Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Petrobras avança com projeto de nova plataforma FPSO para revitalizar o campo de Tupi e pretende reutilizar engenharia da P-68, que já opera na Bacia de Santos

Petrobras avança com projeto de nova plataforma FPSO para revitalizar o campo de Tupi e pretende reutilizar engenharia da P-68, que já opera na Bacia de Santos

Faça um comentário

3 min de leitura

Petrobras avança com projeto de nova plataforma FPSO para revitalizar o campo de Tupi e pretende reutilizar engenharia da P-68, que já opera na Bacia de Santos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 07/11/2026 às 10:42

Atualizado em 07/11/2026 às 10:46

Setor Offshore

Grupo

Imagem: Petrobras

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Nova plataforma da Petrobras recebe aprovação em princípio da Lloyd’s Register e utilizará engenharia da P-68, já em operação, para reduzir riscos, aproveitar soluções testadas e avançar na revitalização do campo de Tupi

A Petrobras deu mais um passo no projeto do FPSO REVIT I TUPI, uma nova plataforma destinada à revitalização do campo de Tupi. A unidade vai aproveitar a engenharia de uma plataforma já em operação, evitando começar o projeto do zero.

Petrobras recebe aprovação para projeto de nova plataforma no campo de Tupi

A sociedade classificadora Lloyd’s Register (LR) concedeu uma aprovação em princípio, conhecida pela sigla AiP, ao projeto conceitual da nova unidade de produção da Petrobras.

A autorização representa uma etapa importante para o empreendimento. A avaliação técnica não identificou problemas conceituais em relação aos requisitos aplicáveis ao setor offshore.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Isso significa que o projeto apresenta condições de avançar para as próximas fases de engenharia e desenvolvimento. Não se trata, porém, de uma autorização definitiva para a plataforma entrar em operação.

O FPSO REVIT I TUPI faz parte da estratégia da Petrobras de aproveitar projetos já utilizados na indústria para desenvolver novas unidades de produção de petróleo.

Imagem: Reprodução

Nova plataforma vai aproveitar projeto da P-68, que já produz petróleo na Bacia de Santos

Em vez de criar uma plataforma completamente diferente, a Petrobras pretende utilizar como referência o projeto detalhado do FPSO P-68.

A unidade já está em funcionamento nos campos de Berbigão e Sururu, localizados na Bacia de Santos.

A proposta é aproveitar a experiência acumulada com essa plataforma e adaptar seus sistemas às necessidades específicas do campo de Tupi.

Na prática, a nova unidade terá como ponto de partida uma engenharia que já passou pela etapa de construção e está sendo utilizada em operações reais.

Isso não significa simplesmente copiar a P-68. O projeto prevê modificações nos processos e sistemas para atender às características do novo empreendimento.

A estratégia busca reduzir a complexidade do desenvolvimento, aproveitar soluções conhecidas e diminuir os riscos envolvidos na execução.

Lloyd’s Register avalia segurança e modificações do FPSO REVIT I TUPI

A análise realizada pela Lloyd’s Register não ficou limitada ao conceito geral da plataforma.

A classificadora também examinou a metodologia que será utilizada para controlar as alterações em relação ao projeto original da P-68.

O objetivo é garantir que cada modificação seja identificada, analisada e implementada de maneira adequada durante o ciclo de vida do empreendimento.

Segundo Vahid Andaji Garmaroudi, gerente de Portfólio do Escritório de Suporte Técnico da LR Energies, existe um interesse crescente da indústria offshore em reutilizar projetos de FPSOs que já demonstraram seu funcionamento.

A intenção das operadoras, conforme o executivo, é reduzir prazos, diminuir a complexidade dos empreendimentos e aproveitar a experiência operacional existente.

Imagem: Petrobras

Projeto ainda terá novas etapas de engenharia e desenvolvimento

A aprovação em princípio confirma apenas a avaliação favorável da documentação preliminar apresentada para o empreendimento.

O reconhecimento técnico indica que o conceito poderá evoluir para uma solução segura e viável, desde que avance pelas etapas posteriores de engenharia.

Hugo Canella, gerente de contas da Petrobras na LR Energies, classificou a aprovação como um marco na colaboração entre as empresas.

A Lloyd’s Register também manifestou interesse em continuar participando das próximas fases do REVIT I TUPI.

Até o momento, as informações apresentadas não detalham a capacidade de produção da futura plataforma, seu investimento total ou uma data prevista para iniciar as operações.

Matéria elaborada com base em dados de Petronotícias.

Fonte

https://petronoticias.com


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

Sair da versão mobile