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Empresa de engenharia conquista novo contrato com a Petrobras para manutenção em refinaria de 71 anos e capacidade de 178 mil barris por dia, com previsão de novos empregos em São Paulo. O que a Engevale fará em Cubatão?
Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 05/11/2026 às 16:33
Atualizado em 05/11/2026 às 16:36
Petróleo e Gás
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A Engevale Engenharia anunciou um novo contrato com a Petrobras para atuar na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, em São Paulo. O acordo envolve manutenção industrial durante uma parada programada e também abre a perspectiva de novas oportunidades profissionais.
Uma refinaria não pode simplesmente desligar seus equipamentos, realizar alguns reparos e voltar a funcionar como se nada tivesse acontecido. Por trás de cada parada de manutenção existe uma operação que exige planejamento, profissionais qualificados e muita responsabilidade.
É justamente nesse cenário que a Engevale Engenharia acaba de conquistar mais um espaço dentro da Petrobras.
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Em comunicado divulgado em 5 de novembro de 2026, a empresa anunciou um novo contrato para executar serviços de manutenção na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), um dos complexos industriais mais tradicionais do Brasil.
O trabalho será realizado durante uma parada programada da Unidade de Hidrodessulfurização (HDS), área importante para o processamento e a qualidade de derivados de petróleo.
Mas o anúncio trouxe outro ponto que chama atenção, especialmente de quem trabalha na indústria: a Engevale confirmou que a mobilização do contrato também deverá gerar novas oportunidades de emprego.
Engevale assume manutenção de equipamentos e sistemas na refinaria da Petrobras
O novo contrato coloca a Engevale diante de um ambiente industrial em que pequenos detalhes podem fazer uma enorme diferença.
A empresa ficará responsável por serviços de manutenção de equipamentos e sistemas da unidade HDS. O acordo também contempla o fornecimento de partes e peças necessárias à execução dos trabalhos.
Na prática, isso significa participar de uma etapa delicada da rotina de uma refinaria: o momento em que determinados equipamentos precisam passar por intervenções para continuar operando com segurança e confiabilidade.
E não é um serviço simples.
Uma parada programada exige que diferentes equipes trabalhem de maneira coordenada. Antes de iniciar as intervenções, é necessário preparar os equipamentos, controlar os riscos e organizar as atividades.
Depois, cada serviço precisa seguir procedimentos técnicos rigorosos, especialmente porque essas instalações trabalham com temperaturas elevadas, pressão e substâncias inflamáveis.
A RPBC já recebeu outros contratos dessa natureza. O CPG noticiou, por exemplo, a contratação de uma empresa de engenharia para serviços na refinaria da Petrobras em Cubatão.
Agora, a Engevale assume a responsabilidade de executar os trabalhos previstos no novo acordo.
Mas o que acontece dentro de uma unidade de hidrodessulfurização?
Quem abastece o carro em um posto de combustível dificilmente imagina o caminho que o petróleo percorre até se transformar em gasolina ou diesel.
Antes de chegar ao consumidor, os derivados passam por diferentes processos industriais. Um deles é a hidrodessulfurização, conhecida pela sigla HDS.
O nome parece complicado, mas sua função pode ser explicada de maneira simples.
A unidade ajuda a retirar compostos de enxofre presentes em determinadas correntes de derivados de petróleo, utilizando hidrogênio, catalisadores e condições controladas de operação.
Essa etapa é importante porque contribui para que os combustíveis atendam às especificações de qualidade e aos limites ambientais estabelecidos.
Por isso, manter os equipamentos dessa unidade em boas condições não é apenas uma questão de produtividade. Também envolve confiabilidade, segurança e qualidade do produto final.
A Petrobras já realizou outras paradas de manutenção na Refinaria Presidente Bernardes envolvendo a unidade HDS.
No caso do novo contrato da Engevale, entretanto, a empresa ainda não informou quais equipamentos receberão intervenções específicas nem quanto tempo os serviços deverão durar.
Refinaria de Cubatão começou a operar em 1955 e continua estratégica para o Brasil
Para entender o peso dessa contratação, vale voltar um pouco no tempo.
A Refinaria Presidente Bernardes foi inaugurada em 16 de abril de 1955, quando a Petrobras ainda dava seus primeiros passos na construção da estrutura nacional de refino.
De lá para cá, muita coisa mudou. A indústria evoluiu, os processos ficaram mais sofisticados e as exigências ambientais aumentaram.
Mesmo assim, a RPBC continua ocupando um lugar importante na produção brasileira de derivados de petróleo.
Localizada em Cubatão, na Baixada Santista, a refinaria possui capacidade instalada para processar aproximadamente 178 mil barris de petróleo por dia.
Dali saem produtos utilizados diariamente por milhões de brasileiros, como gasolina, diesel, gás de cozinha e combustíveis destinados a diferentes atividades econômicas.
A instalação também fornece matérias-primas para segmentos industriais que dependem diretamente da cadeia de petróleo e gás.
Quando completou 70 anos, em abril de 2025, a Petrobras informou que a unidade respondia por aproximadamente 11 por cento da produção de derivados da companhia.
São números que ajudam a compreender por que uma parada de manutenção exige tanta atenção.
Afinal, uma refinaria desse porte faz parte de uma estrutura industrial que precisa manter elevados padrões de segurança, disponibilidade e eficiência.
Novo contrato poderá abrir oportunidades de emprego para trabalhadores em São Paulo
Para quem vive de manutenção industrial, uma notícia como essa costuma despertar uma pergunta quase imediata: a empresa vai contratar?
A resposta é que existe uma expectativa de novas oportunidades, mas os processos seletivos ainda não foram detalhados.
No próprio comunicado, a Engevale informou que a mobilização do novo contrato deverá gerar oportunidades profissionais.
Entretanto, ainda não divulgou quantas vagas serão abertas, quais cargos serão necessários, os salários oferecidos ou as datas das contratações.
É importante fazer essa distinção para não criar falsas expectativas entre os trabalhadores.
Em grandes paradas industriais, costumam atuar profissionais de diferentes especialidades, mas isso não significa que todas essas funções estejam disponíveis no contrato recém-anunciado.
O histórico da RPBC mostra como essas operações podem movimentar o mercado de trabalho regional.
Em julho de 2025, por exemplo, uma parada programada na refinaria de Cubatão mobilizou aproximadamente 3,6 mil trabalhadores.
Esse número, porém, pertence à intervenção de 2025 e não deve ser confundido com a quantidade de empregos que poderão surgir no novo contrato da Engevale.
Para os interessados, a orientação da companhia é acompanhar exclusivamente seus canais oficiais, onde serão divulgadas as futuras vagas, os requisitos e as informações sobre os processos seletivos.
Engevale amplia presença na indústria de petróleo e gás com novo contrato da Petrobras
Mais do que acrescentar um novo projeto ao portfólio, a contratação representa para a Engevale uma oportunidade de fortalecer sua atuação em um dos ambientes industriais mais exigentes do país.
No comunicado, a companhia destacou que pretende mobilizar sua experiência, capacidade técnica e estrutura operacional para garantir uma execução segura e eficiente.
A empresa também agradeceu aos profissionais que participaram da conquista do contrato, ressaltando a importância da equipe para seu crescimento.
Agora, o próximo passo será a mobilização necessária para executar os serviços previstos na Refinaria Presidente Bernardes.
Para a Petrobras, o trabalho está ligado à manutenção e à confiabilidade de seus ativos industriais. Para a Engevale, representa mais um contrato em um complexo estratégico.
E, para os trabalhadores que acompanham oportunidades no setor de petróleo e gás, fica uma expectativa concreta, embora ainda sem números definidos: quando começarão as contratações para a nova operação em Cubatão?
Fonte
Engevale
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

