como prazo vigente para a incorporação. Permanecem confirmadas a finalidade da embarcação, a substituição planejada do Ary Rongel e sua utilização no transporte de suprimentos, apoio à estação e embarque de equipes científicas.

Até a incorporação do Almirante Saldanha, o Ary Rongel e o Navio Polar Almirante Maximiano continuam empregados no suporte naval às atividades brasileiras na região. A substituição planejada ocorrerá quando o novo navio entrar efetivamente em serviço.

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Fonte

https://www.marinha.mil.b


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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