Aliados do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) apontam que ele enfrenta, neste momento, um verdadeiro quebra-cabeça para bater o martelo sobre a escolha de sua candidata a vice, que deverá ser uma mulher.
O desafio é conciliar o melhor nome possível com os acertos necessários para garantir o apoio de três dos maiores partidos do Centrão — o Republicanos e a federação União Brasil-Progressistas — à chapa presidencial.
O nome preferido de Flávio para a vice, hoje, é o da ex-presidente da Caixa Daniella Marques. A escolha reforçaria a presença do Republicanos na aliança, já que Daniella é filiada ao partido presidido por Marcos Pereira.
O problema é que esse movimento poderia comprometer o principal trunfo para assegurar o apoio formal do PP e do União Brasil. A federação poderia se coligar a Flávio caso a senadora Tereza Cristina (PP-MS) seja a vice.
Diante desse cenário, Flávio tenta acomodar interesses. Como mostrou a coluna, o Republicanos avançou na negociação com o senador em troca do apoio dele a candidatos da sigla em quatro estados.
Já o PP demonstra maior resistência. A própria Tereza Cristina resiste em ser vice de Flávio e mira a presidência do Senado a partir de 2027. O presidente da sigla, Ciro Nogueira, também não é simpático à aliança.
Ciro nunca escondeu que preferia que o governador Tarcísio de Freitas fosse o candidato do bolsonarismo a presidente. O cacique também não gostou da postura de Flávio quando foi alvo de operação no Caso Master.








