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Painel do BYD King marcou 19,6 km/l, mas a bomba mostrou 18 km/l: teste na estrada gastou R$ 117,78 em mais de 350 km e expõe diferença de 8% no computador de bordo
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 05/11/2026 às 22:09
Atualizado em 05/11/2026 às 22:10
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O autor do teste desconfiou do número na tela do BYD King e foi conferir no posto. Calculamos quanto essa diferença pesa em litros e em reais, e explicamos por que o resultado não pode ser comparado com os 44 km/l que ficaram famosos.
Entre o painel e a bomba, o BYD King perdeu 1,6 km/l. No teste em rodovia publicado pelo canal Tom Oliveira em 11/10/2026, o computador de bordo marcou 19,6 km/l, e a média refeita no abastecimento ficou em 18 km/l.
“Duvidei do computador de bordo”, escreve o autor na descrição do vídeo. O gasto total informado foi de R$ 117,78 para mais de 350 km rodados.
A diferença equivale a 8,2% do que o painel mostrava (conta nossa). Parece pouco, e num único trecho é mesmo.
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Quanto os 8% do computador de bordo pesam no bolso?
Tomando 350 km como base, os 19,6 km/l da tela dariam 17,9 litros. Os 18 km/l da bomba dão 19,4 litros (conta nossa).
Dividindo os R$ 117,78 por esses 19,4 litros, o preço fica perto de R$ 6,06 por litro. É uma aproximação nossa, já que a quilometragem exata passou de 350 km e o preço pago não aparece na descrição.
O erro de leitura vale R$ 28 a cada 1.000 km, longe de ser um rombo. Ele pesa mais em outra hora: quando o motorista usa o computador de bordo para decidir se chega ao próximo posto. Nesse teste, a tela prometeu mais quilômetros do que a bomba confirmou.
Por quilômetro, o trecho saiu por no máximo R$ 0,34 (conta nossa). O teto vem da divisão por 350 km; como o autor fala em mais do que isso, o custo real fica um pouco abaixo.
Por que o BYD King não fez os 44 km/l da etiqueta?
O número que ficou famoso é de outra medida. Em 2024, a CNN Brasil explicou que os até 44,2 km/l do BYD King valem “sem usar combustível”. É o gasto de energia no modo elétrico, convertido para a unidade que o motorista conhece.
Na tabela de 2026 do Inmetro, as duas contas aparecem em colunas separadas. A gasolina fica num patamar, a eletricidade em outro.
A Webmotors lembrou em outubro que o quilômetro por litro equivalente não mede gasolina queimada. O resultado de quem dirige também varia com a carga da bateria, o trânsito, a velocidade e o estilo de condução.
Os 18 km/l da bomba batem a etiqueta do Inmetro?
Na comparação direta com a coluna de gasolina na estrada da versão GS, sim. Os 18 km/l ficam 39,5% acima dos 12,9 km/l do Inmetro (conta nossa). Pela etiqueta, o mesmo trecho pediria 27,1 litros, ou cerca de R$ 164 no preço aproximado.
Só que a comparação tem um furo que o leitor precisa conhecer. A descrição do vídeo não diz qual versão foi usada nem quanto a bateria ajudou. Num híbrido plug-in, a energia da tomada entra no resultado sem aparecer na bomba.
Por isso, os R$ 117,78 são o gasto com o qual o teste foi fechado, e não o custo de um BYD King rodando só com o motor a combustão.
O teste completo está no vídeo, de pouco mais de 8 minutos.
Assista o vídeo
Como conferir o computador de bordo no próprio carro?
A conferência do teste cabe em qualquer carro e não exige aparelho. Basta completar o tanque, zerar o hodômetro parcial, rodar e completar de novo, de preferência na mesma bomba.
Depois, é só dividir os quilômetros pelos litros da segunda abastecida e comparar com a tela. Em híbrido plug-in, vale anotar também a carga da bateria na saída e na chegada, para saber quanto da viagem veio da tomada.
Um único tanque não fecha a questão. O teste mostra o que aconteceu naquele trecho, naquele dia, e não é uma medição de laboratório como a do Inmetro.
Para quem está olhando o sedã, a Webmotors lista o BYD King 2027 de R$ 172.990 a R$ 175.990.
Tags
BYD King, consumo real, híbrido plug-in, computador de bordo, Inmetro, km/l, BYD, sedã híbrido, teste na estrada
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

