O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (Progressistas), anunciou nesta terça-feira, 03, que a capital pretende implantar a Guarda Municipal ao longo de 2027, com previsão inicial de um efetivo de 80 agentes, entre homens e mulheres. A apresentação da criação da Guarda Municipal ocorreu durante solenidade realizada às 9h desta terça-feira (3), no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na capital acreana.
Segundo o prefeito, o município já iniciou as tratativas para estruturar a nova instituição, que deverá atuar na proteção do patrimônio público, na prevenção de ocorrências e na aproximação com a comunidade.
Durante o anúncio, Alysson afirmou que uma consultoria contratada por meio da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), vinculada à Universidade Federal do Acre (Ufac), identificou apoio da população à criação da guarda. De acordo com o levantamento apresentado pelo prefeito, a cada três moradores, um manifestou interesse na implantação do serviço.
“Olha, exatamente isso. A gente contratou uma consultoria, através da nossa Universidade Federal do Acre, na fundação de pesquisa, a Fundape da Universidade Federal do Acre, ela apontou que a cada um cidadão, a cada três cidadãos, um queria guarda municipal. É o sentimento de segurança no município, uma guarda que previne, que faz a prevenção, que faz a aproximação, que dialoga de forma comunitária, patrimonial”, declarou.
O prefeito explicou que a implantação começa pela elaboração do primeiro Plano Municipal de Segurança Pública. Um decreto assinado nesta terça-feira instituiu uma comissão responsável por formatar o plano, elaborar o projeto de lei que regulamentará a Guarda Municipal e estruturar o plano de carreira da categoria. A proposta também prevê a realização de concurso público no próximo ano.
“E esse ambiente agora a gente está iniciando, lançando o primeiro plano municipal de segurança, através do seminário que a gente vai lançar hoje também. É através do decreto que eu vou assinar agora, a gente está instituindo uma comissão para formatar o plano, o projeto de lei, consequentemente o plano de carreiras e o concurso público, para a gente lançar no próximo ano e, de fato, iniciar no município de Rio Branco”, afirmou.
Alysson destacou que Rio Branco está entre as capitais brasileiras que ainda não possuem uma guarda municipal com esse formato de atuação. Segundo ele, a experiência de outras cidades, como Porto Velho, também serve de referência para a estruturação do serviço na capital acreana.
“Dentre as capitais do país, apenas Rio Branco e Cuiabá não têm uma guarda metropolitana, uma guarda municipal com esse enfoque para as pessoas, para o pessoal, para a aproximação, de orientação e de forma comunitária. Então, Porto Velho lançou agora há pouco e Rio Branco em 2027 vai ter, ao longo de 2027 vai ter a sua guarda municipal de Rio Branco”, disse.
O estudo preliminar da prefeitura aponta para um efetivo de aproximadamente 80 profissionais. A proposta também prevê parcerias com instituições estaduais e órgãos ligados à segurança pública, como as polícias Militar, Civil e Penal e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
O prefeito afirmou que a nova estrutura deverá atuar principalmente na preservação de espaços e equipamentos públicos, incluindo escolas, unidades de educação infantil, praças, terminais urbanos e o calçadão.
“É isso que é o meu desejo e o desejo de muitos de Rio Branco. Para melhorar cada vez mais a vida das pessoas, preservar os patrimônios públicos, terminais, principalmente nas nossas escolas, na educação infantil, nas praças, nos terminais urbanos, tudo que é patrimônio público, no calçadão. A gente tem esse ambiente que a gente tem buscado fazer vários investimentos e agora a gente quer cada vez torná-lo mais seguro ainda e melhor para as pessoas que vivem e moram na nossa capital”, declarou.
Alysson também ressaltou que a Guarda Municipal não deverá atuar de forma isolada, mas em conjunto com as forças de segurança já existentes. Segundo ele, a proposta é ampliar a presença preventiva do poder público e reforçar a proteção dos moradores de Rio Branco.
“É o reforço da segurança pública, né? De forma direta, inclusive. É um reforço que não faz só de mãos dadas com todas essas instituições, Polícia Militar, Polícia Civil, a Polícia Penal, a Secretaria de Segurança Pública do Estado, e todo esse processo para que, de fato, a gente melhore a vida dos nossos munícipes aqui na nossa cidade, protegendo, cuidando, também fazendo um trabalho preventivo direto com o cidadão rio-branquense”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

