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Petróleo Brent cai para US$ 102 após atingir maior nível em seis meses, enquanto Trump sinaliza pausa nos ataques ao Irã e tensão no Estreito de Ormuz continua

Petróleo Brent cai para US$ 102 após atingir maior nível em seis meses, enquanto Trump sinaliza pausa nos ataques ao Irã e tensão no Estreito de Ormuz continua

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Petróleo Brent cai para US$ 102 após atingir maior nível em seis meses, enquanto Trump sinaliza pausa nos ataques ao Irã e tensão no Estreito de Ormuz continua

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 04/11/2026 às 12:52

Atualizado em 04/11/2026 às 12:55

Petróleo e Gás

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Petróleo Brent recua para US$ 102,19 e WTI chega a US$ 95,11, enquanto investidores acompanham mudanças políticas nos Estados Unidos, negociações diplomáticas com o Irã e ameaças ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo registraram queda nesta quarta-feira (4), após uma sequência de fortes oscilações no mercado internacional. O recuo acontece enquanto investidores acompanham o resultado das eleições americanas, as negociações com o Irã e os riscos ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Petróleo Brent cai para US$ 102,19 e mercado acompanha mudanças nos Estados Unidos

Por volta das 8h36, no horário de Brasília, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 102,19, uma queda de 1,4%. Já o petróleo americano WTI recuava 1%, chegando a US$ 95,11.

A movimentação acontece depois de os contratos atingirem os maiores valores dos últimos seis meses, impulsionados pelo temor de novos ataques militares no Oriente Médio.

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O mercado também acompanha o resultado das eleições legislativas americanas de terça-feira (3). Segundo as informações divulgadas, o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado.

O resultado representa uma derrota política para o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, e muda a distribuição de forças no Congresso americano.

Na prática, a oposição passa a ter maior influência sobre a agenda legislativa de Washington. Ainda não está claro, porém, como essa mudança poderá afetar as decisões militares envolvendo o Irã.

Imagem: Reprodução de um vídeo do youtube

Ataques americanos no Irã e declarações de Trump

A tensão aumentou no início da semana, quando forças americanas realizaram ataques contra instalações de defesa aérea iranianas na ilha de Qeshm, próxima ao Estreito de Ormuz.

Autoridades dos Estados Unidos classificaram as operações como medidas defensivas diante de ameaças à navegação comercial na região.

Depois dos ataques, Trump indicou que Washington não pretendia autorizar imediatamente novas ofensivas militares.

A declaração trouxe um sinal de contenção, justamente quando investidores avaliavam a possibilidade de uma nova escalada do conflito.

Essa mudança de expectativa ajudou a explicar a queda dos contratos futuros nesta quarta-feira.

O risco militar, entretanto, continua presente. Ainda não existe uma definição sobre os próximos movimentos dos Estados Unidos ou sobre a possibilidade de novos confrontos.

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Negociações entre Washington e Teerã continuam sem acordo

Enquanto os preços do petróleo oscilam, Estados Unidos e Irã analisam propostas diplomáticas para tentar reduzir as tensões.

Segundo informações atribuídas pela Bloomberg a um diplomata familiarizado com as conversas, os dois governos avaliam alternativas para evitar a retomada de um conflito de maiores proporções.

O Catar também intensificou sua atuação como mediador, tentando aproximar as posições americanas e iranianas.

Até agora, porém, as negociações apresentam avanços limitados.

O governo iraniano demonstrou insatisfação com a resposta americana às condições apresentadas para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Um alto funcionário do Irã também afirmou à Reuters que os dois países ainda estavam distantes de alcançar um entendimento.

Sem acordo, permanece a incerteza sobre a segurança das operações marítimas e a continuidade do abastecimento energético regional.

Estreito de Ormuz continua sendo ponto de preocupação para o transporte de petróleo

Além das decisões políticas, a situação no Estreito de Ormuz permanece entre os principais fatores acompanhados pelos operadores do mercado.

A passagem marítima é importante para o transporte internacional de petróleo e conecta exportadores de energia do Golfo Pérsico aos mercados consumidores.

As preocupações aumentaram depois de relatos de mais um ataque contra um petroleiro na região.

O episódio ampliou as dúvidas sobre a segurança dos navios comerciais e a capacidade dos exportadores de manter suas entregas.

Uma interrupção prolongada na circulação de petroleiros poderia elevar os custos do transporte marítimo e prejudicar o abastecimento internacional.

Por enquanto, os investidores acompanham três questões principais: a possibilidade de novos ataques americanos, o andamento das negociações diplomáticas e as condições de navegação pelo estreito.

O recuo desta quarta-feira ocorre justamente após sinais de que Washington poderia evitar novas operações militares imediatas.

Apesar disso, as divergências entre Estados Unidos e Irã continuam sem solução, e a segurança do transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico permanece indefinida.

Matéria elaborada com base em dados e informações de Advfn.

Fonte

https://br.advfn.com/jorn


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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