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Minas Gerais mira R$ 248,6 milhões: 17 projetos buscam apoio da Finep para minerais críticos e novas tecnologias na mineração

Minas Gerais mira R$ 248,6 milhões: 17 projetos buscam apoio da Finep para minerais críticos e novas tecnologias na mineração

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Minas Gerais mira R$ 248,6 milhões: 17 projetos buscam apoio da Finep para minerais críticos e novas tecnologias na mineração

Escrito por Ana Alice

Publicado em 02/11/2026 às 22:03

Atualizado em 02/11/2026 às 22:04

Mineração

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Minas Gerais reúne 17 projetos que pedem R$ 248,6 milhões à Finep para desenvolver minerais críticos e novas tecnologias de mineração. – Imagem: Ilustrativa via I.A

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Empresas mineiras apresentam propostas de inovação para diferentes áreas da indústria mineral, enquanto uma seleção federal amplia recursos e abre espaço para tecnologias ligadas à sustentabilidade, ao aproveitamento de resíduos e à transformação de materiais estratégicos.

Minas Gerais reúne 17 projetos de inovação na mineração que solicitam R$ 248,6 milhões em recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

As propostas estão vinculadas à chamada pública Transformação Mineral, voltada ao desenvolvimento de tecnologias para minerais críticos e estratégicos, redução de emissões e modernização dos processos da indústria mineral brasileira.

Os números foram divulgados em 28 de outubro de 2026 pelo Diário do Comércio, em levantamento que detalha os pedidos apresentados por empresas mineiras.

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As propostas estavam em análise na data da publicação, o que significa que os valores solicitados ainda não representavam recursos aprovados ou garantidos às participantes.

A seleção integra o programa Finep Mais Inovação Brasil e possui orçamento atualizado de R$ 500 milhões, conforme a página oficial da agência.

Representantes da Finep durante apresentação de linhas de apoio à indústria mineral, realizada em Salvador, em setembro de 2026. Crédito: Reprodução/Brasil Mineral

Empresas de todo o país podem participar, desde que atendam aos requisitos previstos no edital e apresentem projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

O financiamento é oferecido na modalidade de subvenção econômica, em que os recursos concedidos não precisam ser devolvidos nas condições estabelecidas pelo programa.

A proposta é apoiar tecnologias que envolvam riscos de desenvolvimento e que possam ser utilizadas em diferentes etapas da cadeia mineral.

Tecnologias sustentáveis concentram a maior parcela dos recursos solicitados em Minas Gerais

Entre os projetos mineiros, a maior demanda financeira está na área de tecnologias sustentáveis para mineração, que reúne sete propostas e aproximadamente R$ 106,3 milhões em pedidos de apoio.

Essa linha contempla o desenvolvimento de soluções voltadas à atividade mineradora, incluindo tecnologias relacionadas à segurança operacional, ao aproveitamento de materiais e à melhoria dos processos industriais.

Na sequência aparecem os projetos associados a minerais e materiais críticos e estratégicos para a transição energética e descarbonização. São outras sete propostas, que somam R$ 84,4 milhões.

O programa busca incentivar o desenvolvimento de insumos, materiais e componentes com aplicações industriais, especialmente em cadeias produtivas ligadas à transição energética.

Entre os temas contemplados pela Finep estão tecnologias de separação e refino de terras raras e reciclagem de baterias.

Planta piloto do Projeto Caldeira, em Minas Gerais, utilizada no desenvolvimento de processos de separação e beneficiamento de terras raras. – Crédito: Reprodução/Brasil Mineral

As duas propostas mineiras classificadas na área de descarbonização da transformação mineral solicitam R$ 48,4 milhões.

Já a mineração urbana, relacionada à recuperação e ao reaproveitamento de materiais presentes em produtos e resíduos, aparece com um projeto de R$ 9,5 milhões.

Embora o edital também contemple uma linha específica para ímãs de terras raras, nenhuma das 17 propostas mineiras em análise estava enquadrada nessa categoria, segundo o levantamento divulgado pelo Diário do Comércio.

A distribuição mostra que os pedidos de Minas Gerais estão concentrados principalmente no desenvolvimento de materiais estratégicos e em tecnologias aplicadas à própria atividade mineradora, sem se limitar à ampliação da extração mineral.

Mineradora Concreluz lidera os pedidos de financiamento à Finep

Entre as empresas de Minas Gerais que apresentaram propostas, a Mineradora Concreluz possui o maior pedido individual, de R$ 36,4 milhões, destinado a um projeto classificado na linha de tecnologias sustentáveis para mineração.

A segunda maior solicitação identificada no levantamento pertence à TGA Tech Gestão Ambiental, que busca R$ 28,4 milhões para uma iniciativa relacionada à descarbonização da transformação mineral.

Também aparecem entre os maiores valores o Projeto Hexágono Consultoria e Engenharia, com R$ 21,4 milhões, e a PLS Brasil, que solicita R$ 20 milhões.

A Mineração Terras Raras completa o grupo das cinco maiores solicitações, com um pedido próximo de R$ 20 milhões para uma proposta enquadrada na linha de minerais e materiais críticos e estratégicos.

Apesar da divulgação dos montantes, não foram apresentados detalhes técnicos suficientes para descrever individualmente as soluções propostas por essas cinco empresas.

A aprovação depende da avaliação realizada pela Finep, que considera requisitos de enquadramento e mérito técnico. Portanto, o valor solicitado por uma companhia não corresponde necessariamente ao montante que poderá ser concedido.

O edital também exige que os projetos sejam executados por empresas em parceria com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), aproximando o desenvolvimento industrial das atividades de pesquisa.

Projeto de empresa ligada à Vale já recebeu aprovação de R$ 6,3 milhões

Enquanto os 17 projetos aguardavam avaliação no levantamento de outubro, uma proposta mineira já havia recebido aprovação de recursos na chamada Transformação Mineral.

Trata-se de uma iniciativa da Circlua, empresa controlada pela Vale, que obteve aproximadamente R$ 6,3 milhões em subvenção econômica para desenvolver uma tecnologia de aproveitamento de resíduos da mineração.

O projeto prevê a criação e a validação de ligantes geotécnicos de baixo carbono, utilizando materiais provenientes da atividade mineradora como matéria-prima para desenvolver um produto com características semelhantes às do cimento.

Segundo Henrique Vasquez, identificado pelo Diário do Comércio como gerente do Departamento de Indústria de Base e Extrativa Sustentáveis da Finep, o apoio aprovado corresponde a 50% do valor total previsto para a iniciativa.

Entre as aplicações previstas para o material estão a pavimentação de áreas internas de complexos mineradores, a estabilização de pilhas e a utilização em infraestrutura rodoviária.

A proposta também considera possibilidades de aplicação comercial fora do Brasil, incluindo operações mineradoras na África, na Austrália e na Índia.

Essas utilizações, no entanto, fazem parte do potencial apresentado para a tecnologia e não devem ser confundidas com contratos comerciais já confirmados.

O projeto está associado à linha de descarbonização da transformação mineral e busca desenvolver alternativas para o aproveitamento de materiais que resultam das operações de mineração.

Finep amplia orçamento para R$ 500 milhões e mantém prazo aberto até novembro

A chamada Transformação Mineral foi lançada em fevereiro de 2026 com orçamento inicial de R$ 200 milhões. Desde então, passou por alterações nos recursos disponíveis e no prazo de apresentação das propostas.

O montante chegou a R$ 500 milhões, aumento de 150% em relação à previsão inicial, conforme informou o Diário do Comércio. O valor também aparece na página atualizada da seleção pública, disponível no portal oficial da Finep.

O prazo para novas inscrições foi prorrogado para 30 de novembro de 2026, até as 18h, no horário de Brasília. As empresas interessadas precisam apresentar as propostas pela plataforma de financiamento da agência.

A seleção funciona em fluxo contínuo, com análise das propostas conforme sua entrada e possibilidade de contratação dos projetos aprovados durante a vigência do programa.

Os recursos estão sujeitos às condições e à disponibilidade orçamentária previstas no edital.

Em comunicado oficial, a Finep também esclareceu que os projetos devem envolver desenvolvimento tecnológico, e não apenas a aplicação de soluções já consolidadas.

Entre as exigências está o enquadramento em níveis específicos de maturidade tecnológica, conforme a linha temática escolhida.

A ampliação do programa ocorre após a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), instituída pela Lei nº 15.506, sancionada em 16 de setembro de 2026.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a política estabelece mecanismos para incentivar pesquisa, beneficiamento, transformação industrial e mineração urbana, com o objetivo de ampliar o valor agregado aos recursos minerais produzidos no Brasil.

A legislação também criou o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, responsável por coordenar e acompanhar diretrizes e projetos prioritários relacionados ao setor.

No caso da chamada da Finep, a continuidade das avaliações e a contratação dos projetos dependerão do cumprimento das exigências técnicas e administrativas do programa.

Para as empresas mineiras, os R$ 248,6 milhões permanecem como valor solicitado, sem confirmação de aprovação integral das 17 propostas.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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