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Etanol no lugar do diesel? Pesquisadores testam combustível em motor para veículos pesados
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 04/11/2026 às 16:25
Atualizado em 04/11/2026 às 16:35
Biocombustíveis Renováveis
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Pesquisa da Mauá com a UFSM e empresas avalia etanol hidratado em motores diesel, com poucas alterações e testes reais previstos para 2027.
O Instituto Mauá de Tecnologia pesquisa o uso de etanol hidratado em motores de ignição por compressão, mirando veículos pesados e máquinas agrícolas. Ensaios iniciais apontaram torque e potência equivalentes aos obtidos com diesel.
Segundo comunicado publicado na Sala de Imprensa em 29 de outubro, o trabalho reúne a Universidade Federal de Santa Maria e empresas como a Tupy. A proposta aproveita plataformas existentes, com poucas alterações de componentes.
Motor mantém ignição por compressão
A investigação não desenvolve um motor novo nem transforma seu funcionamento em ignição por centelha. Combina simulações tridimensionais, testes em bancada e análises de desempenho e emissões.
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Os resultados são iniciais. Melhorias de eficiência e emissões aparecem como possibilidades para novas calibrações, sem percentuais apresentados no comunicado.
Estrutura inclui testes de durabilidade
Na página da Divisão de Motores e Veículos, a Mauá informa que dispõe de 14 bancos de provas com dinamômetros para ensaiar motores de até 700 kW.
A estrutura inclui equipamentos para medir consumo e desempenho de veículos, além de sistemas para choque térmico profundo e simulação de condições ao nível do mar em motores.
Entre os serviços oferecidos estão ensaios de durabilidade e desenvolvimento de motores, adaptação de unidades leves e pesadas a combustíveis alternativos e pesquisas para melhorar a eficiência.
A divisão surgiu em 1979, a partir de um projeto sobre metanol em motores de ciclo diesel. Oferece pesquisas e trabalhos voltados ao desenvolvimento de sistemas de propulsão e veículos.
Operação real está prevista para 2027
O cronograma divulgado prevê refinamento da calibração com simulações no segundo semestre de 2026 e ampliação dos testes em condições reais durante 2027.
Essas etapas deverão aprofundar a avaliação técnica e operacional do etanol hidratado em aplicações que hoje dependem principalmente do diesel.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

