A dor da perda deu lugar à indignação para os parentes de um jovem encontrado morto na zona rural de Brasiléia. A família denuncia que o corpo da vítima permaneceu cerca de 24 horas dentro do veículo de resgate, acondicionado apenas em um saco funerário, devido à ausência de um médico legista de plantão no Instituto Médico Legal (IML) local, instalado no Hospital Regional Raimundo Chaar.
O caso teve início na tarde de quarta-feira (22), quando o rapaz foi localizado sem vida em um ramal na altura do km 59 da BR-317 (Estrada do Pacífico) — um local de difícil acesso, situado a cerca de 63 quilômetros da rodovia principal.
Cronologia do descaso
Segundo os relatos dos familiares, a rotina de atrasos e negligência seguiu uma sequência de etapas dramáticas:
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14h00 (Quarta-feira): A família recebe a confirmação da morte do jovem.
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19h30 (Quarta-feira): O veículo de resgate chega ao local do achado do cadáver.
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21h00 (Quarta-feira): O rabecão retorna ao IML de Brasiléia, mas o corpo permanece dentro do veículo no pátio por falta de profissional para realizar a perícia.
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10h00 (Quinta-feira): Somente no meio da manhã do dia seguinte o corpo foi finalmente retirado do automóvel para os procedimentos cabíveis.
“O corpo ficou a noite inteira trancado no carro de resgate. É uma falta de respeito com a nossa dor e com a memória dele”, desabafou um dos parentes.
Providências judiciais
Classificando a situação como absurda e desumana, os familiares informaram que pretendem acionar o Poder Judiciário para que as responsabilidades pelo atraso sejam apuradas e os culpados, punidos.
Até o fechamento desta edição, a direção do IML e os órgãos de saúde do estado não haviam emitido posicionamento oficial sobre a ausência de médicos legistas na unidade de Brasiléia.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por adriano.

