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Agropecuária brasileira é o único grande setor a fechar vagas em setembro, perde 4.381 postos formais no mês, enquanto Goiás corta 1.445 e Cristalina concentra 45% da redução estadual no período

Agropecuária brasileira é o único grande setor a fechar vagas em setembro, perde 4.381 postos formais no mês, enquanto Goiás corta 1.445 e Cristalina concentra 45% da redução estadual no período

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Agropecuária brasileira é o único grande setor a fechar vagas em setembro, perde 4.381 postos formais no mês, enquanto Goiás corta 1.445 e Cristalina concentra 45% da redução estadual no período

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 05/11/2026 às 16:35

Atualizado em 05/11/2026 às 16:41

Agronegócio

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A agropecuária brasileira encerrou setembro com saldo negativo de 4.381 empregos formais e foi o único dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas a registrar mais desligamentos do que admissões no mês. No conjunto da economia, o saldo foi positivo em 121.305 vagas com carteira assinada.

Os números fazem parte da divulgação oficial do Novo Caged de setembro, apresentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na quarta-feira (4). Serviços lideraram a geração de vagas, com 81.241 postos, seguidos por indústria, com 19.285, comércio, com 15.697, e construção, com 9.468.

O resultado da agropecuária contrasta com os demais setores porque o saldo do Caged é calculado pela diferença entre admissões e desligamentos declarados pelos empregadores. Assim, o número negativo de setembro indica que, naquele mês, o setor encerrou 4.381 vínculos formais a mais do que criou, sem significar retração uniforme em todas as atividades ou regiões.

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Goiás respondeu por uma parcela relevante desse movimento. O estado fechou 1.445 postos formais na agropecuária, resultado de 5.433 admissões e 6.878 desligamentos, e teve o segundo maior saldo negativo do setor entre as unidades da Federação, atrás apenas de Minas Gerais, que perdeu 8.221 vagas.

O detalhamento dos microdados do Caged publicado pelo Campo em Pauta mostra que Cristalina concentrou 651 vagas a menos no mês. O município, no Entorno do Distrito Federal, respondeu sozinho por cerca de 45% do saldo negativo da agropecuária goiana em setembro.

Dentro de Cristalina, o cultivo de alho fechou 197 postos e o de soja, 137. Em Goiás como um todo, a soja terminou o mês com saldo negativo de 256 vagas, enquanto o alho perdeu 194; atividades de apoio à agricultura recuaram 164 postos, e a criação de bovinos de corte, 161.

Os números mostram que o corte goiano não ficou restrito a uma única cadeia produtiva. Serviços de preparo de solo, cultivo e colheita também registraram saldo negativo de 124 empregos, enquanto a horticultura fechou 110 postos e a criação de frango perdeu 60, conforme o mesmo levantamento com os microdados.

A comparação regional ajuda a dimensionar essa diferença. Mato Grosso abriu 1.043 vagas formais na agropecuária em setembro, com saldo positivo de 526 postos no cultivo de soja, 289 na criação de frango e 162 no cultivo de milho. O desempenho fez o estado caminhar na direção oposta à de Goiás no mesmo mês.

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Mato Grosso do Sul fechou 69 vagas no setor. Entre as atividades com maior queda estiveram o apoio à produção florestal, com 135 postos a menos, e a soja, com 46; em contrapartida, o cultivo de eucalipto abriu 174 vagas. No Distrito Federal, o saldo da agropecuária ficou negativo em 14 postos.

O contraste dentro do Centro-Oeste reforça que o dado nacional não representa um movimento idêntico entre os principais polos de produção. Enquanto Goiás respondeu por perda superior a mil vínculos formais e Cristalina concentrou quase metade desse corte estadual, Mato Grosso terminou setembro com geração líquida de empregos no campo.

No recorte por atividade econômica em todo o país, o cultivo de café foi o principal destaque negativo do mês, com fechamento de 5.548 postos formais. O cultivo de alho veio em seguida, com perda de 1.396 vagas.

Na outra ponta, a cana-de-açúcar abriu cerca de 3,1 mil postos, a criação de bovinos de corte gerou 550 e o cultivo de soja terminou setembro com saldo positivo de 494 vagas no Brasil. Esses resultados ajudam a localizar onde a movimentação mensal se concentrou, mas não permitem atribuir cada contratação ou desligamento a uma única causa.

O recuo de setembro também não anulou o saldo positivo da agropecuária no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, o setor criou 51.893 empregos formais, resultado que corresponde a crescimento de 2,87% no estoque de vínculos do grupamento no período.

A composição do acumulado também difere do retrato de setembro. De janeiro a setembro, atividades de apoio à agricultura e à pecuária somaram 15.353 vagas, o cultivo de café acumulou 7.464 e o cultivo de alho, 3.667, mesmo com café e alho entre os principais saldos negativos do setor no mês.

No acumulado do ano, todos os cinco grandes setores da economia permaneciam no positivo. Serviços somavam 775.774 vagas, construção 207.434, indústria 188.563, agropecuária 51.893 e comércio 25.280, enquanto o país acumulava 1.248.914 novos postos formais entre janeiro e setembro.

O Novo Caged acompanha admissões e desligamentos de vínculos formais e pode incorporar ajustes de declarações entregues fora do prazo em divulgações posteriores. Por isso, os saldos mensais medem a movimentação do emprego com carteira assinada e não equivalem a uma contagem de todas as formas de trabalho existentes no campo.

Fonte

https://campoempauta.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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