Faça um comentário
3 min de leitura
Chuva nos canaviais do Brasil faz o preço mundial do açúcar subir 28,8% em um ano, aponta a FAO no índice de novembro
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 08/11/2026 às 05:27
Atualizado em 08/11/2026 às 05:28
Agronegócio
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
O preço mundial do açúcar medido pela FAO chegou a 121,3 pontos em outubro de 2026, quarta alta seguida e maior nível desde dezembro de 2024
O preço mundial do açúcar voltou a subir forte em outubro de 2026. O índice de preços do açúcar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) chegou a 121,3 pontos, alta de 6,6% sobre setembro e de 28,8% sobre outubro de 2025, segundo o Índice de Preços dos Alimentos da FAO, divulgado em 6 de novembro.
Foi a quarta alta mensal seguida do preço mundial do açúcar e o maior nível desde dezembro de 2024. Entre os cinco grupos de alimentos acompanhados pela FAO, o açúcar teve a maior subida do mês.
Por que o preço mundial do açúcar subiu tanto?
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O segundo motivo está fora daqui. A FAO cita preocupação com a safra 2026/27 na Índia, na União Europeia e na Tailândia, outros grandes produtores. Quando o Brasil atrasa e os concorrentes também preocupam, o comprador lá fora paga mais.
Quanto o açúcar subiu em pontos?
Em outubro de 2025, o índice do açúcar estava perto de 94,2 pontos (conta nossa, a partir da alta de 27,1 pontos informada pela FAO). Um ano depois, está em 121,3. Na prática, pelo preço mundial do açúcar, o que custava 100 no mercado passou a custar perto de 129 (conta nossa).
De setembro para outubro, a alta foi de 7,5 pontos. É a maior subida mensal entre os grupos do índice em outubro de 2026.
O que isso tem a ver com o Brasil?
O Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, e o Centro-Sul responde pela maior parte da cana-de-açúcar moída no país. Por isso, o que acontece nos canaviais de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul mexe com o preço mundial do açúcar.
Para a usina do Centro-Sul que tem açúcar para vender, o preço mundial do açúcar mais alto melhora a receita de cada tonelada embarcada. Para o mercado interno, o açúcar mais caro no exterior costuma puxar o preço da saca vendida no país, já que a usina compara o que ganha exportando com o que ganha vendendo aqui.
O resto da comida ficou mais barato?
No conjunto, sim. O índice geral de preços dos alimentos da FAO caiu 1,2% em outubro, para 133,9 pontos, puxado pelos cereais, que recuaram 4,5%, segundo a InfoMoney, que também noticiou a nova previsão de safra mundial de cereais. Mesmo assim, o índice geral segue 5,9% acima de outubro de 2025.
O açúcar ficou na contramão do mês. Se a chuva continuar segurando a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, a pressão sobre o preço mundial do açúcar pode seguir em novembro. O próximo índice da FAO sai no começo de dezembro.
Tags
açúcar
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

