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Unicamp e Princeton criam plataforma que calcula quanto custará descarbonizar o Brasil e já aponta onde instalar novas usinas até 2050; modelo compara rotas e revela o preço de cada escolha energética
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 03/11/2026 às 11:16
Atualizado em 03/11/2026 às 12:20
Energia Renovável
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Energia, transportes, agricultura e indústria entram na mesma conta para comparar caminhos até a neutralidade de carbono
Descarbonizar o Brasil exige mais do que escolher entre energia solar, eólica, biocombustíveis ou hidrogênio. Também é preciso calcular custos e entender onde a infraestrutura pode funcionar melhor.
Essa é a proposta da NetZero Brasil 2050, plataforma desenvolvida por pesquisadores da Unicamp e da Universidade de Princeton. Ela ganhou uma apresentação em 28 de outubro, durante a FAPESP Week Países Baixos. Dois dias depois, a Agência FAPESP publicou detalhes sobre o sistema e seus cenários de menor custo.
Uma decisão pode mudar a conta de outros setores
A expansão dos carros elétricos pode aumentar a demanda por eletricidade. Mudanças na agricultura, por sua vez, podem alterar a oferta de biomassa. E novos parques solares e eólicos podem exigir mais linhas de transmissão e armazenamento.
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A plataforma reúne essas variáveis para comparar cenários. Assim, permite avaliar como diferentes combinações de biocombustíveis, eletrificação, fontes renováveis, hidrogênio e captura de carbono podem afetar o custo da descarbonização
O mapa também entra na análise
Com informações georreferenciadas, o modelo considera onde a infraestrutura poderia ser instalada. A análise leva em conta a proximidade de redes elétricas, centros consumidores, áreas agrícolas, fontes de biomassa e regiões com potencial renovável.
A ferramenta é aberta e permite testar cenários sem depender de um sistema proprietário. O Instituto de Energia e Meio Ambiente, uma das instituições envolvidas na iniciativa, descreve a plataforma como um recurso colaborativo que integra setores como energia, transportes, agropecuária, florestas, indústria e uso da terra.
O modelo ajuda a comparar possibilidades, mas não transforma projeções em decisões já tomadas. Quando uma meta de descarbonização chega à conta dos custos e da infraestrutura, o plano continua de pé?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

