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Finlândia condena capitão russo após cargueiro arrastar âncora por 130 km e danificar dois cabos no mar Báltico
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 05/11/2026 às 16:18
Atualizado em 05/11/2026 às 16:21
Indústria Naval
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Capitão russo e contramestre azerbaijano receberam penas de prisão após o Fitburg danificar dois cabos de telecomunicações entre a Finlândia e a Estônia.
O Tribunal Distrital de Helsinque condenou nesta quinta-feira (5) o capitão e o contramestre do cargueiro Fitburg por sabotagem agravada. O navio arrastou a corrente e parte da âncora por cerca de 130 quilômetros no fundo do mar Báltico e danificou dois cabos de telecomunicações entre a Finlândia e a Estônia em 31 de dezembro de 2025.
Âncora passou sobre nove cabos e um gasoduto
O Fitburg saiu de São Petersburgo, na Rússia, com destino a Israel e navegava sob bandeira de São Vicente e Granadinas. Segundo o tribunal, a âncora estava recolhida na partida e seu mecanismo de travamento funcionava. Os juízes concluíram que ela foi baixada antes de o navio deixar as águas territoriais russas.
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A corrente e parte da âncora passaram sobre nove cabos de telecomunicações e eletricidade e um gasoduto. Dois cabos, das empresas Elisa e Arelion, sofreram danos. Os outros sete e o gasoduto também ficaram sob risco, segundo o tribunal.
Navio seguiu por duas horas após o primeiro contato
Os juízes concluíram que os dois tripulantes sabiam que o navio arrastava a âncora. Segundo a decisão, o capitão permitiu que o cargueiro seguisse viagem nessas condições. O contramestre ajudou a manter o navio em movimento por cerca de duas horas após o primeiro contato das autoridades finlandesas.
A Guarda Costeira finlandesa orientou o cargueiro a seguir para um local seguro. As autoridades levaram o navio ao porto de Kantvik, onde fizeram perícias.
A investigação, conduzida em parceria com a polícia da Estônia, incluiu inspeções submarinas, entrevistas e coleta de provas a bordo e em aparelhos da tripulação.
Indenização chega a 1,9 milhão de euros
A Justiça determinou que os dois paguem juntos cerca de 1,9 milhão de euros em indenizações, segundo a Reuters. O capitão terá de pagar outros 85 mil euros. A defesa contestou a competência da Justiça finlandesa, mas o tribunal entendeu que podia julgar o caso porque os efeitos do crime atingiram a Finlândia.
A acusação de interferência grave nas telecomunicações foi rejeitada porque o tribunal entendeu que ela já estava abrangida pela sabotagem.
Os dois negaram ter cometido crime. O advogado do capitão disse à emissora pública finlandesa Yle que vai recorrer. A defesa do contramestre ainda avalia se fará o mesmo. A decisão foi unânime e ainda cabe recurso.
Com informações de NYTIMES.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

