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Gigantes automotivas pressionam Congresso dos EUA para proibir definitivamente carros conectados chineses

Gigantes automotivas pressionam Congresso dos EUA para proibir definitivamente carros conectados chineses

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Gigantes automotivas pressionam Congresso dos EUA para proibir definitivamente carros conectados chineses

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 04/11/2026 às 15:57

Atualizado em 04/11/2026 às 16:20

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GM, Toyota e Volkswagen pressionam Congresso dos EUA para proibir carros chineses permanentemente ainda em 2026. Fonte: Divulgação.

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GM, Toyota e Volkswagen pressionam Congresso dos EUA para proibir carros chineses permanentemente ainda em 2026.

Uma aliança formada por General Motors, Toyota, Volkswagen, Ford, Stellantis e outras grandes montadoras pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove, ainda em 2026, uma lei para impedir permanentemente a entrada de veículos de fabricantes chinesas no mercado americano. A cobrança foi feita na segunda-feira (2 de novembro), em meio à preocupação do setor com o pouco tempo disponível para concluir a votação antes do encerramento da atual sessão legislativa, em dezembro.

De acordo com informações da Reuters, a iniciativa partiu da Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa algumas das maiores fabricantes de automóveis do mundo. O pedido ocorre antes da retomada das atividades do Congresso, prevista para a semana seguinte às eleições de meio de mandato, e busca transformar em legislação definitiva um bloqueio que já existe por meio de regras administrativas.

Declaração de Trump aumenta preocupação das montadoras

Embora o setor automobilístico defenda o fechamento do mercado às fabricantes chinesas, uma declaração do presidente Donald Trump trouxe incerteza sobre o futuro dessas restrições.

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Durante uma entrevista à Fox News, em setembro, Trump afirmou que aceitaria a produção de automóveis por empresas chinesas dentro do território americano. A manifestação preocupou representantes das montadoras que desejam impedir a presença dessas fabricantes no país.

Para a Alliance for Automotive Innovation, a questão envolve mais do que a concorrência por consumidores. A entidade considera que a entrada de veículos chineses pode representar riscos à segurança nacional e prejudicar empresas que já realizaram investimentos de longo prazo nos Estados Unidos.

John Bozzella, presidente da associação, relacionou essa preocupação à possibilidade de vigilância por meio dos automóveis e às desvantagens que os fabricantes estabelecidos no mercado americano poderiam enfrentar diante das importações chinesas.

GM, Toyota e Volkswagen pressionam Congresso dos EUA para proibir carros chineses permanentemente ainda em 2026. Fonte: Divulgação.

Estados Unidos já impedem, na prática, a atuação de fabricantes chinesas

A pressão por uma nova lei acontece em um cenário no qual as montadoras chinesas já enfrentam obstáculos que praticamente inviabilizam a comercialização e a fabricação de automóveis de passeio nos Estados Unidos.

Essas limitações foram estabelecidas no começo de 2025, durante a administração de Joe Biden, diante de preocupações envolvendo a possibilidade de transferência de dados sensíveis dos motoristas para a China. Além das exigências regulatórias, o governo americano mantém tarifas que ultrapassam 100% sobre veículos elétricos importados do país asiático.

Mesmo com essas barreiras em vigor, a indústria automobilística pretende obter uma proibição permanente aprovada pelo Congresso, em vez de manter o bloqueio sustentado apenas pelas normas existentes.

A associação reúne fabricantes de diferentes países, incluindo BMW, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Nissan, Porsche, Subaru, Volvo, Ferrari, Kia, Mazda e Jaguar Land Rover. Também fazem parte da entidade marcas como Mitsubishi, Aston Martin, Bugatti, Isuzu e McLaren.

Projeto reúne apoio dos dois partidos, mas enfrenta prazo apertado

A proposta defendida pelas montadoras já percorreu parte do caminho no Congresso americano. Em julho, uma comissão do Senado deu sinal verde ao texto, enquanto a iniciativa apresentada na Câmara dos Representantes conquistou a participação de mais de 100 parlamentares como coautores.

Apesar desse apoio, a tentativa de dar maior velocidade ao processo legislativo sofreu um adiamento em setembro. Os senadores responsáveis pela iniciativa, que conta com integrantes dos dois principais partidos dos Estados Unidos, concordaram em retomar os esforços para acelerar a tramitação somente em novembro.

O calendário eleitoral acrescenta uma dificuldade à estratégia das fabricantes. Alguns assessores do Congresso e representantes da indústria avaliam que uma eventual conquista do controle do Legislativo pelos democratas poderá comprometer o tempo disponível para concluir a análise da proposta antes do fim da sessão, em dezembro.

Por isso, as empresas tentam aproveitar o período restante de atividades parlamentares para conseguir a aprovação ainda neste ano, sem deixar a discussão para uma etapa posterior.

Mais de 1,1 milhão de veículos chineses importados pela Europa entram no debate

O crescimento das importações europeias também passou a ser utilizado pela indústria automobilística americana como argumento para defender a aprovação da medida.

John Bozzella citou dados segundo os quais a União Europeia recebeu mais de 1,1 milhão de veículos produzidos na China entre janeiro e agosto de 2026. De acordo com o dirigente, esse volume já superou o total registrado durante os doze meses de 2025.

GM, Toyota e Volkswagen pressionam Congresso dos EUA para proibir carros chineses permanentemente ainda em 2026. Fonte: Divulgação.

Na avaliação do presidente da Alliance for Automotive Innovation, o avanço das importações no continente europeu demonstra a necessidade de uma resposta do Congresso americano antes que fabricantes chinesas consigam ampliar sua presença nos Estados Unidos.

Bozzella também associa a defesa do bloqueio à proteção da capacidade industrial e do setor de defesa americano, argumentando que a concorrência chinesa representa riscos para essas atividades.

China critica restrições e defende concorrência justa

Do outro lado da disputa, o governo chinês tem contestado as iniciativas voltadas a limitar a atuação de suas empresas no exterior.

O Ministério das Relações Exteriores da China já cobrou dos Estados Unidos respeito às regras de mercado e aos princípios de concorrência justa. Em manifestações anteriores, Pequim também classificou medidas direcionadas a companhias chinesas como tentativas injustificadas de repressão.

A aprovação de uma proibição permanente ainda depende das próximas decisões do Congresso americano. Até que haja uma definição, permanecem em vigor as barreiras que já impedem, na prática, a venda e a fabricação de automóveis de passeio por montadoras chinesas nos Estados Unidos.

Fonte

G1


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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