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Estação do metrô chega a 96,34% das obras, mas ainda não abre: São Paulo adia duas paradas da Linha 6-Laranja para o fim do ano, enquanto passageiros esperam expansão na zona norte

Estação do metrô chega a 96,34% das obras, mas ainda não abre: São Paulo adia duas paradas da Linha 6-Laranja para o fim do ano, enquanto passageiros esperam expansão na zona norte

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Estação do metrô chega a 96,34% das obras, mas ainda não abre: São Paulo adia duas paradas da Linha 6-Laranja para o fim do ano, enquanto passageiros esperam expansão na zona norte

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 03/11/2026 às 07:40

Atualizado em 03/11/2026 às 07:41

Estação Brasilândia em setembro de 2026, em registro da Linha Uni divulgado no fim de outubro. A inauguração foi adiada apesar do avanço das obras. Foto: Linha Uni/Divulgação.

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Estação Brasilândia alcançou 96,34% das obras e Itaberaba-Hospital Vila Penteado chegou a 87,72%, mas as duas não abriram em outubro. Governo de SP prevê operação até o fim de 2026, ainda sem dia confirmado.

Uma estação do metrô de São Paulo está com 96,34% das obras executadas, mas ainda não tem data exata para abrir as portas. A Brasilândia, na zona norte da capital, deveria receber passageiros em outubro de 2026 junto com a estação Itaberaba–Hospital Vila Penteado. O mês terminou sem as inaugurações, e o governo paulista passou a trabalhar com uma nova previsão: as duas estações devem entrar em funcionamento até o fim de dezembro.

O adiamento foi confirmado pela Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A situação das duas paradas é diferente: Brasilândia registra 96,34% de execução, enquanto Itaberaba–Hospital Vila Penteado está em 87,72%. Ambas fazem parte da Linha 6-Laranja, cuja primeira etapa foi aberta em julho, mas ainda funciona em horário reduzido e não alcança todos os bairros previstos no projeto.

Brasilândia tem mais de 96% da obra concluída, com catracas e sinalização em instalação

Na estação Brasilândia, os últimos registros da concessionária Linha Uni mostram a instalação de bloqueios de acesso, portas de plataforma, sinalização suspensa e acabamentos. Imagens publicadas no fim de outubro revelaram o mezanino quase concluído, enquanto outras áreas continuavam ocupadas por materiais de obra. A cobertura do MetrôCPTM, de 29 de outubro, documentou o avanço a partir de imagens disponibilizadas da estação.

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A concessionária informou o percentual de 96,34%, usado como referência da execução física. Esse número mede o conjunto do empreendimento e engloba serviços que podem continuar mesmo depois do início de uma operação restrita. A abertura ao público, porém, exige condições de circulação, segurança, acessos e funcionamento dos sistemas de transporte.

A Brasilândia será o terminal norte da ampliação da Linha 6. Segundo as informações oficiais da Linha Uni, a estação terá 28,17 metros de profundidade e acessos pela Estrada do Sabão, pela Rua Padre José Materni e pela Praça Benedicta Cavalheira. Também está previsto um terminal de ônibus integrado, peça importante para quem chega ao metrô por linhas municipais da região.

A estação Brasilândia, em registro de agosto de 2026, quando as obras avançavam para a fase final. Foto: Linha Uni/Divulgação, publicada pelo MetrôCPTM em setembro.

Itaberaba está em 87,72% e continua com intervenção na Rua São Leonardo

Mais próxima do Hospital Geral Vila Penteado, a futura estação Itaberaba–Hospital Vila Penteado apresenta um estágio anterior ao da Brasilândia. O avanço divulgado pela Artesp é de 87,72%, deixando uma parcela maior de obras e instalações ainda em execução. A estação terá 65,71 metros de profundidade, conforme a ficha oficial da concessionária.

Os trabalhos continuam afetando o trânsito do entorno. Em comunicado de 15 de outubro de 2026, a Linha Uni prorrogou para dezembro a interdição da Rua São Leonardo, entre os números 296 e 340, inicialmente prevista para terminar em 31 de outubro. O aviso oficial registra a continuidade das atividades de construção e medidas de sinalização para os moradores e comerciantes.

O acesso principal está previsto para a Rua São Leonardo, 325. Outros acessos serão pela Avenida Itaberaba, Rua Amaro Domingues e Avenida Ministro Petrônio Portela. A localização aproxima a futura parada de unidades de saúde e de bairros da Freguesia do Ó, onde moradores aguardam uma ligação por trilhos com outras áreas de São Paulo.

Estação Itaberaba–Hospital Vila Penteado em setembro de 2026, antes do adiamento da inauguração. Foto: Linha Uni/Divulgação, publicada pelo MetrôCPTM em novembro.

Outubro terminou sem inauguração e governo ainda não apresentou novo dia de abertura

A previsão anterior indicava abertura em outubro. Em 2 de novembro, a Artesp confirmou à imprensa que as duas estações passam a ter expectativa de operação até o fim de 2026. A agência explicou que revisões de cronograma são admitidas com avaliação do poder concedente e dos órgãos reguladores, seguindo os procedimentos contratuais.

O Diário do Transporte e o UOL registraram o adiamento na mesma data. A agência não apresentou publicamente uma causa técnica específica para o atraso. A Linha Uni, responsável pelo empreendimento, manteve a informação de que a ampliação está prevista para o final do ano. Não há, até 3 de novembro, um dia confirmado para a abertura das duas estações.

A cronologia teve mudanças ao longo de 2026. Em julho, na cerimônia de entrega das primeiras estações, o governo já mencionava a intenção de levar a operação até Brasilândia no fim do ano, deixando Maristela para 2027. Documentos e comunicações anteriores ainda associavam outubro à ampliação de oito estações. A abertura das seis primeiras foi antecipada, mas a entrega das outras duas não acompanhou o plano divulgado inicialmente.

Seis estações já recebem passageiros, mas apenas das 10h às 15h e sem tarifa

Desde julho, o público pode usar parte da Linha 6-Laranja em operação assistida, das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, com passagem gratuita. O trecho em funcionamento vai de João Paulo I a Perdizes e atende também Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca e Sesc-Pompeia.

A operação assistida é uma etapa anterior ao serviço em escala integral. Trens e estações são acompanhados durante a circulação e o atendimento ao público ocorre em horários definidos. A Artesp informou que mais de 108 mil passageiros utilizaram o trecho desde sua abertura, número divulgado em novembro nas reportagens sobre a linha.

A expansão para Brasilândia e Itaberaba–Hospital Vila Penteado elevará de seis para oito o número de estações atendidas nessa etapa. A forma de operação, os horários e as condições de cobrança após a ampliação ainda dependem da programação da concessionária e das autorizações aplicáveis. A expectativa de entrega até dezembro não é anúncio de funcionamento em tempo integral.

Maristela ficará para 2027, mesmo depois da abertura prevista das duas estações

Uma terceira estação da zona norte também aparece nos mapas da Linha 6, mas tem calendário próprio. Maristela, situada entre Brasilândia e Itaberaba, está prevista para 2027, fora da expansão anunciada para o fim deste ano. Segundo o levantamento publicado em novembro a partir dos dados da concessionária, a obra estava em torno de 70,89% de execução.

O cronograma apresentado em julho já separava Maristela da entrega de Brasilândia e Itaberaba. A previsão de ampliar a operação sem a estação intermediária vinha sendo discutida antes do adiamento de outubro. O atendimento efetivo de cada parada dependerá da liberação operacional, conforme o planejamento do sistema.

A Linha 6 terá 15 estações quando concluída. O trecho restante entre Perdizes e São Joaquim concentra outras obras que deverão ampliar a rede até o centro da capital e criar novas possibilidades de integração com linhas já existentes.

Projeto de 15,3 quilômetros pretende reduzir percurso de 1h30 para 23 minutos

A dimensão da obra explica a expectativa dos passageiros. Segundo a concessionária, a Linha 6-Laranja terá 15,3 quilômetros entre Brasilândia e São Joaquim e poderá transportar aproximadamente 633 mil passageiros por dia quando estiver concluída e em plena operação.

Para o trajeto completo, o projeto prevê uma redução de cerca de uma hora e meia de ônibus para aproximadamente 23 minutos de metrô. A estimativa diz respeito à futura linha integral, não ao percurso reduzido disponível atualmente. A chegada a São Joaquim permitirá integração com a Linha 1-Azul, enquanto a região de Higienópolis-Mackenzie será atendida por conexão com a Linha 4-Amarela.

A parceria público-privada é conduzida pelo governo paulista com a concessionária Linha Uni. As obras são executadas pela Acciona, grupo responsável por frentes de construção que incluem estações profundas, túneis, sistemas ferroviários e instalações de apoio. Na área da Brasilândia, a integração planejada com ônibus municipais deverá facilitar o acesso de quem hoje depende de deslocamentos sobre as ruas da zona norte.

Próximo passo é a liberação das duas paradas; abertura completa segue prevista para 2027

O calendário informado em novembro coloca Brasilândia e Itaberaba–Hospital Vila Penteado na reta final de 2026. A concessionária mantém o acompanhamento da evolução das obras, enquanto a Artesp terá de avaliar os requisitos de segurança e os procedimentos necessários para incorporar as duas estações ao trecho já utilizado.

A previsão divulgada para a conclusão integral da Linha 6 continua sendo outubro de 2027. Até lá, moradores e passageiros da zona norte acompanham a evolução de uma obra que promete reduzir fortemente o tempo de viagem, mas ainda não chegou a todos os bairros planejados. Você mora ou trabalha perto da Brasilândia ou de Itaberaba? Conte nos comentários como a espera pelas duas estações afeta sua rotina e compartilhe a notícia com quem utiliza transporte público em São Paulo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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