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Combustível de aviação feito com restos de comida enfrenta custos
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 04/11/2026 às 19:12
Atualizado em 04/11/2026 às 19:13
Biocombustíveis Renováveis
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Estudo avalia produção de combustível para aviões com resíduos alimentares, mas aponta custos elevados no tratamento de subprodutos e dificuldades de coleta.
Pesquisadores da Universidade de Illinois Urbana-Champaign avaliaram uma rota para produzir combustível de aviação com resíduos alimentares. A pesquisa aponta viabilidade técnica, mas identifica obstáculos econômicos no tratamento dos subprodutos e na coleta da matéria-prima.
Segundo a Universidade de Illinois, em comunicado de 22 de junho de 2026, os testes utilizaram uma mistura com metade de combustível renovável e metade de combustível convencional. A produção ainda ocorre em pequena escala.
Como os alimentos viram combustível
O processo começa pela liquefação hidrotérmica, que transforma resíduos úmidos em óleo bruto. Depois, esse material passa por refino com catalisador.
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Nesta abordagem, a equipe reduziu a intensidade do tratamento catalítico e priorizou a destilação. Segundo Yuanhui Zhang, isso simplifica o método, mas reduz a qualidade do produto, exigindo mistura com combustível convencional.
Um trabalho anterior, divulgado pela universidade em outubro de 2025, havia seguido outra configuração: remoção de impurezas e tratamento com hidrogênio e catalisadores.
Naquela pesquisa, os cientistas identificaram o cobalto-molibdênio como o catalisador comercial mais eficaz entre as opções avaliadas. A amostra passou por testes preliminares e atendeu às especificações examinadas sem mistura com combustível fóssil.
Tratamento do resíduo encarece produção
A conversão também gera um líquido tóxico rico em nutrientes. Os pesquisadores avaliaram tratamento eletroquímico para recuperar ácidos e nutrientes desse subproduto.
Comparada ao envio para uma estação de tratamento, essa alternativa quase triplicou o custo por galão. Uma configuração futura, com melhorias tecnológicas, poderia aproximar os custos dos dois caminhos.
Testes em motores ainda são próximos passos
No comunicado de junho, Zhang informou que o laboratório estava preparado para produzir litros de combustível refinado, suficientes para testes em motores diesel.
Os testes em motores a jato viriam depois. Coletar e reaproveitar os resíduos continua sendo um gargalo.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

