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Três gigantes da indústria naval unem forças para construir uma nova geração de corvetas militares e preparar estaleiros europeus para uma produção em larga escala

Três gigantes da indústria naval unem forças para construir uma nova geração de corvetas militares e preparar estaleiros europeus para uma produção em larga escala

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Três gigantes da indústria naval unem forças para construir uma nova geração de corvetas militares e preparar estaleiros europeus para uma produção em larga escala

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 06/11/2026 às 12:55

Atualizado em 06/11/2026 às 13:10

Indústria Naval

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Fincantieri, Navantia e Naval Group assinam acordo para desenvolver novas corvetas militares modulares e preparar a indústria naval europeia.

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Fincantieri, Navantia e Naval Group assinam acordo para desenvolver novas corvetas militares modulares e preparar a indústria naval europeia.

Três das maiores fabricantes de navios militares da Europa assinaram um novo acordo para desenvolver uma geração de corvetas capazes de executar diferentes missões no mar. A cerimônia ocorreu durante a feira Euronaval 2026, realizada em Paris, reunindo representantes da italiana Fincantieri, da espanhola Navantia e da francesa Naval Group. Segundo a Fincantieri, em comunicado oficial publicado em 5 de novembro de 2026, as três companhias assinaram um acordo para avançar à segunda fase do programa European Patrol Corvette, conhecido como EPC. O objetivo é concluir o desenvolvimento de uma plataforma naval que permita fabricar embarcações militares com estruturas semelhantes, mas preparadas para diferentes necessidades.

A iniciativa conta com apoio da União Europeia e reúne empresas de vários países. O acordo ainda não representa uma encomenda de navios, mas prepara o projeto para uma futura etapa de produção industrial.

Três fabricantes europeias assinam acordo para desenvolver novas corvetas militares

A Fincantieri, a Navantia e a Naval Group formalizaram a nova etapa do programa durante a Euronaval 2026, uma feira internacional dedicada à indústria naval de defesa.

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Participaram da cerimônia Pierroberto Folgiero, presidente-executivo da Fincantieri, Ricardo Domínguez, presidente da Navantia, e Pierre Éric Pommellet, presidente-executivo da Naval Group.

Assista o vídeo

O encontro também contou com representantes da OCCAR, organização internacional responsável pela coordenação de programas conjuntos de equipamentos militares. A entidade acompanha o desenvolvimento das novas corvetas europeias.

Projeto EPC entra em nova etapa após anos de desenvolvimento

O programa European Patrol Corvette começou em 2019, dentro de uma iniciativa de cooperação entre países da União Europeia. Sua proposta é desenvolver uma embarcação militar que possa atender a diferentes marinhas.

A primeira fase, conhecida como EPC1, concentrou os trabalhos em estudos técnicos, desenhos iniciais e pesquisas sobre equipamentos que poderão ser utilizados nos futuros navios.

Agora, o acordo EPC2 permite avançar para o projeto detalhado. Os engenheiros deverão definir com maior precisão as estruturas, os sistemas e as características necessárias para preparar a futura construção.

Nova corveta poderá ser adaptada para diferentes missões no mar

Uma das principais características do projeto é a utilização de uma estrutura modular. Isso significa que os navios poderão compartilhar partes importantes de sua construção e receber equipamentos adequados às missões previstas.

Uma corveta é uma embarcação militar geralmente menor que uma fragata, utilizada em atividades como patrulhamento, proteção de áreas marítimas e acompanhamento de outros navios.

No programa europeu, as embarcações deverão ser preparadas para vigilância, patrulhamento em alto-mar, escolta e proteção de rotas marítimas. As configurações dependerão das necessidades definidas por cada país.

Engenheiros desenvolvem plataforma comum para reduzir diferenças entre navios

A segunda fase do programa prevê o desenvolvimento de uma plataforma denominada Full Combat Multipurpose (FCM). Trata-se de uma configuração destinada a atender diferentes atividades militares.

A ideia é utilizar uma base comum para construir embarcações adaptadas às necessidades de cada marinha. Dessa forma, determinados equipamentos e sistemas poderão seguir padrões semelhantes.

Esse modelo também poderá facilitar futuras atividades de manutenção e fornecimento de peças. Entretanto, ainda não existem resultados públicos que permitam quantificar economias obtidas com a fabricação das novas corvetas.

Projeto reúne estaleiros da Itália, Espanha e França

As três empresas responsáveis pelo acordo possuem experiência na construção de embarcações militares e na fabricação de sistemas utilizados por forças navais.

A Fincantieri, sediada na Itália, atua na produção de navios militares, embarcações comerciais e outras estruturas marítimas. A Navantia desenvolve e constrói navios militares na Espanha.

A Naval Group, da França, trabalha com construção naval militar e sistemas de defesa. A participação conjunta permite reunir conhecimentos de engenharia naval, integração de equipamentos e desenvolvimento de projetos.

Programa envolve países europeus e uma rede de fornecedores industriais

A iniciativa foi desenvolvida inicialmente com a participação de Itália, França, Espanha e Grécia. Outros países europeus também contribuem com estudos e atividades relacionadas ao projeto.

A Dinamarca e a Noruega estão entre os participantes associados às etapas de desenvolvimento. A rede industrial do programa envolve empresas responsáveis por diferentes tecnologias utilizadas na construção naval.

Informações anteriores da Fincantieri apontaram a participação de 46 empresas de 12 países. Esse conjunto reúne fabricantes de equipamentos, fornecedores de sistemas e organizações especializadas em engenharia.

União Europeia destinou recursos para financiar o desenvolvimento das corvetas

O programa recebe apoio do Fundo Europeu de Defesa, criado para financiar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento relacionadas à indústria militar.

Assista o vídeo

Em 2024, uma proposta apresentada pelo consórcio foi selecionada para receber apoio financeiro máximo de 154,5 milhões de euros na segunda chamada do programa.

O valor está ligado ao desenvolvimento tecnológico e às atividades previstas nessa etapa. Não representa o custo de construção de uma frota de corvetas nem uma encomenda já contratada pelos países participantes.

Navantia e Fincantieri também preparam empresa conjunta para produzir os navios

Além do acordo entre as três fabricantes, a Navantia e a Fincantieri anunciaram outro avanço durante a Euronaval 2026. As companhias assinaram um documento para estruturar uma empresa conjunta.

A futura companhia deverá reunir atividades de engenharia, compras, planejamento industrial e oportunidades comerciais relacionadas às corvetas europeias.

Cada fabricante pretende manter 50% de participação no negócio. O documento estabelece as bases da negociação, mas a criação definitiva da empresa ainda depende da conclusão dos acordos necessários.

Nova empresa poderá coordenar compras, fabricação e manutenção das embarcações

A estrutura planejada pela Navantia e pela Fincantieri não deverá funcionar apenas como um escritório de coordenação. As empresas pretendem criar uma organização com responsabilidades industriais e comerciais.

Entre suas possíveis atividades estão a contratação de fornecedores, a compra de componentes comuns e a coordenação de projetos de fabricação compartilhada.

A nova empresa também poderá trabalhar com serviços de manutenção durante a vida útil das embarcações. Essas atividades dependerão dos contratos futuros e da conclusão da estrutura empresarial.

Naval Group poderá participar de uma futura empresa conjunta

Embora a Naval Group já participe do acordo de desenvolvimento EPC2, sua situação na empresa conjunta planejada pela Navantia e pela Fincantieri é diferente.

As fabricantes italiana e espanhola informaram que pretendem receber outros parceiros europeus. A Naval Group está entre as empresas que consideram participar da futura organização.

Até o anúncio de novembro, não havia confirmação de que o grupo francês teria adquirido participação nessa empresa. Sua presença confirmada é no consórcio responsável pelo desenvolvimento das corvetas.

Construção naval europeia poderá ganhar novos contratos com projeto comum

O desenvolvimento das corvetas cria uma base técnica que poderá ser utilizada em futuros programas de aquisição de navios militares pelos países participantes.

Caso as encomendas sejam confirmadas, os projetos poderão movimentar estaleiros e fornecedores de equipamentos navais. A produção dependerá das decisões de compra e dos contratos assinados por cada país.

As empresas também estudam oportunidades de exportação. A futura estrutura comercial poderá oferecer as embarcações a outros clientes, mas ainda não foram anunciadas encomendas internacionais vinculadas ao novo acordo.

Fabricantes pretendem compartilhar tecnologias e equipamentos entre diferentes estaleiros

Um dos desafios será permitir que empresas de diferentes países trabalhem com padrões técnicos compatíveis. A construção naval exige precisão no projeto e na montagem de milhares de componentes.

Imagem ilustrativa

Os futuros navios poderão utilizar sistemas comuns de comunicação, navegação e outras funções. A escolha definitiva dos equipamentos dependerá dos requisitos estabelecidos para cada configuração.

A participação de diferentes fabricantes também exigirá organização da produção e do fornecimento de peças. O consórcio pretende desenvolver esses procedimentos ao longo da segunda fase.

Corvetas poderão proteger rotas marítimas e realizar patrulhas em alto-mar

As embarcações previstas no programa deverão atender a um conjunto variado de operações. Entre as atividades anunciadas estão o patrulhamento marítimo e a vigilância de áreas de interesse dos países participantes.

Os navios também poderão executar tarefas de escolta e proteção de rotas utilizadas pelo transporte marítimo. Essas funções exigem sistemas de comunicação, sensores e equipamentos apropriados.

As características definitivas de cada versão serão definidas durante o desenvolvimento. O acordo de novembro não apresenta uma lista fechada de armamentos, dimensões ou capacidade de tripulação das futuras unidades.

Fabricantes avançam para projeto detalhado antes de iniciar a construção

Com a assinatura do EPC2, a Fincantieri, a Navantia e a Naval Group passam a trabalhar na conclusão das etapas de engenharia necessárias para preparar a produção industrial.

O programa ainda precisa transformar os estudos iniciais em projetos completos, definir requisitos técnicos e organizar os processos que poderão ser utilizados pelos estaleiros.

O comunicado oficial não informa uma data para iniciar a construção da primeira embarcação, nem apresenta o número de navios que serão encomendados.

Próximas decisões poderão definir onde as corvetas serão construídas

A etapa seguinte dependerá da conclusão do desenvolvimento e das decisões tomadas pelos países interessados em adquirir as embarcações.

Os futuros contratos deverão estabelecer quantidades, preços, locais de construção e calendários de entrega. Essas informações ainda não foram confirmadas no anúncio das fabricantes.

Por enquanto, o avanço concreto é a assinatura do novo acordo de desenvolvimento entre três grandes construtoras navais europeias e a preparação de uma empresa conjunta entre Navantia e Fincantieri.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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