Marisa Orth teve sua carreira marcada pela eterna Magda, de Sai de Baixo, produção de comédia que fez sucesso nos anos 1990. A atriz contou que algumas pessoas consideram a icônica personagem uma “propaganda feminista” e reflete que há um cerceamento do humor” que ainda precisa ser discutido.
“Eu entendo o movimento woke, das pessoas que estavam se sentindo machucadas. Piadas que reforçam racismo, reforçam homofobia, gordofobia. Mas eu acho que a gente não achou o limite. Tem um cerceamento muito grande ao humor”, diz ela, em papo exclusivo com o Metrópoles.
Na conversa, realizada em Brasília pouco antes do espetáculo Belchior 80, que celebra os 80 anos do cantor e compositor, ela também defende a necessidade de ampliar as discussões sobre a profissão de ator.
“Tem gente que acha que a Magda é uma propaganda feminista. Está faltando a gente discutir a natureza da profissão do ator que, para mim, é sagrada. A minha profissão é mudar de lugar de fala; se não, todo mundo vai fazer documentário, reality. O humor pode ser mais livre”, finalizou.
Belchior 80
No ano em que Belchior completaria 80 anos de idade, as artistas Taciana Barros, Buhr e Marisa Orth trazem para o teatro Caixa Cultural Brasília o show Amar e Mudar as Coisas, que celebra a presença do cantor por meio de suas canções, palavras e sua inquietude.
Na temporada brasiliense, que começou no último dia 23 e vai até este domingo (28/6), as intérpretes se entregam em performances intensas e vibrantes, com hinos como Sujeito de Sorte, Medo de Avião, Como Nossos Pais e Apenas um Rapaz Latino-Americano.
Além das três artistas, a banda conta com Estevan Sinkovitz na guitarra e violão e Zéli Silva no baixo acústico.
Amar e Mudar as Coisas — Belchior 80
Local: CAIXA Cultural Brasília (SBS, Quadra 4, Lotes 3/4)
De 23 a 28 de junho
Horários: 27/6 (sábado), às 17h e às 20h, e dia 28/6 (domingo), às 18h
Ingressos: a partir de R$ 15. Compre aqui.
Classificação indicativa livre.












