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Credores da Refit, grupo com R$ 25,7 bilhões em dívida tributária, veem a Justiça mandar avaliar a refinaria de Manguinhos em até 40 dias e estudar o uso como depósito de combustível apreendido

Credores da Refit, grupo com R$ 25,7 bilhões em dívida tributária, veem a Justiça mandar avaliar a refinaria de Manguinhos em até 40 dias e estudar o uso como depósito de combustível apreendido

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Credores da Refit, grupo com R$ 25,7 bilhões em dívida tributária, veem a Justiça mandar avaliar a refinaria de Manguinhos em até 40 dias e estudar o uso como depósito de combustível apreendido

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 04/11/2026 às 12:35

Atualizado em 04/11/2026 às 12:36

Petróleo e Gás

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A Justiça do Rio mandou avaliar o complexo da Refinaria de Manguinhos, a Refit, na Zona Norte da capital, para calcular o valor dos ativos e estudar o aproveitamento econômico da estrutura.

A decisão é da 5ª Vara Empresarial, que conduz a falência das empresas do grupo. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira autorizou a contratação de peritos para fazer o inventário completo dos bens da antiga refinaria.

A mesma decisão abre caminho para estudar o uso temporário do complexo como terminal de combustível apreendido por autoridades públicas.

O prazo dos peritos.

Os especialistas nomeados têm até dez dias para começar os trabalhos e, depois disso, 30 dias para entregar uma avaliação preliminar, segundo o Diário do Rio.

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O trabalho deve identificar as condições dos equipamentos, avaliar as instalações e definir o valor econômico do conjunto industrial, às margens da Avenida Brasil.

O governo do estado e o Instituto Combustível Legal poderão acompanhar as vistorias com técnicos próprios, pagando os custos dos seus representantes.

A ANP vai olhar os tanques.

A ANP também será chamada a indicar um técnico, sobretudo para avaliar os combustíveis e outros produtos ainda armazenados nos tanques da refinaria.

A Refit perdeu em agosto a autorização da agência para funcionar como refinaria. A decisão veio depois que a Receita Federal suspendeu o CNPJ da empresa, uma das condições legais para operar esse tipo de instalação.

Tanques e pátio de caminhões da Refinaria de Manguinhos, na Zona Norte do Rio (Divulgação Refit/Reprodução Diário do Rio)

Por que o juiz quer a avaliação.

Para o magistrado, a avaliação é indispensável para o processo de falência andar. Ele lembrou que o complexo tem características técnicas que limitam seu uso à produção de combustíveis e atividades ligadas a ela.

O juiz também citou o risco de deixar a estrutura abandonada, com possíveis danos ambientais e problemas de segurança.

“A retomada de alguma atividade industrial, por outro lado, poderá gerar empregos diretos e indiretos e permitir que o Estado e os demais credores recuperem parte dos valores devidos”, escreveu.

O depósito de combustível apreendido.

A proposta em estudo foi apresentada pelo Instituto Combustível Legal, o ICL, que tem acordo de cooperação com a União para indicar locais de guarda de combustíveis apreendidos ou retidos por órgãos públicos.

Pela ideia, a estrutura seria arrendada mediante pagamento. O dinheiro iria para a massa falida e ajudaria a pagar os credores, segundo o blog do Ralfe Reis, na Tribuna NF.

O uso temporário também poderia ajudar a preservar parte das instalações enquanto a Justiça decide o destino dos ativos.

O que a decisão não permite.

O juiz deixou claro que a decisão não autoriza ocupar nem operar a refinaria. Por enquanto, só estão liberados os estudos técnicos e econômicos.

Qualquer uso depende de proposta formal, análise de viabilidade financeira, definição de responsabilidades ambientais e operacionais e das licenças exigidas pelos órgãos competentes.

Um eventual contrato de arrendamento também não poderá prejudicar a venda futura dos bens no processo de falência.

Torres e tanques da Refinaria de Manguinhos, imagem de arquivo de 2009 (Deborabella/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0)

A dívida de R$ 25,7 bilhões.

Segundo o Ministério Público do Rio, o passivo tributário do grupo chegou a cerca de R$ 25,7 bilhões. A disputa envolve dívidas tributárias com o estado do Rio.

Em agosto, a Justiça decretou a falência de quatro empresas do grupo: Refinaria de Petróleos Manguinhos, Gasdiesel Serviços, MG Distribuidora e Manguinhos Química.

Em setembro, a Secretaria de Fazenda do estado abriu o procedimento que pode cancelar de vez a inscrição estadual da Refit.

Uma briga longa com a ANP.

A relação da refinaria com o órgão regulador já vinha tensa. Em janeiro, a Refit acusou a ANP de descumprir uma liminar que suspendia a interdição da unidade.

Agora, a discussão passa a incluir não só o pagamento das dívidas, mas o que fazer com uma estrutura industrial instalada há décadas em Manguinhos.

Os próximos passos.

A primeira data concreta é a da avaliação preliminar dos peritos, até 40 dias depois da decisão, somando o prazo de início e o de entrega.

Só depois disso a proposta do ICL pode virar contrato, se passar pela análise de viabilidade e pelas licenças.

Você acha que a refinaria de Manguinhos deveria virar depósito de combustível apreendido ou ser vendida para voltar a refinar?

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Fontes

Justiça determina avaliação da Refinaria de Manguinhos e abre caminho para uso temporário do complexo

Justiça do RJ manda avaliar o complexo da Refit e abre caminho para uso temporário


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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