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Polícia Federal combate garimpo ilegal no Amazonas e inutiliza oito dragas e sete estruturas usadas na extração de minerais durante operação no Alto Rio Solimões
Escrito por Carla Teles
Publicado em 03/11/2026 às 16:39
Atualizado em 03/11/2026 às 16:40
Mineração
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Operação Aurum reuniu Polícia Federal, Ibama e Funai em Tabatinga, perto da comunidade de Santa Rita do Weill, e atingiu equipamentos usados na extração irregular.
Uma operação da Polícia Federal, do Ibama e da Funai atingiu 16 equipamentos e estruturas utilizados no garimpo ilegal na região do Alto Rio Solimões, no Amazonas. A fiscalização aconteceu na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, nas proximidades da comunidade de Santa Rita do Weill, no município de Tabatinga. Entre os equipamentos encontrados estavam oito dragas utilizadas na extração irregular de recursos minerais.
Segundo o comunicado divulgado pela Polícia Federal em 30 de outubro, a Operação Aurum resultou na apreensão e inutilização de equipamentos empregados na atividade clandestina. A ação integra o trabalho de fiscalização ambiental na Amazônia, onde outras operações federais também identificaram estruturas de extração mineral irregular ao longo de 2026.
Operação Aurum encontra oito dragas e sete estruturas de garimpo terrestre
O balanço da Polícia Federal apresenta quatro categorias de equipamentos alcançados pela fiscalização no Alto Solimões.
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Foram três dragas de pequeno porte, cinco dragas de médio porte, sete estruturas conhecidas como motor-balsa e uma embarcação do tipo rabeta.
As oito dragas identificadas são equipamentos utilizados para retirar materiais do fundo dos rios. Esses sistemas podem empregar bombas de sucção para movimentar sedimentos durante a atividade minerária.
Já as estruturas chamadas de motor-balsa foram identificadas pela PF como equipamentos empregados em operações de garimpo terrestre.
A embarcação rabeta, por sua vez, é um tipo de barco motorizado utilizado em deslocamentos fluviais, inclusive em regiões de difícil acesso por estradas.
O comunicado não apresenta uma divisão detalhada entre os equipamentos apreendidos e os inutilizados. Por isso, não é possível afirmar que todos os 16 itens foram destruídos.
A Polícia Federal também não informou o valor estimado das estruturas nem a quantidade de minério eventualmente extraída pelos responsáveis.
Não foram divulgados números de prisões, multas ou apreensões de ouro especificamente relacionados à Operação Aurum.
Fiscalização ocorreu em Tabatinga, perto da fronteira com Peru e Colômbia
A Operação Aurum foi realizada na região de Santa Rita do Weill, comunidade localizada nas proximidades de Tabatinga, no extremo oeste do Amazonas.
A cidade integra uma área de fronteira internacional e tem o transporte fluvial como uma das principais formas de deslocamento regional.
A localização exige operações que considerem as condições de acesso, a extensão dos rios e as características das áreas de fiscalização.
Em agosto de 2026, a Polícia Federal realizou a Operação Pachamama, na região entre Tabatinga e Islândia, no Peru.
Naquela ocasião, a fiscalização reuniu autoridades brasileiras e peruanas entre 24 e 28 de agosto. As equipes utilizaram meios terrestres, fluviais e aéreos em uma área de atuação com raio superior a 250 quilômetros.
As duas operações ocorreram na mesma região de fronteira, mas tiveram objetivos e resultados próprios.
A participação de órgãos brasileiros e peruanos na Operação Pachamama não significa que a Operação Aurum tenha sido uma ação binacional. No comunicado de 30 de outubro, a PF identifica apenas sua atuação conjunta com Ibama e Funai.
Destruição de equipamentos segue regras previstas na legislação ambiental
A inutilização de máquinas encontradas em atividades ilegais possui previsão na legislação brasileira.
O artigo 111 do Decreto nº 6.514, de 2008, estabelece condições para a destruição ou inutilização de instrumentos empregados em infrações ambientais.
Segundo as orientações publicadas pelo Ibama, a medida pode ser aplicada quando o transporte e a guarda dos bens forem inviáveis ou quando sua permanência representar riscos significativos ao meio ambiente ou à segurança das pessoas envolvidas.
A norma também exige documentação das condições dos equipamentos antes e depois da medida.
Em operações realizadas em rios, o tamanho das dragas e a dificuldade de transporte podem interferir na possibilidade de retirar os equipamentos do local.
Entretanto, a Polícia Federal não detalhou quais dessas circunstâncias justificaram cada inutilização realizada durante a Operação Aurum.
Os procedimentos administrativos precisam ser analisados individualmente, conforme as condições encontradas pelos agentes.
O objetivo imediato da retirada ou inutilização é impedir que os equipamentos continuem sendo utilizados na atividade irregular fiscalizada.
Garimpo pode provocar contaminação por mercúrio e danos aos rios amazônicos
A mineração irregular em ambientes fluviais representa uma preocupação para os órgãos ambientais devido à possibilidade de alteração dos sedimentos, danos às margens e contaminação da água.
Na extração de ouro, o mercúrio pode ser empregado para separar o metal de outros materiais. Quando utilizado de maneira inadequada, pode atingir o ambiente e entrar na cadeia alimentar.
O Ibama explica os riscos do mercúrio metálico e informa que o processamento de ouro com essa substância pode liberar contaminantes na atmosfera, nos rios e no solo.
Esses efeitos são associados a determinadas técnicas de garimpo, mas não há confirmação de que mercúrio tenha sido encontrado na Operação Aurum.
O comunicado da PF também não apresenta análises de qualidade da água ou estimativas sobre a extensão dos danos ambientais na área fiscalizada.
O acompanhamento dessas condições exige coleta de amostras e avaliação dos materiais presentes nos rios.
Em outro projeto, o Ibama mantém uma rede de monitoramento ambiental voltada à identificação de substâncias químicas relacionadas ao garimpo em áreas da Amazônia.
A iniciativa inclui análises de água, sedimentos e pescados, utilizadas para orientar medidas preventivas ou corretivas nas áreas monitoradas.
A fiscalização também se relaciona à proteção das comunidades que dependem dos rios e da floresta. O CPG já abordou iniciativas de conservação ambiental na Amazônia, incluindo programas de pagamento a pequenos agricultores pela manutenção da cobertura florestal.
Outras operações em outubro atingiram dezenas de equipamentos no Rio Madeira
A fiscalização no Alto Solimões aconteceu em uma semana marcada por outras ações contra a mineração irregular na Amazônia.
Em 27 de outubro, a Polícia Federal e o Ibama deflagraram a Operação Nêmesis no Rio Madeira, em Rondônia.
Segundo o balanço oficial daquela operação, foram inutilizados 72 equipamentos e embarcações, incluindo 17 dragas, 21 motores, 25 bombas de draga e outros materiais.
As equipes também inutilizaram 16 mil litros de diesel utilizados na atividade e apreenderam três frascos de mercúrio e oito aparelhos celulares.
Em 30 de outubro, a PF anunciou uma segunda fase da Operação Nêmesis, em outro trecho do Rio Madeira, nas proximidades da Usina Hidrelétrica de Jirau.
Nessa etapa, os agentes informaram que as dragas fiscalizadas operavam sem título minerário e sem licença ambiental nos pontos identificados.
A PF também comunicou que as investigações buscavam identificar operadores logísticos, financiadores e demais responsáveis pela exploração irregular.
Essas apreensões aconteceram em Rondônia e não integram o balanço da Operação Aurum, realizada no Amazonas.
A distinção é necessária porque os comunicados divulgados no mesmo período tratam de locais, procedimentos e resultados diferentes.
PF não informou prisões ou quantidade de ouro na Operação Aurum
O balanço divulgado em 30 de outubro confirma a atuação conjunta das instituições e apresenta os equipamentos atingidos pela fiscalização.
Ainda não foram informados os proprietários das máquinas, a quantidade de minério eventualmente recuperada nem o número de pessoas diretamente envolvidas na atividade.
Também não há prazo divulgado para novas ações específicas na comunidade de Santa Rita do Weill.
O comunicado oficial apresenta a Operação Aurum como parte das medidas permanentes de enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia.
Os próximos desdobramentos dependerão de eventuais informações sobre a identificação dos responsáveis, a destinação dos equipamentos apreendidos e novas diligências na região.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

