As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Acre em torno do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, revelam que o crime foi minuciosamente planejado. De acordo com o delegado Alex Danny, responsável pelo inquérito, a vítima teve a rotina monitorada e vigiada por vários dias antes de ser emboscada e morta a tiros na noite da última segunda-feira (2), em Brasiléia.
O desdobramento mais recente das apurações resultou na prisão de Fábio da Costa, de 34 anos, apontado como o terceiro envolvido na trama criminosa. Localizado na zona rural do município — escondido em uma propriedade no ramal do km 19 apenas de bermuda e sem documentos —, o suspeito foi detido em uma operação acompanhada pelo portal O Alto Acre.
Logística, Contratação e Valores
Segundo a Polícia Civil, Fábio teve participação ativa desde as etapas iniciais do planejamento, sendo responsável por articular toda a logística da ação, indicar a médica como alvo e contratar Lucivaldo Lopes de Souza, conhecido como “Pitaca”, para efetuar os disparos. O valor acordado pela execução da médica teria sido de R$ 30 mil, quantia da qual o intermediário repassaria parte ao atirador.
Enquanto Lucivaldo (o executor) já se encontra transferido para a penitenciária de Rio Branco, o principal suspeito de atuar como mandante do homicídio, o procurador municipal Francisco Valadares Neto, segue internado sob escolta policial na capital acreana. A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e novas diligências não estão descartadas para apurar a totalidade de coautores envolvidos no feminicídio.
(Com informações do portal ac24horas)
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

