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Soja no Brasil pode chegar a 184,95 milhões de toneladas em 2026/27, após StoneX elevar projeção em 1,59 milhão em apenas um mês, com Mato Grosso alcançando 49,58 milhões de toneladas

Soja no Brasil pode chegar a 184,95 milhões de toneladas em 2026/27, após StoneX elevar projeção em 1,59 milhão em apenas um mês, com Mato Grosso alcançando 49,58 milhões de toneladas

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Soja no Brasil pode chegar a 184,95 milhões de toneladas em 2026/27, após StoneX elevar projeção em 1,59 milhão em apenas um mês, com Mato Grosso alcançando 49,58 milhões de toneladas

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 05/11/2026 às 16:07

Atualizado em 05/11/2026 às 16:30

Agronegócio

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Revisão também elevou as estimativas para Pará, Maranhão e Piauí, enquanto a consultoria projetou exportações de 115,5 milhões de toneladas de soja e apresentou sua primeira previsão para a segunda safra de milho de 2026/27, de 113,53 milhões de toneladas.

A StoneX elevou em 1,59 milhão de toneladas a estimativa para a produção brasileira de soja em 2026/27. A projeção passou de 183,36 milhões de toneladas em outubro para 184,95 milhões em novembro, alta mensal de 0,9%.

O novo volume também fica 1,3% acima das 182,61 milhões de toneladas projetadas pela consultoria para 2025/26. A atualização consta do comunicado divulgado pela StoneX na terça-feira (3).

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Mato Grosso concentrou o maior ajuste estadual informado. A previsão para o principal estado produtor avançou 1,9% em um mês, de 48,67 milhões para 49,58 milhões de toneladas, uma diferença de 910 mil toneladas entre os dois boletins.

A StoneX relacionou a revisão no estado à expectativa de rendimentos melhores após o plantio acelerado e às condições climáticas favoráveis no início do desenvolvimento das lavouras. Pará, Maranhão e Piauí também tiveram suas projeções elevadas.

Para esses três estados, a consultoria manteve atenção aos riscos climáticos associados ao El Niño. No Sul, o plantio avançou sob volumes elevados de chuva em outubro, mas sem alterações expressivas nas projeções regionais apresentadas pela empresa.

A estimativa de novembro continua sujeita a mudanças até a colheita. Área efetivamente cultivada, produtividade e comportamento do clima ao longo do ciclo permanecem entre os fatores que podem alterar os números nas próximas revisões da safra.

Projeção da StoneX supera referência da Conab

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O novo número também supera a primeira estimativa da própria StoneX para a temporada 2026/27. Em agosto, a consultoria calculava uma produção de 183,1 milhões de toneladas, volume 1,85 milhão de toneladas inferior à projeção divulgada em novembro.

Na comparação com a referência oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a diferença é maior. Nas Perspectivas para a Agropecuária 2026/27, o órgão projetou a produção brasileira de soja em 181,64 milhões de toneladas, com área estimada em 49,3 milhões de hectares.

A diferença entre as projeções da StoneX e da Conab chega a 3,31 milhões de toneladas. Os números, porém, são estimativas produzidas separadamente e não representam volume já colhido ou resultado consolidado da temporada.

O tamanho efetivo da safra ainda dependerá do desenvolvimento das lavouras nos principais estados produtores, da área que será efetivamente cultivada e da produtividade obtida ao longo do ciclo, elementos que serão incorporados aos levantamentos posteriores.

Exportações de soja podem chegar a 115,5 milhões de toneladas

No mercado externo, a StoneX projetou 115,5 milhões de toneladas para as exportações brasileiras de soja em 2026/27. O volume embarcado depende não apenas da produção, mas também do consumo doméstico, do processamento, dos estoques disponíveis e da demanda internacional.

A consultoria apontou incerteza sobre a manutenção do crescimento da demanda chinesa pela soja brasileira, enquanto a China amplia compras do produto dos Estados Unidos. Esse movimento integra as variáveis consideradas pela empresa para estimar os embarques do próximo ciclo.

Assim, o aumento de 1,59 milhão de toneladas na projeção da safra não significa que todo o volume adicional será destinado às exportações. Parte da disponibilidade pode ser absorvida pelo mercado interno ou alterar o nível de estoques, conforme o balanço entre oferta e demanda.

A relação entre produção e exportação também muda ao longo da temporada conforme novas estimativas são incorporadas. Nesse estágio, os 115,5 milhões de toneladas representam uma projeção da consultoria para o ciclo, e não um volume de vendas externas já contratado ou realizado.

Milho também tem estimativas revisadas

A atualização trouxe ainda a primeira projeção da StoneX para a segunda safra de milho de 2026/27. A consultoria estima 113,53 milhões de toneladas, crescimento de 2,3% sobre as 111,01 milhões projetadas para a temporada anterior.

A área prevista para a chamada safrinha aumenta cerca de 350 mil hectares e chega a 18,1 milhões de hectares. A StoneX relaciona o plantio acelerado da soja à possibilidade de instalar o milho dentro da janela considerada ideal no início do próximo ano.

Para o milho de primeira safra, a estimativa foi revisada para 30,68 milhões de toneladas, alta de 4,8% sobre a projeção de outubro e de 7,3% na comparação com o ciclo anterior. Pará, Maranhão e Piauí puxaram o ajuste, com aumento de área e expectativa de produtividade superior.

No balanço do cereal, a StoneX projeta demanda doméstica de 103 milhões de toneladas em 2026/27, ante 96,5 milhões na temporada anterior, principalmente com a expansão da capacidade de produção de etanol de milho. As exportações foram estimadas em 42 milhões de toneladas e os estoques finais, em 31,36 milhões.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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