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GM faz em 24 dias serviço que costuma levar 90: tira portas traseiras e banco de trás de duas S10 feitas em São José dos Campos para montar o papamóvel de Leão XIV

GM faz em 24 dias serviço que costuma levar 90: tira portas traseiras e banco de trás de duas S10 feitas em São José dos Campos para montar o papamóvel de Leão XIV

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GM faz em 24 dias serviço que costuma levar 90: tira portas traseiras e banco de trás de duas S10 feitas em São José dos Campos para montar o papamóvel de Leão XIV

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 07/11/2026 às 03:12

Atualizado em 07/11/2026 às 03:13

Indústria

Grupo

Uma das duas S10 adaptadas pela GM e pela Engesig para a visita de Leão XIV ao Peru. Foto: General Motors/Divulgação

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A General Motors e a Engesig adaptaram duas picapes no interior de São Paulo para servir de papamóvel na visita ao Peru, em novembro de 2026. Mostramos o que sai, o que entra e a conta do prazo.

Uma conversão desse tipo costuma tomar cerca de 90 dias, e a General Motors fechou em 24 as duas Chevrolet S10 que servirão de papamóvel para Leão XIV no Peru. São 66 dias a menos, pouco mais de um quarto do prazo habitual (conta nossa).

A comparação aparece no NSC Total e no Jornal do Carro, publicado pelo Terra em 4 de novembro de 2026, que fala em “90 dias de trabalho contínuo”. Luiz Gustavo Moraes, gerente sênior de Engenharia de Produto da GM, resume assim ao mesmo veículo: “Juntos, desenvolvemos as duas unidades em prazo recorde, de apenas 24 dias”.

As picapes saíram da fábrica de São José dos Campos e foram adaptadas em Mogi das Cruzes, as duas cidades em São Paulo. A parceira é a Engesig, empresa especializada em veículos especiais.

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Por que a GM fez duas S10 em vez de um papamóvel só?

Por causa da distância entre as cidades do roteiro. O Jornal do Carro registra que um papamóvel único não teria tempo de ir de uma ponta à outra do país. Com duas picapes vindas de São José dos Campos, cada papamóvel espera o pontífice já posicionado.

A divisão está no OVALE, jornal do Vale do Paraíba:

PapamóvelCidades no PeruUnidade 1Lima e CuscoUnidade 2Chiclayo, Santa Cruz de Succhabamba e Pucallpa

O mesmo jornal informa que os dois carros viajaram do Brasil ao Peru em aeronave cargueira e chegaram no início de novembro de 2026. A visita está marcada de 11 a 17 de novembro de 2026, nas contas da AutoData.

Chiclayo pesa no roteiro: o NSC Total lembra que Leão XIV atuou ali como bispo por oito anos.

O que sai e o que entra numa S10 para ela virar papamóvel?

A parte da frente segue reconhecível. Atrás das primeiras portas, o trabalho da GM e da Engesig faz da picape outro veículo. Os engenheiros removeram os bancos traseiros, as portas de trás e a coluna C, a estrutura vertical logo depois dessas portas, descreve o NSC Total.

O assento papal e os lugares dos acompanhantes, onde antes ficava a caçamba da picape. Foto: General Motors/Divulgação

Sem a coluna, a rigidez precisou de outro apoio: o reforço de alta resistência foi para baixo do assoalho.

Parte da picapeS10 de fábricaPapamóvelCabineDupla, com dois pares de portasSó a primeira fileira de bancosCaçambaAberta, para cargaPiso plano com carpete, assento papal e dois lugares para acompanhantesAcessoSem escadaEscada retrátil elétrica e corrimãosLateraisSem apoio externoEstruturas para a equipe de segurançaCoberturaSem cobertura atrásEstrutura metálica, painéis transparentes e iluminação própria

Os itens da coluna do papamóvel vêm da AutoData, do OVALE e do Mecânica Online. O site técnico acrescenta que o conjunto criado pela GM e pela Engesig permite montagem e desmontagem, para facilitar manutenção e preparação.

Por que o teto da cabine da S10 foi aberto?

A abertura atende a um pedido feito à montadora. “Um dos requisitos do Vaticano foi garantir a comunicação direta entre o Papa e o motorista”, disse Moraes ao Mecânica Online. A solução foi um vão acima da primeira fileira de bancos do papamóvel, com reforços na cobertura.

Os representantes técnicos do Vaticano acompanharam o projeto da GM e da Engesig. Os sinais visíveis ficam por fora e no piso: chaves do Vaticano nas laterais, lema em latim na estrutura e uma frase em italiano dita por Leão XIV no discurso de posse.

A S10 do papamóvel manteve motor e tração de fábrica?

O conjunto mecânico ficou como saiu de São José dos Campos. Sob o capô seguem o motor 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm e a tração 4×4 com reduzida, informa a Autoinforme. O Jornal do Carro escreve que “não houve nenhuma limitação de velocidade”.

Outra escolha chama atenção de quem imagina um carro de chefe de Estado: o papamóvel não tem blindagem. O NSC Total explica que essa é a prática do Vaticano para veículos que se aproximam do público.

Há uma diferença entre os relatos sobre a versão de partida. O Jornal do Carro cita a S10 Z71 de cabine dupla, e o NSC Total fala em características das linhas Z71 e High Country.

Para onde vão as picapes depois de 17 de novembro de 2026?

As duas S10 de São José dos Campos ficam no Peru. A AutoData informa que elas serão expostas em concessionárias Chevrolet de Lima e, depois, doadas à Igreja Católica peruana. O OVALE especifica a Nunciatura Apostólica como destinatária, responsável por definir o uso futuro.

Vista aérea de um dos papamóveis, que serão expostos em Lima antes da doação. Foto: General Motors/Divulgação

Esta é a quarta participação da GM em carros para visitas papais na América do Sul. A lista já tinha a D-Max do Equador e a Traverse da Colômbia e do Peru.

No Uruguai, o papamóvel é outra picape, preparada em outro país. A Autoinforme relata que uma Fiat Titano foi preparada em Montevidéu pela Nordex, parceira industrial da Stellantis no país. A GM e a Engesig ficaram com a etapa peruana, a última da viagem de Leão XIV.

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Chevrolet S10


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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