Um ato considerado irresponsável e potencialmente ilegal provocou transtornos graves nesta semana na rodovia AC-407, principal via de ligação entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Segundo informações apuradas no local, um empresário teria construído uma barragem em um córrego nas proximidades da casa do ex-prefeito Deda. Com o aumento do volume das chuvas, a água represada transbordou e deixou parte da estrada submersa, interrompendo completamente o tráfego.
Dezenas de veículos ficaram impedidos de seguir viagem nos dois sentidos, afetando trabalhadores, estudantes, pacientes em deslocamento para atendimento médico e o transporte de mercadorias. A situação praticamente isolou o município de Rodrigues Alves, gerando revolta e insegurança entre os moradores.
A intervenção particular no curso d’água, feita sem a devida transparência pública sobre licenciamento e impacto ambiental, levanta sérias suspeitas sobre possível irregularidade. Para muitos moradores, trata-se de um exemplo claro de como decisões individuais, movidas por interesses privados, podem causar prejuízos coletivos de grandes proporções.
Diante da gravidade do caso, os vereadores Marcelo Silva, Raidem, José Francisco e Elilson Teles estiveram no local e cobraram providências urgentes das autoridades competentes. Eles exigem que o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), responsável pela rodovia, atue imediatamente para restabelecer o tráfego e garantir a segurança da via.
Os parlamentares também pedem esclarecimentos ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), responsável pela concessão de licenças ambientais, para que informe se houve autorização para a construção da barragem. Caso contrário, defendem a aplicação rigorosa das sanções previstas em lei.
Além disso, os vereadores solicitam a atuação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para investigar o caso e apurar a responsabilidade civil do empresário pelos danos causados à população e ao patrimônio público.
“Não podemos aceitar que uma decisão individual coloque em risco o direito de ir e vir de toda uma população”, afirmaram os vereadores durante a visita. Eles reforçaram que, se for comprovada irregularidade, o responsável deve arcar com os prejuízos e responder judicialmente.
Enquanto isso, motoristas seguem enfrentando dificuldades, e a população aguarda uma resposta rápida e firme das autoridades. O episódio reacende o debate sobre fiscalização ambiental, uso irregular de recursos hídricos e a necessidade de punição exemplar para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
