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Para morar onde carros não chegam, casal transportou materiais pelo lago, trabalhou todos os dias durante dois meses e construiu casa flutuante de 33 m² por cerca de US$ 90 mil
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 23/07/2026 às 19:09
Construção, Indústria
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No Lago Fontana, casal levou madeira, ferramentas e móveis de barco, trabalhou até 10 horas por dia e passou a pagar US$ 5 mil anuais para viver em uma casa flutuante de 33 m², com água transportada por tubulação sob o lago e deque maior que a área interna.
Para morar onde carros não chegam, Sarah Spiro e Brandon Jones transportaram materiais pelo Lago Fontana, trabalharam diariamente durante dois meses e construíram uma casa flutuante de 33 m² na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
A construção custou aproximadamente US$ 90 mil. Além de pagar pela obra, o casal assumiu uma taxa anual de US$ 5 mil pela atracação, necessária para manter a residência no local e usar a estrutura oferecida pela marina.
A informação foi publicada em 15 de janeiro de 2024 pelo Business Insider, veículo internacional de notícias e negócios. A casa já estava concluída quando a experiência do casal foi divulgada.
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Dois meses de trabalho diário para concluir a casa flutuante
Sarah e Brandon já conheciam os desafios de morar sobre o Lago Fontana. Antes da construção de 33 m², eles compraram uma casa flutuante menor que não apresentava condições adequadas para moradia.
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A primeira unidade passou por uma reforma completa. Apenas o telhado e partes verticais da estrutura puderam ser mantidos. Quase todos os demais componentes precisaram ser substituídos antes que o casal pudesse ocupar o imóvel.
Cerca de dois anos depois, surgiu a oportunidade de construir uma residência maior em outro ponto autorizado do lago. Os 33 m², os dois meses de trabalho e o custo de US$ 90 mil pertencem a essa nova casa, construída desde a base.
Durante a obra, Sarah e Brandon trabalharam entre 8 e 10 horas por dia. Eles continuaram vivendo na residência anterior enquanto levantavam a nova estrutura, o que facilitava o acesso diário ao local da construção.
Cada material precisava completar uma viagem por terra e outra pela água
A falta de uma estrada até a casa transformava qualquer compra em uma operação demorada. Madeira, ferramentas, equipamentos e móveis precisavam chegar primeiro à margem e depois ser descarregados em uma embarcação.
A loja de materiais utilizada pelo casal ficava a aproximadamente 1 hora e 15 minutos. Somando a ida, a volta, o descarregamento e a travessia de barco, uma única compra podia ocupar várias horas.
O Business Insider, veículo internacional de notícias e negócios, detalhou que a logística dos materiais representou a parte mais difícil da construção. Esquecer uma ferramenta ou uma peça significava repetir todo o percurso.
Esse isolamento exigia planejamento antes de cada etapa. Em uma obra urbana, um item esquecido pode ser comprado em poucos minutos. No Lago Fontana, o mesmo problema envolvia carro, descarregamento, barco e mais tempo de trabalho perdido.
A residência flutuante não funcionava como uma lancha adaptada
Embora permanecesse sobre a água, a construção não foi feita para transportar pessoas pelo lago. Ela funcionava como uma residência fixa apoiada sobre uma estrutura flutuante, mantida em um ponto autorizado.
O casal utilizava outra embarcação para chegar à margem, acessar o carro, buscar compras ou transportar materiais. A casa permanecia atracada, enquanto o barco fazia a ligação entre a moradia e a terra.
As regras do Lago Fontana não permitiam que uma pessoa simplesmente escolhesse um local e instalasse uma nova residência. Era necessário adquirir uma autorização já existente para ocupar um ponto destinado a esse tipo de construção.
No caso de Sarah e Brandon, uma casa anterior havia desabado e sido retirada alguns anos antes. A autorização ligada àquele espaço continuava existente. O casal adquiriu esse direito e construiu a nova moradia no local permitido.
Os 33 m² lembram um apartamento compacto brasileiro
A área interna de 33 m² é semelhante à metragem de apartamentos compactos encontrados nas grandes cidades brasileiras. Mesmo com pouco espaço, a residência recebeu cozinha, sala, dormitórios e um ambiente destinado a hóspedes.
O pé direito alto ajudou a ampliar a sensação de espaço. As janelas instaladas ao redor da casa aumentaram a iluminação natural e permitiram que os moradores observassem o lago até durante tarefas comuns, como lavar a louça.
A área externa tinha aproximadamente 37 m², metragem superior à parte fechada da residência. O deque funcionava como uma continuação da casa e oferecia espaço para descanso, convivência e atividades no lago.
Essa organização mostra por que a casa não pode ser comparada apenas com um imóvel pequeno em terra. Embora o interior tivesse 33 m², o ambiente externo ampliava o espaço disponível e colocava a água no centro da rotina.
Água, energia e atracação dependiam da estrutura da marina
A taxa de US$ 5 mil por ano garantia a permanência da casa no ponto de atracação. O valor podia variar entre os portos existentes no lago, pois cada local oferecia estruturas e serviços diferentes.
A cobrança incluía um espaço na margem onde o casal podia deixar o carro e embarcar. Também garantia água tratada, levada da marina até a residência por uma tubulação instalada sob o lago.
Sarah e Brandon descreviam a casa como uma moradia fora das redes convencionais. Isso não representava independência total, já que o fornecimento de água e o acesso à margem continuavam ligados à marina. O sistema utilizado para gerar energia não foi detalhado.
Como a residência estava totalmente paga, o casal tratava a atracação como a principal conta ligada ao imóvel. Pequenas despesas contratadas separadamente, como assinaturas de entretenimento, não estavam incluídas nesse cálculo.
A tranquilidade no lago exigia abrir mão da praticidade das estradas
A casa ficava a cerca de 40 minutos de Robbinsville, a pequena cidade mais próxima. Para alcançar uma grande loja de materiais, o deslocamento era ainda maior e continuava pelo lago depois que o carro chegava à margem.
Morar naquele ponto significava planejar compras, limitar o tamanho dos objetos transportados e depender de barco para entrar ou sair. Em troca, o casal conseguiu uma casa nova, quitada e cercada pela paisagem do Lago Fontana.
A construção de US$ 90 mil mostra que uma casa flutuante pode custar menos que determinados imóveis com terreno, mas exige autorização, atracação anual e uma rotina distante dos serviços urbanos. A economia financeira veio acompanhada de limites práticos que nem todos aceitariam.
Você moraria em uma casa quitada sobre um lago mesmo dependendo de barco para cada compra? Conte sua escolha nos comentários e compartilhe a publicação.
Fonte
Business Insider
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

