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Etanol brasileiro pode ganhar mercado com mais misturas de combustíveis na União Europeia e na Ásia, diz ApexBrasil

Etanol brasileiro pode ganhar mercado com mais misturas de combustíveis na União Europeia e na Ásia, diz ApexBrasil

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Etanol brasileiro pode ganhar mercado com mais misturas de combustíveis na União Europeia e na Ásia, diz ApexBrasil

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 06/11/2026 às 19:00

Atualizado em 06/11/2026 às 19:01

Agronegócio

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No Fórum Planeta Campo, a ApexBrasil apontou restrições regulatórias e defendeu o uso de dados para demonstrar os benefícios ambientais dos biocombustíveis.

Restrições regulatórias e desinformação sobre os impactos ambientais dificultam a expansão do etanol brasileiro no exterior, afirmou Paula Soares, coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, nesta sexta-feira (6), durante a sexta edição do Fórum Planeta Campo.

Segundo a reportagem do Planeta Campo, a coordenadora defendeu que o Brasil apresente dados sobre os benefícios ambientais dos biocombustíveis. la apontou a necessidade de coordenar a comunicação dentro e fora do país.

Misturas podem ampliar o consumo

Paula Soares vê espaço para aumentar o uso de etanol em misturas de combustíveis na União Europeia e na Ásia. Na avaliação dela, o Brasil também pode ajudar outros países a elaborar políticas para estimular o consumo de renováveis.

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Marcos Jank, professor de Agronegócio do Insper, propôs que governo, empresas, entidades do setor e universidades elaborem uma estratégia comum. Ele também apontou a aviação e o transporte marítimo como mercados possíveis para combustíveis renováveis brasileiros.

Rastreabilidade entra na agenda comercial

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, citou a plataforma Agro Brasil + Sustentável como ferramenta para demonstrar que a produção agropecuária atende a critérios de sustentabilidade.

Segundo o secretário, o governo discute a ferramenta com representantes do setor produtivo e interlocutores europeus diante das exigências ligadas ao desmatamento. Ele também defendeu que governo e empresas se antecipem aos protocolos privados de sustentabilidade e rastreabilidade.

Na pecuária, Eduardo Pedroso, diretor-executivo da Friboi, disse que a expansão das exportações exige que os frigoríficos identifiquem a origem dos produtos e separem a produção conforme as especificações dos compradores de cada mercado.

Etanol de milho gera insumo para pecuária

Na discussão sobre o uso de terras para produzir alimentos e energia, Paula Soares destacou que os sistemas produtivos brasileiros permitem combinar culturas e aproveitar produtos gerados durante a fabricação do combustível.

Pedroso citou um exemplo dessa integração. A fabricação de etanol de milho gera DDG, um coproduto usado na alimentação animal. O aproveitamento desse material, segundo o executivo, cria oportunidades para a pecuária.

Gonçalo Pereira, da Unicamp, lembrou a experiência do Proálcool, lançado na década de 1970. O pesquisador apontou o agave e a macaúba como possíveis matérias-primas para produzir biocombustíveis em regiões onde culturas tradicionais enfrentam limitações.

O pesquisador também associou a geração de energia renovável a oportunidades de investimento e emprego em regiões com áreas produtivas pouco exploradas.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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