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Home»Brasil»Bando contratado pelo CV expandiu linha de produção de fuzis em SP
Brasil

Bando contratado pelo CV expandiu linha de produção de fuzis em SP

Por Metrópoles5 de novembro de 20257 Mins Read
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Bando contratado pelo CV expandiu linha de produção de fuzis em SP
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O inquérito que prendeu Anderson Custódio Gomes e Janderson Aparecido Ribeiro de Azevedo — flagrados fabricando partes de fuzis dentro da Kondor Fly, empresa de peças aeroespaciais em Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista — abriu uma nova frente de apuração. A Polícia Federal (PF) investiga agora duas outras possíveis fábricas clandestinas, localizadas nas cidades vizinhas de Piracicaba e Limeira. Um dos clientes do bando seria a facção carioca Comando Vermelho (CV).

Documento obtido pelo Metrópoles mostra que peritos federais encontraram indícios de que máquinas similares às da Kondor Fly foram transferidas ou copiadas para oficinas de usinagem nessas duas cidades. Relatório técnico aponta a “mesma metodologia de fabricação”, com uso de centros de usinagem de Controle Numérico Computadorizado (CNC), programas 3D e blocos metálicos idênticos aos usados na produção de canos e receptores de fuzis.

10 imagensArmas eram projetadas em 3DArmas eram montadas no interior de SPArmas eram repassadas para facções no Rio e nordeste Peças eram feitas com maqunário de fábrica que deveria produzir peças aeroespaciaisFechar modal.1 de 10

Projetos eram posteriormente executados em fábrica no interior paulista

Reprodução/PF2 de 10

Armas eram projetadas em 3D

Reprodução/PF3 de 10

Armas eram montadas no interior de SP

Reprodução/PF4 de 10

Reprodução/PF5 de 10

Armas eram repassadas para facções no Rio e nordeste

Reprodução/PF6 de 10

Peças eram feitas com maqunário de fábrica que deveria produzir peças aeroespaciais

Reprodução/PF7 de 10

Armas custavam entre R$ 8 mil e R$ 15 mil

Reprodução/PF8 de 10

Arte Alfredo Henrique/Metrópoles9 de 10

Reprodução/PF10 de 10

Reprodução/PF

 

“A semelhança do processo industrial, bem como o tipo de resíduo metálico coletado nas bancadas, indica possível repetição do padrão de fabricação em outras plantas localizadas em Piracicaba e Limeira”, diz o laudo da PF.

Os endereços não foram divulgados oficialmente, mas os agentes relataram no documento visitas discretas a duas metalúrgicas de pequeno porte, nas quais teriam sido observados equipamentos compatíveis com a fabricação de armamentos. Ambas estão registradas como produtoras de componentes para o setor automotivo e aeronáutico.

Insumos em empresas de usinagem

A investigação revelou que a quadrilha adquiria insumos metálicos de forma fracionada, em empresas de usinagem de Campinas e Piracicaba, com notas fiscais emitidas em nome de terceiros. Um dos documentos apreendidos mostra a compra de chapas de alumínio aeronáutico 7075 e ligas de aço 4140, usadas tanto na indústria aeronáutica quanto na confecção ilegal de fuzis.

Essas compras eram realizadas, segundo a PF, por Wendel dos Santos Bastos, apontado como responsável pela logística da quadrilha. Ele mantinha contato direto com fornecedores, utilizando CNPJs de fachada e falsos contratos de prestação de serviço. Uma das notas, no valor de R$ 14.280, foi emitida para a Kondor Fly, assinada pelo próprio Gabriel Carvalho Belchior, proprietário da empresa.

“Os insumos vinham de firmas de Campinas especializadas em corte e laminação de aço. [Wendel] Bastos atuava como intermediário, alegando que as peças eram para protótipos aeronáuticos”, descreve o delegado Jeferson Dessotti Cavalcante Di Schiavi, da PF de Campinas, em trecho de despacho obtido pela reportagem.

O material chegava à Kondor Fly por transportadoras comuns e era armazenado em galpões separados, o que, segundo a PF, dificultava o rastreamento das compras e das peças finalizadas.

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Lucro e movimentação financeira

A análise financeira do inquérito indica que o grupo movimentava entre R$ 40 mil e R$ 70 mil mensais com a venda de peças e armas completas. O esquema usava contas bancárias de familiares de Anderson e Janderson, além de intermediários de outros estados.

Mensagens de WhatsApp anexadas ao processo mostram negociações sobre valores e prazos de entrega. Em uma delas, Anderson Custódio Gomes enviou uma foto de uma peça pronta e escreve:

“Esse aqui vai pro mesmo cara do RJ, fala pra ele que tá o mesmo valor do último, mas com rosca melhor.”

Em outra troca, Wendel Bastos confirma o recebimento de um pagamento via Pix de R$ 9.800, feito por um contato identificado apenas como “Léo AR”, descrito pelos investigadores como possível intermediário do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Campinas, interior paulista.

A PF ainda rastreia os destinatários finais, mas não descarta que parte das armas tenha sido vendida a grupos do CV.

Relacionamento criminoso

Os depoimentos dos investigados mostram uma relação de confiança técnica e divisão clara de tarefas. Anderson e Janderson, ambos formados no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), afirmaram que recebiam ordens diretas de “Milque”, gerente da Kondor Fly, cujo nome não é informado no inquérito. O dono da empresa, Gabriel Carvalho Belchior, “sabia do uso das máquinas à noite, mas não perguntava o que era feito”.

“A gente fazia as peças depois do expediente. Ele [Gabriel] não ficava lá. Quem mandava era o Milque”, disse Janderson em depoimento.

O delegado Di Schiavi, responsável pelo caso, afirmou que o grupo demonstrava “alto nível técnico e padrão industrial de produção”, indicando que a atividade criminosa ocorria havia pelo menos um ano antes do flagrante de agosto de 2025.

Expansão da investigação

Com a descoberta das ramificações em Piracicaba e Limeira, a PF abriu dois novos inquéritos para rastrear as máquinas e arquivos digitais que possam ter sido clonados da Kondor Fly.

Segundo a investigação, há evidências de que arquivos digitais, com projetos chamados de CAD (Computer-Aided Design), de modelos de fuzis, foram enviados por e-mail e pendrives a outros técnicos da região.

“O material analisado mostra que o conhecimento técnico foi compartilhado entre profissionais de usinagem, o que aumenta o risco de multiplicação dessas fábricas clandestinas”, diz o relatório pericial, anexado ao processo.

A PF também solicitou cooperação ao Exército Brasileiro para rastrear a origem das ligas metálicas e dos canos, já que parte do material pode ter vindo de fornecedores credenciados pelo Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (Dfpc).

Próximos passos

O caso segue na 1ª Vara Criminal de Americana, onde os quatro acusados — Gabriel Carvalho Belchior, Anderson Custódio Gomes, Janderson Ribeiro de Azevedo e Wendel dos Santos Bastos — respondem por organização criminosa e comércio ilegal de armas de uso restrito. As investigações sobre as fábricas de Piracicaba e Limeira estão sob sigilo.

A PF estima que o grupo tenha produzido pelo menos 50 fuzis completos em um período de seis meses, com distribuição em quatro estados, segundo dados extraídos das conversas de celular e movimentações bancárias.

“Essa é uma rede de produção descentralizada, com uso de tecnologia industrial e profissionais especializados. Não é um crime artesanal — é uma manufatura de guerra”, afirmou o delegado Di Schiavi ao concluir o relatório.

Gabriel Carvalho é considerado foragido da Justiça e estaria nos Estados Unidos. Por causa disso, seu nome foi incluído na lista de procurados da Polícia Internacional (Interpol). Wendel está em liberdade, até a publicação desta reportagem, e os outros dois réus seguem atrás das grades. A defesa deles não foi localizada e o espaço segue aberto para manifestações.

Os investigados e seus papéis

  • Gabriel Carvalho Belchior — proprietário da Kondor Fly; cedeu o espaço e máquinas; indiciado e foragido.
  • Anderson Custódio Gomes — programador CNC; responsável pela modelagem digital das peças; preso.
  • Janderson Aparecido Ribeiro de Azevedo — operador e transportador das armas; preso.
  • Wendel dos Santos Bastos — intermediário de insumos e logística; denunciado e em liberdade.
  • “Milque” — gerente citado como supervisor das atividades noturnas; investigado.

 

Fonte:
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