O “balão de ensaio” Jonas Lima como vice na chapa de Alan Rick durou pouco tempo. O presidente da Cooperacafé e diretor da Organização das Cooperativas do Brasil, seccional Acre, (OCB/AC), não pode mais ser candidato porque não se desincompatibilizou do cargo. Ele decidiu manter o vínculo com esses organismos de representação, justamente, para não ser candidato.
No caso específico da presidência da Cooperativa de Cafeicultores do Vale do Juruá, assim como na direção da OCB/AC, Lima teria que ter se afastado do cargo até o dia 4 de abril, seis meses antes do pleito, já que tanto a Cooperacafé quando a OCB/AC são organismos de representação que recebem subvenções com recursos públicos, por meio de convênios, termos de cooperação, emendas parlamentares.
A sondagem em torno de Jonas Lima não é nova. Desde o início do ano, as discussões internas no meio cooperativista acreano vêm acontecendo. A candidatura dele estava sendo discutida, em função do forte impacto econômico que a atuação de Jonas Lima tem causado na região do Vale do Juruá na organização da cadeia produtiva do café, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo trabalho direto da OCB/AC.
“Eu não quero estar apto a ser candidato e ter que encarar uma candidatura sem querer”, teria dito Jonas Lima, segundo uma fonte que participava das discussões. “Eu quero terminar o trabalho da estruturação das cooperativas, isso que eu já venho fazendo”.
Jonas Lima já foi deputado estadual pelo PT por três mandatos. Quando decidiu investir atenção e energia na organização dos trabalhadores em torno da agenda cooperativista, Lima desfiliou-se do PT. Procurou um partido de Centro como forma de “ter mais liberdade” para poder fazer as composições políticas que os cenários exigissem. Atualmente, é filiado ao PSD.
As articulações em torno de uma das principais lideranças das cooperativas do Acre mostra como a Política tem observado o segmento. Jonas Lima é apenas um deles.
José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como “De Araújo”, presidente da Cooperacre, uma das maiores cooperativas do país, também foi sondado. Também entendeu que o momento ainda não é o ideal para estar na linha de frente do embate político.
Outro detalhe que o episódio envolvendo Jonas Lima acaba evidenciando é a força das cooperativas vinculadas ao setor produtivo. São elas que demonstram capilaridade e proximidade com o produtor, inclusive os de base familiar.


