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R$ 550 por dia em rota de Fiorino: entregador diz que fez R$ 2.750 em 5 dias, abasteceu 3 vezes, gastou R$ 800 de diesel e mostra os R$ 1.950 que ficaram na semana antes dos outros custos
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 07/11/2026 às 00:45
Atualizado em 07/11/2026 às 00:46
Curiosidades
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Em rota de Fiorino, Luís, do canal Tr Wazee, lista cinco dias de trabalho, sempre com o mesmo valor, e três paradas para abastecer. Calculamos quanto o tanque pesa no faturamento, o que fica por dia e o que o Mercado Livre pede de quem quer entrar.
Foram R$ 550 por dia, de terça a sábado, e a conta fechou em R$ 2.750 em rota de Fiorino. Os números são de Luís, que dirige uma Hyundai HR nas entregas para o Mercado Livre e os abriu a pedido de um inscrito no vídeo que o canal Tr Wazee publicou em 10/10/2026.
Tirados os R$ 800 dos abastecimentos, restaram R$ 1.950, e a reação dele é contida: “para uma semaninha aí não tá ruim, né?”. A descrição do vídeo já avisa quem sair multiplicando esse valor: “faturamento não é lucro!”.
Quanto rende a diária de R$ 550 em rota de Fiorino?
O número se repete do começo ao fim da semana. “Todos esses dias eu faturei R$ 550”, diz Luís, depois de listar terça, quarta, quinta, sexta e sábado.
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Ele ainda iria trabalhar no dia seguinte, mas deixou esse dia de fora “para poder ter uma base”.
Por que uma Hyundai HR está fazendo rota de Fiorino?
Por enquanto, o caminhão faz o serviço de um veículo menor. “Eu tô fazendo rota de Fiorino por enquanto, eles querem que eu aprenda”, conta o motorista, que também descreve o trabalho como porta a porta.
Luís acha que a troca vem “a partir de segunda-feira”, quando deve começar nas “rotas da HR normal”. É uma expectativa dele, não um anúncio do Mercado Livre, e a diferença que ele aponta entre as duas está no gasto para rodar.
A quilometragem do dia também mudou bastante. Ele diz que costumava rodar “cerca de 113, 130” km.
No dia da gravação, um trajeto “um pouco mais longe” levou a marca para 220 ou 225 km, a maior da semana. Mesmo assim, Luís não mostra faturamento diferente para esse dia na conta, e não explica se os R$ 550 são um valor fixo da rota.
Quanto sobrou depois dos três abastecimentos?
O abastecimento é o único gasto que Luís coloca na conta. Foram três paradas em cinco dias, somando R$ 800, e ele diz que ficou com R$ 1.950.
Dividido pelos dias contados, o tanque custa R$ 160 por dia (conta nossa). Isso leva 29% do que entrou (conta nossa) e deixa R$ 390 por dia trabalhado (conta nossa).
O gasto por quilômetro só dá para estimar em faixa, porque ele não informa o total rodado na semana. Supondo quatro dias na marca habitual e um no trajeto longo, seriam de 672 a 745 km (estimativa nossa).
Com essa suposição, os R$ 800 dariam de R$ 1,07 a R$ 1,19 por km (estimativa nossa). É um teto, não uma medição: Luís avisa que o tanque ainda não estava vazio, logo parte do que ele pagou não tinha sido queimada.
Esse mesmo tanque ajuda a entender a expectativa para o sexto dia. Ele fala em botar mais R$ 550 e passar de “mais de 2.000”. Sem novo abastecimento, a sobra iria a R$ 2.500 (conta nossa).
Pedágio, manutenção, seguro, parcela e imposto ficam sem número na fala do motorista. Os R$ 1.950, portanto, não são lucro limpo: são o que resta depois de um único custo.
A soma dos cinco dias começa por volta de 41 segundos de vídeo. A explicação sobre a rota de Fiorino vem a partir de 2 minutos e 3 segundos, com a quilometragem logo depois.
Assista o vídeo
Quanto isso daria em um mês de entregas?
A projeção a seguir é nossa e não é promessa de ganho. Repetindo o ritmo da rota de Fiorino por quatro semanas de cinco dias, a Hyundai HR faturaria R$ 11.000 e gastaria R$ 3.200 para abastecer, com R$ 7.800 antes dos demais custos (conta nossa).
O número serve só de referência, porque vem de uma única semana em fase de aprendizado. O próprio motorista espera mudar de rota e gastar menos para rodar, o que muda a base da conta.
Como essa semana se compara com a de outro motorista de Hyundai HR?
Já contamos aqui o caso de outro motorista de Hyundai HR que diz ter faturado R$ 6.698 em 12 dias para o Mercado Livre. Por dia trabalhado, os dois recebem quase o mesmo, e o gasto para abastecer abre a distância.
As médias e os percentuais da tabela são conta nossa, a partir do que cada um diz em vídeo. São pessoas, rotas e períodos diferentes: Luís ainda está em rota de Fiorino e inclui na semana o que ficou no tanque.
O que o Mercado Livre pede de quem quer entrar como motorista parceiro?
Entrar nessa operação pede papelada de transportador. Na página de ajuda do Mercado Livre sobre motorista parceiro, consultada em 07/11/2026, a empresa lista TAC autônomo ou de pessoa jurídica e RNTRC ativo, o registro de quem transporta carga.
A mesma página, na mesma data, pede CNH com EAR, a observação de atividade remunerada, e emissão de nota fiscal com CNPJ ou MEI.
Carro e moto têm uma porta de entrada própria. A página do Mercado Envios Extra, lida também em 07/11/2026, anuncia ganhos de até R$ 240 por dia, com veículo de menos de 15 anos e pagamento entre quarta e sexta pelos serviços da semana anterior.
Segundo essa página, as entregas do programa são feitas “somente com uma moto ou carro”, o que deixa a Hyundai HR de fora. No valor bruto, os R$ 550 de Luís equivalem a 2,3 vezes esse teto (conta nossa), com veículo e custos que não se comparam.
Sobre a operação, o motorista resume no fim da gravação: “Tô gostando”. Ele diz ainda que pesquisa “umas parada melhor do que esse de porta a porta” e promete um próximo vídeo com dicas para quem quer começar no Mercado Livre.
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Mercado Livre, Hyundai HR, entregador, motorista agregado, frete, rota de Fiorino, entregas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

