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Mineradora canadense compra 442,7 hectares na Bahia por US$ 1,1 milhão e amplia projeto de sílica de alta pureza para produção de vidro solar

Mineradora canadense compra 442,7 hectares na Bahia por US$ 1,1 milhão e amplia projeto de sílica de alta pureza para produção de vidro solar

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Mineradora canadense compra 442,7 hectares na Bahia por US$ 1,1 milhão e amplia projeto de sílica de alta pureza para produção de vidro solar

Escrito por Ana Alice

Publicado em 02/11/2026 às 23:40

Mineração

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Homerun Resources compra 442,7 hectares na Bahia por US$ 1,1 milhão para ampliar projeto de sílica de alta pureza e produção de vidro solar. – Imagem: Ilustrativa via I.A

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Aquisição de propriedade no sul da Bahia amplia os planos de uma mineradora canadense para exploração de sílica de alta pureza, processamento industrial e fabricação de vidro destinado ao mercado de energia solar.

A mineradora canadense Homerun Resources concluiu a compra de uma propriedade de 442,7 hectares em Belmonte, no sul da Bahia, por US$ 1,1 milhão, ampliando seu controle sobre áreas destinadas ao desenvolvimento de projetos de sílica de alta pureza.

A aquisição integra os planos da companhia para instalar unidades de purificação mineral, processamento industrial e fabricação de vidro utilizado em painéis solares.

O negócio envolve a Fazenda Conjunto São José e Nova Esperança, localizada no distrito de Santa Maria Eterna, região que concentra recursos de areia de sílica.

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Atividade de extração de areia silicosa em Santa Maria Eterna, distrito de Belmonte, na Bahia, região que concentra projetos de aproveitamento industrial do mineral. Crédito: Divulgação / Bahia Dia a Dia

A conclusão da transação foi anunciada pela empresa em 21 de outubro de 2026, após a quitação das obrigações financeiras previstas no contrato.

Segundo comunicado oficial da Homerun Resources, o pagamento incluiu US$ 500 mil em dinheiro e a emissão de 864.055 ações ordinárias da companhia, já entregues como parte da operação.

A empresa confirmou que todos os compromissos relacionados à compra foram cumpridos.

A propriedade fica ao lado de uma área de 64 hectares onde a mineradora já possui direitos de superfície de longo prazo para desenvolver instalações industriais.

Com a nova aquisição, a Homerun amplia sua disponibilidade de terrenos em uma região considerada prioritária para seus projetos de mineração e transformação da sílica.

Compra na Bahia amplia controle da Homerun sobre áreas de mineração

A aquisição representa mais uma etapa da atuação da Homerun em Santa Maria Eterna, onde a companhia vem reunindo direitos minerários, contratos de fornecimento e propriedades destinadas à infraestrutura industrial.

O terreno comprado também apresenta sobreposição geográfica com áreas vinculadas a outros projetos minerais.

Conforme a empresa, a propriedade abrange aproximadamente 59% da área das reivindicações Silica Del Pietro e 27,5% da área CBPM/Jundu.

Essa sobreposição não significa que todos os direitos de exploração mineral dessas áreas tenham sido adquiridos.

A operação envolve a propriedade rural e direitos específicos previstos no contrato, enquanto a exploração dos recursos minerais depende dos respectivos títulos e autorizações.

A companhia informou que o terreno permitirá organizar futuras instalações de beneficiamento, processamento, logística e outras atividades necessárias ao desenvolvimento industrial no distrito.

Um detalhe relevante é que a área efetivamente adquirida ficou menor do que a inicialmente anunciada.

Em fevereiro de 2026, quando apresentou o acordo de compra, a Homerun informou que a negociação envolvia 582 hectares.

Após a revisão dos documentos rurais registrados e dos limites da propriedade, confirmou que a transação concluída corresponde a 442,7 hectares.

O novo número substitui oficialmente a dimensão divulgada no início das negociações, conforme esclarecimento apresentado pela própria companhia em outubro.

Mapa elaborado pela Homerun Resources identifica áreas minerais e terrenos relacionados ao desenvolvimento do projeto de sílica no distrito de Santa Maria Eterna, em Belmonte. Crédito: Homerun Resources / Fabrício Santos

Projeto de sílica de alta pureza possui milhões de toneladas em recursos minerais

O interesse da Homerun pela região está relacionado às características da areia de sílica encontrada em Santa Maria Eterna, utilizada como matéria-prima em diferentes processos industriais.

A sílica é composta principalmente por dióxido de silício (SiO₂). Dependendo de sua pureza e das características do material, pode ser empregada na fabricação de vidros especiais, componentes industriais e produtos destinados a tecnologias de energia solar.

No caso de Belmonte, a mineradora possui um projeto com 25,56 milhões de toneladas de recursos minerais medidos e 38,35 milhões de toneladas de recursos inferidos, com teor de dióxido de silício superior a 99,6%.

Os números foram apresentados em um relatório técnico divulgado em abril de 2025, elaborado segundo o padrão canadense NI 43-101, utilizado para a divulgação de informações sobre projetos minerais.

De acordo com o relatório de recursos minerais da Homerun, os estudos envolveram 254 furos de sondagem, análises laboratoriais e a elaboração de um modelo geológico tridimensional.

Essas estimativas dizem respeito aos recursos minerais avaliados tecnicamente e não devem ser confundidas com reservas economicamente comprovadas.

A mineradora também informou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) aprovou, em agosto de 2025, o relatório final de pesquisa referente à área arrendada da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).

Em novembro daquele ano, a agência emitiu o título de lavra nº 743, relacionado à estrutura contratual de 40 anos estabelecida para a exploração de areia de sílica na região de Belmonte.

Fábrica de vidro solar está entre os projetos da companhia na Bahia

A aquisição dos 442,7 hectares faz parte de uma estratégia que pretende conectar a exploração mineral à fabricação de produtos industriais de maior valor agregado.

Entre os empreendimentos planejados pela Homerun está uma fábrica de vidro solar com capacidade nominal de processamento de 1.000 toneladas por dia, projetada para produzir materiais utilizados em módulos fotovoltaicos.

Em maio de 2026, a companhia divulgou os resultados de um estudo de viabilidade bancável para o empreendimento, elaborado com base em projeções de produção, custos operacionais e investimentos necessários.

O documento estimou investimento inicial de aproximadamente US$ 396,5 milhões, sem determinados tributos locais, e capacidade de produção de vidro solar de cerca de 288,3 mil toneladas anuais a partir do quinto ano de operação.

A previsão apresentada no estudo considera início das operações em 2028, condicionado à execução das etapas necessárias para a implantação industrial.

Segundo o estudo de viabilidade divulgado pela Homerun em maio de 2026, a instalação foi projetada para fabricar vidro solar sem adição de antimônio, utilizando tecnologias destinadas ao processamento da sílica e à produção de materiais para a indústria fotovoltaica.

O planejamento também contempla cooperação com o grupo alemão Sorg, especializado em equipamentos e tecnologias para fabricação de vidro.

Em janeiro de 2026, as empresas anunciaram uma carta de intenções para desenvolver a unidade industrial em Santa Maria Eterna.

O instrumento previa a negociação de um contrato definitivo, condicionado ao avanço do financiamento e dos estudos do projeto.

A conclusão da compra do terreno não representa o início automático da construção da fábrica.

O empreendimento continua sujeito a etapas de engenharia, licenciamento, financiamento e implantação, conforme informado pela mineradora.

Parceria com empresa brasileira integra plano de produção de sílica

Além da aquisição de terrenos e do desenvolvimento da fábrica de vidro solar, a Homerun mantém negociações para estruturar o fornecimento de areia de sílica na Bahia.

Em março de 2026, a companhia anunciou a assinatura de uma carta de intenções comerciais com a Jundu Ltda., empresa brasileira que atua na extração e no processamento de minerais industriais.

A proposta envolve o fornecimento, o beneficiamento e a comercialização de areia de sílica de alta pureza proveniente de Santa Maria Eterna.

O entendimento inicial considera diferentes aplicações industriais, incluindo a produção de vidro solar e o fornecimento de sílica purificada para outros segmentos.

Segundo o comunicado sobre a parceria entre Homerun e Jundu, a proposta comercial contempla volumes conjuntos de até 365 mil toneladas por ano, distribuídos entre diferentes destinos industriais.

O documento prevê que a Jundu possa participar das atividades de extração e processamento inicial, aproveitando instalações já existentes no distrito mineral.

A carta de intenções, entretanto, foi apresentada como um instrumento não vinculante.

Portanto, os volumes mencionados representam parâmetros de planejamento, e não uma produção anual efetivamente contratada ou garantida.

A conclusão da compra da Fazenda Conjunto São José e Nova Esperança acrescenta uma propriedade de 442,7 hectares à estrutura territorial da Homerun, que já reúne arrendamentos minerais, direitos de superfície e acordos comerciais na região.

No comunicado de outubro, Brian Leeners, diretor-presidente da Homerun Resources, afirmou que a aquisição reforça a base física e jurídica necessária ao desenvolvimento industrial da companhia em Santa Maria Eterna.

A mineradora mantém o plano de avançar na transformação da areia de sílica em materiais industriais, enquanto a implantação das instalações previstas dependerá do cumprimento das exigências técnicas, financeiras e regulatórias de cada empreendimento.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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