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Exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia chegam a US$ 12,21 bilhões após acordo comercial, com alta de 421% nas vendas de abacate

Exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia chegam a US$ 12,21 bilhões após acordo comercial, com alta de 421% nas vendas de abacate

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Exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia chegam a US$ 12,21 bilhões após acordo comercial, com alta de 421% nas vendas de abacate

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 02/11/2026 às 11:07

Agronegócio

Grupo

Imagem: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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Com o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o agronegócio brasileiro ampliou exportações, movimentou US$ 12,21 bilhões em cinco meses e registrou forte crescimento nas vendas de carnes, soja, mel, abacate e derivados

As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia ganharam força após o início da aplicação provisória do acordo comercial com o Mercosul. Entre maio e setembro de 2026, as vendas cresceram 14,8% em valor, com destaque para carnes, soja, mel e frutas.

Imagem: Divulgação / GOV

Acordo comercial impulsiona vendas brasileiras para 27 países europeus

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia começou a produzir efeitos comerciais em 1º de maio de 2026.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil exportou US$ 12,21 bilhões em produtos agropecuários e agroindustriais para os países europeus nos cinco primeiros meses de aplicação provisória.

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O volume embarcado chegou a 17,74 milhões de toneladas, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço não ficou restrito ao campo. Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras de produtos beneficiados pelo tratado cresceram 21%, considerando diferentes setores econômicos.

A redução gradual das tarifas de importação é uma das principais mudanças previstas no acordo. Com isso, determinados produtos brasileiros passam a contar com condições comerciais mais favoráveis para entrar no mercado europeu.

Mel, carnes e soja registram crescimento expressivo

Entre os segmentos do agronegócio, os produtos apícolas apresentaram a maior expansão percentual em valor. As vendas, puxadas principalmente pelo mel, cresceram 367%.

Os produtos oleaginosos, excluindo a soja, avançaram 161%. Já as exportações de carnes aumentaram 103,5% em valor e 170% em volume.

Na prática, os embarques de carnes passaram de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas.

O complexo soja também ganhou espaço. As vendas cresceram 34,2%, passando de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões.

Dentro desse grupo, a soja em grãos registrou aumento de 49% em valor e 35,1% em volume. O farelo de soja avançou 22,5% em valor.

Outros setores acompanharam o crescimento. Os produtos florestais movimentaram US$ 1,48 bilhão, alta de 23%, enquanto frutas, nozes e castanhas alcançaram US$ 315 milhões, crescimento de 15%.

Imagem: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Abacate dispara 421% e óleo de milho também surpreende

Entre os produtos individuais, o abacate apresentou uma das maiores altas nas vendas para a União Europeia.

As exportações saltaram de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões entre maio e setembro, na comparação anual. O crescimento foi de 421,2% em valor e 433,7% em volume.

O óleo de milho bruto também teve desempenho expressivo. As vendas passaram de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões, aumento de 266,3%.

Outras frutas ampliaram sua presença no mercado europeu. A manga registrou crescimento de 31,2% em valor, enquanto a maçã avançou 28,8%.

No setor cafeeiro, as exportações de café torrado cresceram 91,6% em valor. O café solúvel apresentou alta de 19%.

Brasil amplia superávit comercial com a União Europeia

Enquanto as exportações avançaram, as importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais europeus cresceram em ritmo menor.

Entre maio e setembro, as compras somaram US$ 1,67 bilhão, aumento de 3,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Com isso, o superávit comercial do agronegócio brasileiro com a União Europeia passou de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões, crescimento de 17%.

O resultado significa que o Brasil vendeu ao bloco europeu US$ 10,54 bilhões a mais do que comprou nesse segmento.

Redução das tarifas continuará até 2030 para alguns produtos

O acordo comercial foi assinado em 17 de janeiro de 2026, após negociações iniciadas em 1999.

As regras estabelecem reduções tarifárias graduais. Para o café torrado, o café solúvel e o abacate, a previsão é de eliminação completa das tarifas em 2030.

No caso do abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base.

O tratado também prevê condições preferenciais para carnes, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Alguns produtos, porém, estão sujeitos a cotas de importação.

Além das tarifas, os exportadores continuam obrigados a cumprir as exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade da União Europeia.

Entre essas regras está o Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que estabelece requisitos específicos para determinadas mercadorias comercializadas no bloco.

Matéria elaborada com base em dados e informações divulgados neste artigo do G1.

Fonte

https://g1.globo.com/econ


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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