A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse que tentou retornar ao país após os terremotos, mas foi impedida após o espaço aéreo da Venezuela ser fechado. A declaração da política foi divulgada nesta segunda-feira (29/6) nas redes sociais.
Em um vídeo, Machado disse que está no Panamá, de onde embarcaria para a Venezuela.
“O regime fechou o espaço aéreo em nosso país para tentar me impedir voltar a Venezuela para acompanha-los nestas horas angustiantes”, disse a política. “O regime quer bloquear meu retorno a Venezuela assim como vários patriotas que querem ajudar“, disse a líder da oposição em um vídeo.
Mais cedo, María Corina disse que retornaria ao país pois era seu dever estar ao lado do povo venezuelano.
Até o momento autoridades venezuelanas não se pronunciaram sobre as acusações. Segundo a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), a Venezuela emitiu um Aviso aos Aeronavegantes (Notam) restringindo o espaço aéreo do país.
Entre esta segunda-feira e 7 de julho as operações internacionais de decolagem e pouso estão restritas, e serão controladas por órgãos venezuelanos competentes.
Impedida de concorrer ao pleito presidencial de 2024 contra Nicolás Maduro, a líder da oposição passou meses escondida dentro da Venezuela por conta da onda de repressão após o pleito. Ela deixou o país em dezembro do último ano, após uma operação secreta coordenada pelos Estados Unidos, para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo, capital da Noruega.
Depois da captura do ex-presidente do país, Machado deu diversas declarações públicas sobre a possibilidade de seu retorno.
Os terremotos
Na última quarta-feira (24/6) a Venezuela foi atingida por dois terremotos seguidos, com magnitudes de 7,2 e 7,5.
Diversos prédios do país, localizados principalmente no estado de La Guaira e na capital Caracas, foram afetados pelos tremores.
Mais de 1,7 mil mortes já foram confirmadas até o momento, enquanto o número de feridos ultrapassa a casa dos 5 mil. Estimativas do governo apontam que mais de 16 mil pessoas seguem desaparecidas. Iniciativas da sociedade civil, no entanto, indicam que mais de 40 mil continuam com paradeiros desconhecidos. Os trabalhos de busca continuam no país caribenho.


