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Mais de 558 mil painéis solares compõem complexo que vai abastecer metrôs, trens e rodovias no Brasil em acordo de 15 anos com meta de economia de 25%

Mais de 558 mil painéis solares compõem complexo que vai abastecer metrôs, trens e rodovias no Brasil em acordo de 15 anos com meta de economia de 25%

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Mais de 558 mil painéis solares compõem complexo que vai abastecer metrôs, trens e rodovias no Brasil em acordo de 15 anos com meta de economia de 25%

Escrito por Ana Alice

Publicado em 05/11/2026 às 07:03

Atualizado em 05/11/2026 às 07:06

Energia Renovável

Grupo

Complexo com 558 mil painéis solares abastecerá metrôs, trens e rodovias por 15 anos. A Motiva prevê reduzir em 25% os custos de energia. – Imagem: Ilustrativa via I.A

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Parceria entre EDP e Motiva envolverá 13 concessões e 154 unidades consumidoras em seis estados. Energia virá de usina em Ilha Solteira, com fornecimento previsto para 2027 e redução de custos como objetivo.

Um complexo de energia solar com mais de 558 mil painéis fotovoltaicos, instalado no interior de São Paulo, fornecerá eletricidade para operações de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos (VLTs) e rodovias no Brasil. O abastecimento faz parte de um acordo de 15 anos firmado entre a EDP e a Motiva, que pretende reduzir em 25% os gastos da empresa de mobilidade com energia elétrica na comparação com 2023.

A parceria foi anunciada em 28 de outubro de 2026 e contempla 13 concessões, com fornecimento contratado de 9,3 megawatts médios (MW médios). O volume equivale a aproximadamente 15% da demanda total de eletricidade da Motiva.

Ao todo, 154 unidades consumidoras serão atendidas em operações distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

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A eletricidade será proveniente de uma das usinas do Complexo Solar Novo Oriente, localizado em Ilha Solteira (SP). O fornecimento às empresas do grupo está previsto para o início de 2027.

Complexo solar de Ilha Solteira reúne mais de 558 mil painéis e 254 MW de potência

O Complexo Solar Novo Oriente está entre os maiores empreendimentos fotovoltaicos de São Paulo. Segundo a EDP, o conjunto possui aproximadamente 254 MW de capacidade instalada em corrente alternada, distribuídos entre seis usinas.

A estrutura reúne mais de 558 mil módulos solares e 82 inversores, equipamentos responsáveis por converter a eletricidade produzida pelos painéis em uma forma adequada à utilização na rede elétrica.

Para dimensionar o empreendimento, a companhia informa que a produção mensal do complexo equivale ao consumo de aproximadamente 375 mil residências.

Vista aérea do Complexo Solar Novo Oriente, da EDP, em Ilha Solteira (SP). O empreendimento reúne mais de 558 mil painéis fotovoltaicos e fornecerá parte da energia contratada pela Motiva. Crédito: EDP/Divulgação, via pv magazine Brasil.

O parque já está em funcionamento. Conforme o Ministério de Minas e Energia, a última usina entrou em operação comercial em dezembro de 2025, completando a capacidade instalada do conjunto.

O investimento total estimado na implantação foi de R$ 1,22 bilhão. O complexo integra a carteira do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e teve sua implantação acompanhada pelo processo de licenciamento ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

No novo contrato, a energia destinada à Motiva estará vinculada especificamente à Central Solar Novo Oriente VI, unidade com 33,7 MW de capacidade instalada.

Isso significa que os mais de 558 mil painéis representam a dimensão do complexo inteiro, enquanto o fornecimento contratado pela empresa de mobilidade corresponde a uma parcela de sua geração.

Metrôs de São Paulo, VLT Carioca e rodovias estão entre as operações atendidas

O acordo alcançará diferentes sistemas de transporte utilizados diariamente por passageiros e motoristas brasileiros.

Na capital paulista, estão incluídas as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô, além das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que integram a rede de trens metropolitanos.

Trem da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, operada pela Motiva. O sistema está entre as operações contempladas pelo contrato de fornecimento de energia solar firmado com a EDP. Crédito: Motiva/Divulgação.

No Rio de Janeiro, o contrato contemplará o VLT Carioca, sistema que circula pela região central da cidade.

A eletricidade também será destinada a operações rodoviárias administradas pela Motiva, incluindo o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Rodovia Presidente Dutra, a Rio-Santos e o trecho oeste do Rodoanel paulista.

Entre as demais concessões abrangidas estão ViaRio, ViaLagos, ViaSul, ViaCosteira, Motiva Paraná e Motiva Pantanal, responsável pela BR-163 em Mato Grosso do Sul.

O fornecimento será contabilizado por meio da infraestrutura elétrica existente, no modelo de contratação estabelecido entre as empresas. Não se trata da instalação de painéis solares em cada estação, trem ou rodovia.

A parceria permite que diferentes unidades consumidoras utilizem energia contratada de uma fonte renovável, sem depender da construção de uma usina exclusiva para cada operação.

Como o acordo de 15 anos busca reduzir a conta de energia em 25%

A contratação foi estruturada pela modalidade de autoprodução de energia por arrendamento, mecanismo utilizado por grandes consumidores para participar da geração de eletricidade destinada às próprias atividades.

Nesse formato, o consumidor compartilha a capacidade de produção de um empreendimento com o responsável pela geração, conforme as condições estabelecidas em contrato e na estrutura de consórcio.

Para a Motiva, a operação representa uma maneira de ampliar a previsibilidade dos gastos com eletricidade, especialmente diante das oscilações de preços no mercado de energia.

A empresa prevê que o novo acordo contribua para alcançar uma redução de 25% na conta de energia em relação a 2023. O percentual integra uma estratégia mais ampla de gestão energética e não corresponde a um desconto adicional garantido exclusivamente por esse contrato.

A Motiva informou que já havia atingido, no fim de 2025, uma redução de 20% em suas despesas com eletricidade, antecipando uma meta estabelecida anteriormente.

Com a nova parceria, a participação da autoprodução no atendimento da demanda energética do grupo deverá passar de 60% para 85%.

As empresas também possuem uma parceria anterior. Em 2024, firmaram um contrato de dez anos para fornecimento de energia solar ao Sistema Anhanguera-Bandeirantes, por meio de geração distribuída compartilhada.

Fornecimento previsto para 2027 inclui redução de emissões de carbono

Além da economia financeira, a contratação faz parte da estratégia de redução das emissões associadas às operações da Motiva.

Segundo as companhias, o acordo inclui certificados internacionais de energia renovável, conhecidos como I-RECs, que documentam os atributos renováveis da eletricidade contratada.

A estimativa divulgada é de que a operação permita evitar cerca de 3,8 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano. Trata-se de uma projeção apresentada pelas empresas, não de um resultado já medido após o início do fornecimento.

A Motiva afirma que suas operações de rodovias e trilhos utilizam eletricidade de origem renovável desde o fim de 2024. A nova contratação deverá ampliar a participação da energia produzida por meio de empreendimentos dos quais a companhia participa diretamente.

O grupo também mantém contratos associados a parques eólicos no Piauí e na Bahia, utilizados no suprimento de operações ferroviárias em São Paulo.

A Central Solar Novo Oriente VI já está em operação comercial, mas o fornecimento contratado às unidades da Motiva está previsto para começar no início de 2027.

Segundo informações divulgadas ao mercado, a conclusão da operação depende do cumprimento de condições contratuais, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A parceria integra o planejamento da Motiva para reduzir custos e emissões em suas operações de transporte, que deverão receber energia de uma das usinas do complexo solar de Ilha Solteira ao longo dos 15 anos previstos no contrato.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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