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Empresa investe mais de R$ 200 milhões no Nordeste e testa usina solar flutuante, baterias gigantes e torre de 40 metros que transforma luz do sol em eletricidade e calor

Empresa investe mais de R$ 200 milhões no Nordeste e testa usina solar flutuante, baterias gigantes e torre de 40 metros que transforma luz do sol em eletricidade e calor

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Empresa investe mais de R$ 200 milhões no Nordeste e testa usina solar flutuante, baterias gigantes e torre de 40 metros que transforma luz do sol em eletricidade e calor

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 02/11/2026 às 11:01

Energia Renovável

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Subestação Presidente Dutra (MA) _ Divulgação AXIA Energia

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AXIA investe mais de R$ 200 milhões em projetos de energia renovável no Nordeste, com solar flutuante, baterias e torre solar de 40 metros.

Uma estrutura flutuante coberta por painéis solares produz eletricidade sobre as águas do reservatório de Sobradinho, na Bahia, enquanto sensores acompanham seu funcionamento em tempo real. A poucos quilômetros dali, baterias armazenam energia produzida pelo sol e pelo vento. Em Petrolina, Pernambuco, uma torre de 40 metros recebe luz solar refletida por 247 espelhos móveis para gerar eletricidade e calor. Segundo a AXIA Energia, em comunicado publicado em 20 de outubro de 2026 e atualizado no dia 21, os três projetos fazem parte de um polo de pesquisa que reúne tecnologias de geração, armazenamento e controle de energia renovável.

A companhia informa que os investimentos no conjunto ultrapassaram R$ 200 milhões. As instalações foram desenvolvidas para testar soluções que poderão ser utilizadas em futuros projetos do setor elétrico brasileiro.

Projetos de R$ 200 milhões transformam o Nordeste em centro de pesquisa energética

A AXIA Energia implantou instalações experimentais em Sobradinho e Casa Nova, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. Os municípios ficam próximos ao Rio São Francisco, região que reúne hidrelétricas, parques eólicos e condições favoráveis à geração solar.

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O programa utiliza diferentes equipamentos para estudar como produzir, armazenar e consumir eletricidade de fontes renováveis. Os testes incluem baterias, painéis solares flutuantes, turbinas eólicas, sistemas digitais e uma torre de concentração solar.

O investimento superior a R$ 200 milhões contempla o conjunto de projetos anunciado pela empresa. A infraestrutura foi apresentada em junho de 2026, enquanto a atualização de outubro detalhou o funcionamento das tecnologias em testes.

Painéis solares flutuantes produzem eletricidade sobre o reservatório de Sobradinho

Na superfície do reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, a companhia instalou uma planta piloto formada por painéis solares sustentados por estruturas flutuantes. A instalação aproveita a luz solar sem exigir a mesma ocupação de terrenos utilizada por usinas convencionais.

Assista o vídeo

O sistema possui potência instalada de 0,8 megawatt-pico, medida conhecida pela sigla MWp. A geração média informada pela empresa é de 1,3 gigawatt-hora por ano, equivalente a 1,3 milhão de quilowatts-hora.

A eletricidade produzida é integrada à rede local de distribuição em média tensão. A unidade também utiliza baterias e equipamentos digitais para estudar como a geração solar pode trabalhar junto a outras estruturas elétricas.

Sensores inteligentes acompanham o funcionamento dos equipamentos em tempo real

A planta de Sobradinho possui dispositivos conectados à internet que coletam informações sobre o funcionamento dos sistemas. Essa tecnologia é conhecida como Internet das Coisas, ou IoT.

Os sensores permitem acompanhar dados operacionais e avaliar o desempenho dos equipamentos. As informações são transmitidas digitalmente para apoiar estudos sobre geração elétrica, armazenamento e controle das instalações.

O monitoramento ajuda os pesquisadores a identificar mudanças nas condições de operação e comparar resultados. Os testes poderão orientar futuras aplicações de sistemas solares flutuantes conectados a baterias e redes elétricas inteligentes.

Casa Nova reúne energia solar, turbina eólica e baterias em uma única instalação

Em Casa Nova, a AXIA colocou em funcionamento uma planta experimental que combina geração solar e eólica. A instalação possui painéis fotovoltaicos com potência de 1 MW e um gerador eólico de 1,5 MW.

O complexo também utiliza baterias com potência de 1 MW e capacidade de armazenamento de 1,4 megawatt-hora. Essa capacidade permite guardar eletricidade para utilização posterior, conforme as condições de operação e a demanda.

O projeto recebeu investimento de R$ 85 milhões e faz parte do programa de pesquisa e desenvolvimento regulado pela Aneel. A estrutura permite estudar o funcionamento conjunto das fontes renováveis e do armazenamento.

Baterias permitem guardar energia quando há sol e vento disponíveis

O sistema de armazenamento de Casa Nova utiliza baterias de lítio para guardar parte da eletricidade gerada. O equipamento pode devolver essa energia quando houver necessidade, respeitando seus limites de potência e capacidade.

A instalação possui 1,4 MWh de capacidade de armazenamento. Em condições ideais, isso representa energia suficiente para fornecer 1 MW durante aproximadamente uma hora e vinte e quatro minutos, sem considerar perdas.

Assista o vídeo

Os pesquisadores estudam como as baterias podem ajudar a equilibrar a produção solar e eólica. Os testes também avaliam maneiras de aproveitar melhor a eletricidade gerada em horários de menor consumo.

Centro de dados de 1 MW pode funcionar conectado ou separado da rede elétrica

A planta de Casa Nova possui um centro de processamento de dados com potência de 1 MW. A instalação funciona como uma carga elétrica que pode ser controlada durante os experimentos.

O sistema foi projetado para operar conectado à rede convencional ou por meio de uma microrrede formada pelas fontes renováveis. Essa configuração permite estudar diferentes condições de abastecimento e consumo.

A pesquisa também avalia como ajustar a demanda dos computadores conforme a disponibilidade de eletricidade. O objetivo é testar maneiras de aproveitar excedentes de geração solar e eólica sem depender exclusivamente da rede externa.

Torre de 40 metros em Petrolina recebe luz solar refletida por 247 espelhos

Em Petrolina, uma torre de 40 metros foi instalada no centro de um campo com 247 espelhos móveis. Os equipamentos acompanham a posição do sol e direcionam sua luz para um receptor localizado no alto da estrutura.

Esses espelhos são chamados de heliostatos. Eles utilizam mecanismos de movimentação para manter a luz concentrada no ponto desejado durante diferentes horários do dia.

A instalação possui capacidade elétrica de 1 MW e também pode aproveitar 2,2 MW de energia térmica. Isso permite estudar a produção conjunta de eletricidade e calor a partir da radiação solar.

Tecnologia poderá fornecer calor para indústrias e sistemas de refrigeração

A unidade de Petrolina utiliza uma tecnologia de concentração fotovoltaica conhecida pela sigla HCPV. O sistema reúne espelhos, módulos solares de alta eficiência e equipamentos para aproveitar o calor produzido.

Diferentemente dos painéis fotovoltaicos convencionais, a instalação concentra a luz solar antes de seu aproveitamento. O projeto foi desenvolvido para pesquisar aplicações que necessitam de eletricidade e energia térmica.

Entre as possibilidades estudadas estão armazenamento de calor, refrigeração industrial e sistemas de apoio a centros de dados. Essas aplicações ainda dependem dos resultados técnicos dos experimentos.

Pesquisas buscam soluções para aproveitar melhor a geração renovável

A energia solar varia conforme a radiação recebida durante o dia. A geração eólica também muda de acordo com a velocidade do vento, exigindo que o sistema elétrico equilibre continuamente produção e consumo.

Em Casa Nova, as baterias e o centro de dados permitem testar formas de ajustar esse equilíbrio. Em Sobradinho, os sensores acompanham o desempenho da geração solar flutuante e sua integração com a rede.

Em Petrolina, os estudos investigam a produção conjunta de eletricidade e calor. As três instalações trabalham com desafios diferentes, mas utilizam tecnologias que poderão contribuir para futuras operações renováveis.

Instalações já funcionam como projetos experimentais no Nordeste

A AXIA informou que o polo de inovação foi concluído e que as instalações estão sendo utilizadas em atividades de pesquisa. Isso não significa que todas as soluções já estejam disponíveis comercialmente em grande escala.

Os projetos permitem avaliar equipamentos em condições reais de operação, com exposição ao sol, ao vento e às mudanças de consumo. Os resultados ajudam a identificar necessidades de manutenção e possíveis melhorias.

A empresa ainda não anunciou a construção de novas usinas comerciais baseadas diretamente nos testes apresentados em outubro. A ampliação dessas tecnologias dependerá das avaliações técnicas e das decisões futuras de investimento.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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