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Montadores do consórcio TEM Boaventura puseram de pé em Itaboraí (RJ) um reator de 997 toneladas, o primeiro da unidade que vai tirar diesel S-10 e QAV do petróleo pesado

Montadores do consórcio TEM Boaventura puseram de pé em Itaboraí (RJ) um reator de 997 toneladas, o primeiro da unidade que vai tirar diesel S-10 e QAV do petróleo pesado

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Montadores do consórcio TEM Boaventura puseram de pé em Itaboraí (RJ) um reator de 997 toneladas, o primeiro da unidade que vai tirar diesel S-10 e QAV do petróleo pesado

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 05/11/2026 às 04:55

Atualizado em 05/11/2026 às 05:20

Petróleo e Gás

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O consórcio TEM Boaventura ergueu e posicionou o primeiro reator da unidade de hidrocraqueamento catalítico do Complexo de Energias Boaventura, o antigo Comperj, em Itaboraí (RJ).

O equipamento pesa cerca de 997 toneladas. Para colocá-lo de pé, as equipes usaram o PT50, apontado como o maior guindaste terrestre em operação na América Latina, com capacidade nominal de 2 mil toneladas.

O consórcio é formado pelas empresas Tenenge, EGTC e Mota-Engil, segundo o Petronotícias.

Para que serve o reator.

A unidade de hidrocraqueamento catalítico, conhecida pela sigla HCC, processa as frações mais pesadas do petróleo e as transforma em produtos de maior valor.

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Os principais são o diesel S-10, de baixo teor de enxofre, e o querosene de aviação, o QAV, que abastece os aviões comerciais.

Na prática, é a peça que transforma a parte mais difícil do barril em combustível que o país hoje ainda precisa importar em parte.

Equipes acompanham o içamento do reator no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ) (Divulgação/Consórcio TEM Boaventura, via Petronotícias)

Como a peça foi posta de pé.

O reator chegou deitado. Para virá-lo na vertical, o consórcio usou um tailing frame montado sobre SPMTs, os transportadores modulares autopropelidos usados para mover cargas gigantes.

O tailing frame é uma estrutura metálica auxiliar que segura, guia e gira a parte de baixo da peça, a chamada cauda, enquanto o guindaste levanta o topo.

Segundo o consórcio, o sistema dá controle, estabilidade e segurança em todas as etapas da movimentação, uma manobra que exigiu um longo trabalho de planejamento e engenharia.

O guindaste de 2 mil toneladas.

O PT50 tem capacidade nominal de 2.000 toneladas, o dobro do peso do reator. O uso do equipamento, segundo as empresas, mostra o tamanho e a complexidade técnica da operação.

Nas fotos divulgadas, aparecem as lanças vermelhas do guindaste e dezenas de trabalhadores acompanhando a subida da peça no canteiro.

O que diz o consórcio.

“O içamento do primeiro reator representa um marco muito importante para o projeto e é resultado do esforço conjunto de dezenas de profissionais envolvidos nas etapas de planejamento, engenharia e execução”, disse Antenor de Castro.

Castro é o diretor do contrato. “Uma operação dessa magnitude demonstra a competência das nossas equipes e reforça a confiança no sucesso do empreendimento”, completou, segundo a TN Petróleo.

O consórcio afirma que a conclusão da manobra representa um avanço significativo no cronograma da obra.

O reator já de pé, ao lado da lança do guindaste PT50 (Divulgação/Consórcio TEM Boaventura, via Petronotícias)

O projeto por trás da obra.

A unidade faz parte do Projeto Refino Boaventura. Em outubro de 2025, a Petrobras assinou cinco contratos de R$ 9,6 bilhões para construir as unidades do projeto em Itaboraí.

O plano prevê integrar o complexo à Refinaria Duque de Caxias, a Reduc, e aumentar a produção de derivados de maior valor e baixo teor de enxofre.

Entre as metas divulgadas pela estatal estavam 20 mil barris por dia de QAV e 12 mil barris por dia de lubrificantes do Grupo II, como mostrou o Click Petróleo e Gás na época da assinatura.

Duas unidades inéditas.

O projeto inclui duas unidades novas: a de hidrocraqueamento catalítico, que recebeu agora o primeiro reator, e uma de desparafinação por isomerização com hidrogênio, a HIDW, ligada aos lubrificantes.

Na assinatura dos contratos, as duas foram apresentadas como unidades inéditas no complexo.

Do Comperj ao Boaventura.

O complexo nasceu como Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj, ficou anos com obras paradas e passou por mudanças de projeto e de nome até virar Complexo de Energias Boaventura.

Vagas no mesmo canteiro.

Nesta semana, outro consórcio que atua no complexo, o HC², formado pela Heftos e pela Colares Linhares, abriu uma seleção para 27 cargos, de ajudante a engenheiro.

A lista inclui soldadores, montadores de andaime, encanadores industriais, eletricistas e instrumentistas.

O que vem depois.

O reator içado agora é o primeiro da unidade de HCC. O consórcio não informou quantos reatores ainda faltam subir nem a data prevista para a partida da unidade.

A Petrobras também não divulgou um novo cronograma para o início da produção de diesel e QAV em Itaboraí.

Você acredita que o antigo Comperj vai finalmente produzir diesel e querosene de aviação depois de tantos anos parado? Conta pra gente nos comentários.

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Fontes

Tenenge, Mota-Engil e EGTC içam com sucesso o primeiro reator do HCC do antigo Comperj, o Complexo Boa Ventura

Consórcio TEM Boaventura realiza içamento do primeiro reator da Unidade de HCC


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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