Evelyne dos Santos Gonçalves (foto em destaque), presa sete dias após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em um salto de rope jump no último dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado e fraude processual. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (2/7) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A mulher se apresentava como CEO do grupo “Entre Cordas”, responsável pelo evento de rope jump. Ela é acusada de obstrução de elementos considerados relevantes para o trabalho da polícia. A delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, destacou haver “elementos que demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade, participando da definição de aspectos logísticos do evento, administração dos participantes, divulgação da atividade e manutenção da estrutura operacional necessária para sua execução”.
O indiciamento de Evelyne se dá no âmbito da nova investigação aberta para entender a conduta dela e de outros dois presos no caso, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Os homens não foram indiciados, e a polícia pediu a revogação da prisão deles. Já Evelyne teve o pedido de conversão da prisão temporária para preventiva encaminhado à Justiça.
O inquérito foi enviado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) nessa quarta-feira (1º/7).
Depoimento de Evelyne
Conforme publicado pelo Metrópoles, Evelyne dos Santos detalhou, em depoimento à polícia, o dia da tragédia. Ela contou não ter visto o momento do salto, mas ouviu o barulho da queda e percebeu a reação de espanto do público e dos instrutores. Veja:
Ao todo, seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no salto de rope jump que terminou em tragédia. Além dos três citados no inquérito, seguem presos os instrutores responsáveis por arremessar a jovem Maria Eduarda: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. A Justiça negou pedido de soltura deles.
Apesar de a segunda linha de investigação ter sido concluída, o inquérito principal sobre o caso segue em andamento. Isso porque a polícia continua apurando o paradeiro da câmera utilizada pela vítima.
O Metrópoles não localizou a defesa de Evelyne. O espaço segue aberto para manifestação.

