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Moradores de Palmeirópolis (TO) têm sob a argila do município disprósio e térbio em 15 de 42 furos acima de 750 ppm, e a Alvo Minerals só promete a primeira estimativa de recursos para 2027

Moradores de Palmeirópolis (TO) têm sob a argila do município disprósio e térbio em 15 de 42 furos acima de 750 ppm, e a Alvo Minerals só promete a primeira estimativa de recursos para 2027

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Moradores de Palmeirópolis (TO) têm sob a argila do município disprósio e térbio em 15 de 42 furos acima de 750 ppm, e a Alvo Minerals só promete a primeira estimativa de recursos para 2027

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 05/11/2026 às 04:00

Atualizado em 05/11/2026 às 04:30

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Novas sondagens da mineradora australiana Alvo Minerals em Palmeirópolis, no sul do Tocantins, estenderam por até dois quilômetros a ocorrência de terras raras no Projeto Bluebush, numa área de cerca de 6,5 quilômetros quadrados.

Os resultados de 42 furos de sondagem foram divulgados pela empresa na segunda-feira (2) e repercutiram na imprensa tocantinense entre terça e quarta-feira.

A mineralização segue para o sul e para o oeste do prospecto Boa Vista, dentro do Projeto Bluebush. É ali, sob a argila do cerrado, que a empresa procura os elementos usados em ímãs de alto desempenho.

Amostra de argila em área de pesquisa no sul do Tocantins. Foto: reprodução/Jornal Opção Tocantins

15 dos 42 furos passaram de 750 ppm.

Dos 42 furos analisados, 15 apresentaram intervalos com concentração acima de 750 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras, segundo os dados divulgados pela mineradora.

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A medida em ppm indica quantos gramas do óxido existem em cada tonelada de material. Em 750 ppm, são 750 gramas de óxidos de terras raras por tonelada de argila.

A empresa também informou que as concentrações de disprósio e térbio foram maiores em profundidades mais elevadas, dado que pode orientar onde furar nas próximas campanhas.

Disprósio e térbio são os nomes que importam.

Entre os elementos identificados estão o disprósio e o térbio, chamados de terras raras pesadas. Eles entram na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho.

Esses ímãs estão nos motores de carros elétricos, em equipamentos industriais e em tecnologias de defesa. A oferta mundial desses elementos é concentrada, o que explica o interesse em novas áreas no Brasil.

Encontrar disprósio e térbio é o que separa um depósito comum de um depósito que chama a atenção do mercado, porque eles valem mais por quilo do que as terras raras leves.

As ações subiram 26,87% em Sydney.

A notícia mexeu com o mercado financeiro. Segundo o portal Atitude Tocantins, as ações da Alvo Minerals subiram 26,87% na Bolsa de Sydney, na Austrália, depois da divulgação dos resultados.

A Alvo é uma empresa de exploração mineral com projetos no Brasil e mantém Palmeirópolis como uma de suas frentes de pesquisa de terras raras.

Ainda não é reserva nem mina.

Apesar do salto na bolsa, o Bluebush está em fase de pesquisa mineral. Os resultados das sondagens não representam uma reserva comprovada nem garantem que haverá produção comercial.

Em outras palavras, há sinal de minério no subsolo de Palmeirópolis, mas ninguém sabe ainda quanto existe, quanto custaria tirar e se a conta fecha.

Para responder a essas perguntas, a empresa precisa de mais furos, de uma estimativa formal de recursos e de testes para saber se os elementos podem ser separados da argila.

Mais de 100 furos esperam resultado.

A Alvo informou que mais de 100 furos de sondagem ainda aguardam análise de laboratório. Esses dados devem mostrar melhor a distribuição dos minerais e o tamanho da ocorrência.

A campanha faz parte de uma nova etapa de investigação no prospecto Boa Vista, que já vinha sendo estudado pela empresa no município.

A primeira estimativa de recursos fica para 2027.

A mineradora pretende apresentar a primeira estimativa de recursos minerais do Projeto Bluebush em 2027. É esse documento que vai indicar a quantidade e a distribuição dos minerais.

Outra etapa prevista são os testes metalúrgicos, que avaliam como as terras raras podem ser separadas e recuperadas das argilas. Sem eles, não dá para saber se existe aproveitamento econômico.

Em depósitos de argila, a recuperação no laboratório costuma ser o teste que decide se o projeto anda ou para, porque define quanto do metal sai de fato da terra.

Palmeirópolis entra no mapa das terras raras.

Palmeirópolis fica no sul do Tocantins, perto da divisa com Goiás, e passou a aparecer no noticiário mineral por causa do Projeto Bluebush.

O Tocantins já tinha outros projetos de terras raras em estudo, como o CPG mostrou ao contar que o solo do Tocantins guarda projetos que miram o mercado global de terras raras.

Para os moradores, o que muda por enquanto é o movimento de sondas e equipes de campo. Emprego em mina, royalties e arrecadação só entram na conversa se a pesquisa virar projeto.

Você acha que o sul do Tocantins pode virar um novo polo de terras raras ou ainda é cedo para apostar nisso?

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Fontes

Novas sondagens apontam extensão de jazida de terras raras em projeto no sul do Tocantins

Mineradora australiana amplia pesquisa por terras raras em Palmeirópolis, no sul do Tocantins


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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