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Empresa vence leilão para construir subestação de R$ 1,1 bilhão em Mogi das Cruzes, com 45 quilômetros de linhas elétricas, previsão de 2.676 empregos e prazo de quatro anos para concluir as obras
Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 02/11/2026 às 22:43
Construção
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A CYMI Construções e Participações venceu a disputa realizada pela Aneel em 30 de outubro de 2026 e será responsável por um empreendimento de transmissão de energia que pretende reforçar o abastecimento elétrico da região central de São Paulo.
A construção de uma subestação de energia em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, terá investimento estimado em R$ 1,1 bilhão, implantação de 45 quilômetros de linhas de transmissão e previsão de gerar 2.676 empregos. O empreendimento será executado pela CYMI Construções e Participações, vencedora do Lote 3 do Leilão de Transmissão nº 4/2026.
A disputa aconteceu em 30 de outubro de 2026, na B3, em São Paulo. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa apresentou uma proposta de R$ 78,7 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), com desconto de 57,08% sobre o valor máximo estabelecido para o lote.
A obra está entre os investimentos previstos para ampliar a infraestrutura elétrica paulista e atender à demanda de uma das regiões mais populosas do Brasil.
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Nova subestação terá capacidade de 3.600 MVA e conexão com linhas de transmissão
O principal empreendimento será a Subestação Santana, projetada para operar nas tensões de 500 e 345 quilovolts (kV), com capacidade de transformação de 3.600 megavolt-amperes (MVA).
A infraestrutura será construída em Mogi das Cruzes e contará com conexões às linhas de transmissão existentes, incluindo os circuitos associados a Lorena, Tijuco Preto, Itapeti e Santo Ângelo.
Os trabalhos abrangem a construção da subestação e aproximadamente 45 quilômetros de linhas e conexões elétricas.
A localização é estratégica. Embora a instalação esteja prevista para Mogi das Cruzes, seu objetivo é reforçar o fornecimento de energia à região central da capital paulista.
O projeto também demonstra que grandes investimentos em transmissão não dependem exclusivamente de extensas linhas atravessando vários estados. Subestações de alta capacidade são fundamentais para receber, transformar e direcionar grandes volumes de energia dentro do sistema elétrico.
Investimento de R$ 1,1 bilhão prevê quase 2.700 empregos durante a implantação
A Aneel estima que a execução do Lote 3 poderá gerar 2.676 empregos, associados à implantação das instalações elétricas.
A construção de uma subestação desse porte envolve diferentes atividades de engenharia, como obras civis, montagem de equipamentos, instalação de estruturas metálicas, sistemas de proteção e conexão com a rede de transmissão.
O prazo previsto para entrada em operação é de 48 meses, contados a partir da assinatura do contrato de concessão.
O investimento de R$ 1,1 bilhão representa a estimativa de recursos necessários para executar o empreendimento. Já a proposta vencedora de R$ 78,7 milhões corresponde à remuneração anual permitida pela prestação do serviço de transmissão, e não ao custo da construção.
Essa diferença é importante para compreender o resultado do leilão: a CYMI assumiu o compromisso de implantar e operar a infraestrutura mediante uma receita anual inferior ao limite estipulado pelo órgão regulador.
Leilão de outubro movimentou R$ 8,9 bilhões em projetos elétricos pelo Brasil
A contratação da subestação de Mogi das Cruzes integra um conjunto maior de investimentos.
O Leilão de Transmissão nº 4/2026, realizado em 30 de outubro, reuniu oito lotes com previsão de R$ 8,9 bilhões em investimentos e implantação de aproximadamente 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão.
Os empreendimentos estão distribuídos por sete estados brasileiros e fazem parte do planejamento de expansão do Sistema Interligado Nacional.
A CYMI também venceu o Lote 5, no Paraná, que prevê cerca de R$ 982,5 milhões em investimentos, ampliação e construção de subestações e implantação de 173 quilômetros de linhas de transmissão. Serviços e Informações do Brasil
Para Mogi das Cruzes, o próximo passo será a formalização da concessão e a preparação para executar o empreendimento.
Os 2.676 empregos e o prazo de quatro anos são previsões da Aneel, não contratações já realizadas nem uma data de entrega definitiva. O andamento dependerá das etapas contratuais, dos projetos e da implantação das instalações elétricas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

