O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções contra o Irã, que desta vez miram em empresas de câmbio, pessoas que mantém ligações com as mesmas, e facilitadores financeiros do novo líder supremo do país, aiatolá Mojtaba Khamenei. A medida foi divulgada nesta sexta-feira (10/7) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac).
Ao todo, três casas de câmbio iranianas, e outras duas redes financeiras, foram alvos das retaliações econômicas norte-americanas. Além disso, oito indivíduos também foram incluídos na lista de sanções Ofac.
Entre eles está Ali Ansari, apontado pelo Tesouro dos EUA como um facilitador financeiro do aiatolá Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do país persa. Morador de Dubai, o iraniano é acusado de operar uma rede global de investimentos e ativos financeiros supostamente desviados do Irã.
A partir de agora, todos ativos de empresas ou pessoas sancionadas nesta semana, que estejam nos EUA ou sob o controle de cidadãos do país, estão bloqueados. Além disso estão proibidas transações entre os alvos das retaliações e instituições ou indivíduos norte-americanos.
A nova rodada de sanções norte-americanas faz parte de uma campanha de pressão máxima dos EUA contra o Irã, iniciada após o presidente Donald Trump assumir a Casa Branca pela segunda vez.
No último mês, Washington concordou em aliviar, de forma gradual, as sanções contra Teerã. A decisão faz parte de um dos 14 pontos do memorando de entendimento assinado entre os dois países.
Além da retirada das sanções estava previsto um novo cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz, e o início de negociações para um acordo de paz definitivo para o conflito que se arrasta desde fevereiro.
EUA e Irã, no entanto, voltaram a trocar ataques nesta semana, e todos os pontos antes acordados caíram por terra.
Depois de acusar forças iranianas de atacar embarcações em Ormuz, o Comando Central dos EUA (Centcom) realizou ataques no país de maioria muçulmana nos últimos três dias. O Irã, por sua vez, respondeu com bombardeios que visaram instalações norte-americanas em países do Golfo, como Bahrein e Kwait.
Desde então, a administração Trump retomou as sanções que havia retirado contra Teerã. Já o Irã voltou a bloquear a passagem pelo Estreito de Ormuz, e voltou a ameaçar o comércio internacional de petróleo, já que cerca de 20% do combustível produzido mundialmente é escoado pela região.

