O Acre figura entre as unidades da federação com os piores índices de vulnerabilidade socioambiental para a infância e a adolescência no Brasil. É o que aponta um estudo inédito divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a organização Vital Strategies. O levantamento revela um cenário crítico na Região Norte, onde 42,4% dos municípios foram classificados em situação de vulnerabilidade severa.
A pesquisa avaliou 14 indicadores socioambientais, englobando fatores como qualidade do ar, incidência de queimadas, acesso à água potável, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos, exposição a eventos climáticos extremos e infraestrutura escolar. Ao lado do Acre, lideram o ranking de maior risco os estados do Pará, Amazonas, Maranhão e Mato Grosso — todos integrantes da Amazônia Legal.
Poluição do ar e déficit em saneamento básico
A inalação de fumaça decorrente de queimadas e o contato com partículas finas (PM2,5) figuram entre as maiores ameaças à saúde infantil na Amazônia. No Norte, 94% dos municípios apresentam nível crítico de prioridade em virtude da poluição atmosférica.
A carência de saneamento básico também impõe severas barreiras ao desenvolvimento das comunidades locais:
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Esgotamento sanitário: 87% das cidades nortistas têm sistemas precários ou inexistentes.
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Coleta e destinação de lixo: 65% enfrentam graves gargalos no manejo de resíduos sólidos.
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Água tratada: 60% dos municípios não garantem o abastecimento potável adequado para a população.
No contexto acreano, coberto em sua maioria pela Floresta Amazônica, os dados evidenciam gargalos históricos de infraestrutura urbana, agravados pela oscilação entre períodos de estiagem prolongada e precipitações extremas.
Escolas desassistidas e emergência climática
A precariedade da infraestrutura escolar agrava o quadro de vulnerabilidade. Segundo o Unicef, 71% dos municípios da Região Norte concentram suas matrículas em instituições de ensino que não possuem, simultaneamente, acesso à água encanada, saneamento básico e coleta regular de lixo.
O relatório alerta ainda para a escalada das emergências climáticas: 91% dos municípios nortistas apresentam alto risco para desastres decorrentes de chuvas intensas, enquanto 60% sofrem impactos severos causados por ondas de calor extremo.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

