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Negócio de pão delícia aberto com R$ 10 mil em São Paulo chega a faturar R$ 300 mil por mês, multiplica a produção por 20 e descobre que a caixa de 12 pães atrapalhava as vendas

Negócio de pão delícia aberto com R$ 10 mil em São Paulo chega a faturar R$ 300 mil por mês, multiplica a produção por 20 e descobre que a caixa de 12 pães atrapalhava as vendas

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Negócio de pão delícia aberto com R$ 10 mil em São Paulo chega a faturar R$ 300 mil por mês, multiplica a produção por 20 e descobre que a caixa de 12 pães atrapalhava as vendas

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 06/11/2026 às 23:33

Atualizado em 06/11/2026 às 23:34

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Juliana Sena, fundadora da Oxe Pãozinho, e o pão delícia que levou de Salvador para São Paulo. Foto: Reprodução/Instagram

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A Oxe Pãozinho somou R$ 50 mil entre investimento inicial e reforma, levou a produção de pão delícia de 150 para 3 mil pães por dia e agora quer uma fábrica maior antes de franquear. Reunimos os valores declarados e fizemos a conta da produção.

A Oxe Pãozinho, marca de pão delícia com duas lojas na capital paulista, chega a faturar R$ 300 mil por mês, segundo a reportagem da Exame de 03/11/2026. Esse é o topo da régua: a fundadora, Juliana Sena, disse que a receita muda de um mês para outro. O negócio saiu de R$ 10 mil de investimento inicial, de acordo com a PEGN, e recebeu depois R$ 40 mil de reforma para montar a fábrica.

O começo foi em um apartamento. Juliana, baiana formada em design de moda, tinha saído de Salvador para fazer pós-graduação em São Paulo e pedido demissão para entrar em outra empresa de moda quando a pandemia travou a contratação. Sem trabalho, foi para a cozinha e voltou a uma receita de casa, o pão delícia.

Em abril, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios tinha publicado outro número para o mesmo negócio: faturamento médio de R$ 200 mil por mês. Um é média, o outro é o máximo, e os dois ajudam a dimensionar o tamanho desse negócio.

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Quanto custou começar um negócio de pão delícia em casa?

Antes de vender, Juliana Sena fez uma rodada de testes entre primos baianos. Queria saber se o pão delícia estava bom ou se a saudade estava pesando na avaliação. Vieram elogios e críticas, e a receita foi ajustada.

O lançamento atropelou o plano. Uma prima postou o pão delícia nas redes sociais e marcou o contato de Juliana, e três interessados apareceram. Ela ainda não tinha como receber pedidos, mas criou a marca, comprou embalagens e foi produzir.

No apartamento, era ela para tudo: batia a massa, ralava o queijo à mão, fotografava e vendia. A batedeira de R$ 300 veio do dinheiro da rescisão do emprego anterior. “Eu batia a massa na mão, ralava o queijo na mão, e meu forno assava só 16 pães por vez”, contou ao Alô Alô Bahia.

O queValor declaradoOnde saiuBatedeiraR$ 300Exame e PEGNInvestimento inicial totalR$ 10 milPEGNReforma para montar a fábricaR$ 40 milExame e PEGNFaturamento médio por mêsR$ 200 milPEGN, abril de 2026Faturamento mensal máximoR$ 300 milExame, novembro de 2026

Somados, o investimento inicial e a reforma dão R$ 50 mil, um quarto de um mês médio de vendas. A reforma nasceu de uma exigência: para fornecer a empresas, a Oxe Pãozinho precisava cumprir regras sanitárias e de documentação.

Faturamento é o que entra no caixa antes de pagar salário, aluguel e ingrediente. E o caixa, por muito tempo, foi curto. “A maior parte dos investimentos que a gente fez, na hora, não fazia sentido financeiramente. A gente não tinha caixa para isso”, disse Juliana Sena à Exame, ao lembrar do imóvel alugado e do primeiro funcionário.

Esse funcionário foi o chef paulistano Marcelo Pires, de acordo com a PEGN. Em abril, a equipe já tinha 18 pessoas e 12 sabores no cardápio.

Quantos pães por dia a Oxe Pãozinho produz em São Paulo?

A escala aparece melhor em linha do tempo, com os números publicados pela PEGN:

A produção da marca chegou a 3 mil pães por dia em novembro de 2025, com sabores doces e salgados. Foto: Reprodução/Alô Alô Bahia
QuandoProdução por diaMaio de 2020150 pãesCinco meses depoiscerca de 300 pãesJunho de 2021500 pãesAgosto de 20231,5 mil itensNovembro de 20253 mil pães

De 150 para 3 mil, a produção foi multiplicada por 20 em cerca de cinco anos e meio. Dá para fazer outra conta de padaria com o tíquete médio de R$ 70 informado em abril: um mês de R$ 200 mil corresponde a umas 2.857 compras, ou cerca de 95 por dia em um mês de 30 dias. É uma aproximação, porque a mesma marca vende um pão solto no balcão e caixa para empresa.

O começo se apoiou na saudade. “Os primeiros clientes foram baianos com saudade de casa. O pão delícia é mais que um alimento, é memória afetiva pura. As pessoas choravam ao comer”, disse ela ao Alô Alô Bahia. Só que esse público tem tamanho, e muitos paulistanos nunca tinham ouvido falar do produto.

Por que a caixa de 12 pães atrapalhava as vendas em São Paulo?

A menor embalagem da Oxe Pãozinho tinha 12 unidades. Para quem cresceu comendo pão baiano, normal. Para quem nunca tinha visto, era muita coisa na primeira compra.

A marca também usa o nome Oxe Padaria Baiana nas lojas da capital paulista. Foto: Reprodução/Alô Alô Bahia

Os vizinhos da produção, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, viam as caixas saindo, perguntavam o que era e iam embora sem provar. A solução foi transformar um espaço vazio em uma pequena loja, aberta em agosto de 2023, em que dava para levar um único pão. Foi o primeiro ponto físico da marca, que também aparece como Oxe Padaria Baiana.

A entrada no iFood mudou a concorrência do pão baiano. “Eu vou concorrer com cookie, eu vou concorrer com brownie, eu vou concorrer com a fatia de bolo”, resumiu a fundadora à Exame.

O cardápio foi atrás do novo cliente. A carne louca, sabor conhecido do paulistano, virou um dos recheios mais vendidos, e isso causou estranhamento entre baianos acostumados à versão de queijo. Juliana manteve a aposta: quem não cresceu com aquele pão precisa de outro motivo para comprar.

A segunda loja, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, levou a ideia para o café da manhã e para os sanduíches, com pão delícia servido com ovos mexidos ou catupiry na chapa. A da Vila Olímpia continua como loja de fábrica, com operação menor.

O que falta para o pão baiano virar franquia?

Interessado já existe, conta Juliana. A Oxe Pãozinho também recebe pedidos para chegar a Mooca e Alphaville, inclusive de clientes que gostariam de comprar mais e esbarram no preço do frete.

A ordem dela é outra: primeiro uma fábrica maior, com a produção concentrada e os processos organizados, e só depois as franquias. “Franquear, a gente precisa estar estruturando essa empresa internamente”, disse à Exame.

O dinheiro que ela quer agora está nas encomendas grandes, para reunião de trabalho e festa, um hábito que em Salvador já é comum em casamentos e eventos de empresa. Pinheiros funciona como porta de entrada: o cliente toma café, prova um sanduíche e pode voltar pedindo em quantidade.

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pão delícia, Oxe Pãozinho, Juliana Sena, pão baiano, São Paulo, empreendedorismo, padaria, Vila Olímpia, Pinheiros


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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