A família de uma das vítimas do triplo homicídio ocorrido na comunidade Ouro Preto, zona rural de Guajará, no Amazonas, afirma viver sob constante medo e cobra justiça pelo crime registrado em outubro de 2024. Segundo os familiares, o suspeito de assassinar três homens foi solto antes de ser julgado e, desde então, estaria fazendo ameaças contra parentes das vítimas.
Em um apelo público enviado à imprensa nesta semana, Joana ( nome fictício) relatou que a família ainda convive com a dor da perda e com o medo de novas violências. De acordo com ela, além do sofrimento causado pelo crime, a liberdade do suspeito tem provocado um clima permanente de insegurança.
“Meu pai foi assassinado junto com outras duas pessoas. Mesmo depois de tudo isso, o homem acusado desse crime foi solto sem julgamento por decisão de um juiz. O que mais nos causa revolta e medo é que ele continua circulando e fazendo ameaças contra a nossa família”, disse no relato.
O crime aconteceu em 22 de outubro de 2024, na comunidade Ouro Preto, área ribeirinha de Guajará, município localizado na divisa com o Acre. Na ocasião, três homens foram mortos a tiros de espingarda dentro de uma residência na região. As vítimas foram identificadas como Adair José da Silva Nascimento, Miguel Cavalcante da Silva e Pedro Cavalcante da Silva.
Após o crime, o suspeito foi preso em flagrante por policiais civis e militares e chegou a alegar que teria reagido a uma suposta invasão em sua casa, versão que passou a ser investigada pelas autoridades.
Agora, quase dois anos após o ocorrido, familiares afirmam que o acusado foi colocado em liberdade antes de ser submetido a julgamento. Para eles, a decisão aumentou o clima de tensão, já que tanto a família das vítimas quanto o suspeito residem atualmente no município de Guajará.
Segundo Joana, a família vive em estado de alerta constante.
“Não é apenas sobre o passado, sobre as vidas que já foram perdidas. É sobre o presente e o futuro da nossa família, que hoje vive com medo e precisa de proteção”, afirmou.
Diante da situação, os familiares pedem que o caso tenha maior visibilidade para que as autoridades garantam segurança à família e para que o processo avance até o julgamento do acusado.
“Não escrevo movida por ódio ou vingança, mas por justiça e segurança. Nenhuma família deveria viver com medo depois de já ter perdido tanto”, concluiu.
A família espera que o caso seja acompanhado pelas autoridades e que medidas sejam adotadas para garantir proteção aos familiares das vítimas e a responsabilização do acusado pelo crime.

